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Reavivando um remanescente
LIÇÃO 06
Sábado, 10 de Fevereiro de 2018

Reavivando um remanescente

Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra (2 Timóteo 2:3 e 4).
Siga, passo a passo, no caminho do dever. Talvez tenha de escalar lugares íngremes, mas prossiga rumo à humildade, fé e abnegação, deixando para trás as nuvens da dúvida. — Mensagens escolhidas, vol. 2, p. 272.
Estudo adicional: Patriarcas e profetas, pp. 547-549 (capítulo 53: “Os primeiros juízes”).
DOMINGO, 4 DE FEVEREIRO - 1. O ESPÍRITO DE DEUS EM OPERAÇÃO
1A) Como os homens da cidade reagiram na manhã seguinte à destruição do altar de Baal que pertencia ao pai de Gideão? Juízes 6:28-30.
Jz 6:28-30 — 28 Levantando-se, pois, os homens daquela cidade de madrugada, eis que estava o altar de Baal derribado, e o bosque, que estava ao pé dele, cortado; e o segundo boi foi oferecido no altar de novo edificado. 29 E uns aos outros disseram: Quem fez esta coisa? E, esquadrinhando e inquirindo, disseram: Gideão, o filho de Joás, fez esta coisa. 30 Então, os homens daquela cidade disseram a Joás: Tira para fora o teu filho para que morra, pois derribou o altar de Baal e cortou o bosque que estava ao pé dele.
1B) Como o pai de Gideão reagiu? Por quê? Juízes 6:31 e 32.
Jz 6:31 e 32 — 31 Porém Joás disse a todos os que se puseram contra ele: Contendereis vós por Baal? Livrá-lo-eis vós? Qualquer que por ele contender ainda esta manhã será morto; se é deus, por si mesmo contenda; pois derribaram o seu altar. 32 Pelo que, naquele dia, lhe chamaram Jerubaal, dizendo: Baal contenda contra ele, pois derribou o seu altar.
Gideão havia contado a seu pai, Joás, sobre a visita do anjo, bem como sobre a promessa de que Israel deveria ser libertado. Também contou a ele sobre a ordem divina para destruir o altar de Baal. O Espírito de Deus tocou o coração de Joás. Ele viu que os deuses a quem tinha adorado não podiam sequer salvar-se da destruição total e, por isso, não podiam proteger seus adoradores. Quando a multidão idólatra implorou pela morte de Gideão, Joás se levantou destemidamente em defesa do filho, e se esforçou para mostrar às pessoas como seus deuses eram impotentes e indignos de confiança ou de adoração [cita-se Juízes 6:31].
Lembrou-lhes que a pena de morte repousaria justamente sobre eles mesmos em vez de Gideão, pois haviam quebrado a Lei de Deus, que condenava a idolatria. — The Signs of the Times, 23 de junho de 1881.
SEGUNDA-FEIRA, 5 DE FEVEREIRO - 2. A MARAVILHOSA PROVIDÊNCIA DE DEUS
2A) Como a remoção dos ídolos motivou o progresso? Juízes 6:33-35.
Jz 6:33-35 — 33 E todos os midianitas, e amalequitas, e os filhos do Oriente se ajuntaram num corpo, e passaram, e puseram o seu campo no vale de Jezreel. 34 Então, o Espírito do Senhor revestiu a Gideão, o qual tocou a buzina, e os abiezritas se ajuntaram após ele. 35 E enviou mensageiros por toda a tribo de Manassés, que também se convocou após ele; também enviou mensageiros a Aser, e a Zebulom, e a Naftali, e saíram-lhe ao encontro.
Toda a manobra [de destruir os ídolos], com os apelos de Gideão, produziu um efeito poderoso sobre as pessoas de Ofra. Todos os pensamentos de violência foram rejeitados; e quando, movido pelo Espírito do Senhor, Gideão tocou a trombeta de guerra, eles estavam entre os primeiros a se reunir com ele. Enviou, então, mensageiros por toda sua própria tribo de Manassés, e também a Aser, Zebulon e Naftali, e todos obedeceram alegremente ao chamado. — The Signs of the Times, 23 de junho de 1881.
2B) O que podemos aprender das orações que Gideão fez pedindo confirmação a Deus? Que espírito inspirou seus pedidos? Juízes 6:36-40.
Jz 6:36-40 — 36 E disse Gideão a Deus: Se hás de livrar Israel por minha mão, como tens dito, 37 eis que eu porei um velo de lã na eira; se o orvalho estiver somente no velo, e secura sobre toda a terra, então, conhecerei que hás de livrar Israel por minha mão, como tens dito. 38 E assim sucedeu; porque, ao outro dia, se levantou de madrugada, e apertou o velo, e do orvalho do velo espremeu uma taça cheia de água. 39 E disse Gideão a Deus: Não se acenda contra mim a Tua ira, se ainda falar só esta vez; rogo-Te que só esta vez faça a prova com o velo; rogo-Te que só no velo haja secura, e em toda a terra haja o orvalho. 40 E Deus assim o fez naquela noite, pois só no velo havia secura, e sobre toda a terra havia orvalho.
Gideão sentiu profundamente sua própria insuficiência em face da grande obra diante de si. Ele não ousou colocar-se à frente do exército sem claras evidências de que Deus o havia chamado para essa missão, e de que o acompanharia. [...]
A falta de fé sugeriu que a lã por natureza absorve qualquer umidade existente no ar, e que o teste não fora decisivo. Assim, [Gideão] pediu uma renovação do sinal, implorando humildemente que a incredulidade não levasse o Senhor à ira. Seu pedido foi aceito. [...]
Antes da honra vai a humildade. O Senhor pode usar de modo mais eficaz aqueles que são mais conscientes da própria indignidade e ineficiência. Ele os ensinará a exercer a coragem que vem da fé. Ele os fortalecerá unindo a fraqueza deles ao poder divino, e sábios, unindo a ignorância deles à Sua sabedoria.
Deus aceitará os serviços de todos os que irão trabalhar em obediência à Sua vontade, que não irão manchar a consciência em troca de qualquer interesse pessoal, que não permitirão que qualquer influência os desvie do caminho do dever. [...]
Os que estão dispostos a aprender e confiar, com um propósito correto e um coração puro, não precisam esperar por grandes ocasiões ou habilidades extraordinárias para empregar suas faculdades. Eles não devem permanecer indecisos, questionando e temendo o que o mundo vai dizer ou pensar a seu respeito. Não devemos nos desgastar com preocupações ansiosas, mas seguir em frente, realizando com calma e fidelidade o trabalho que Deus nos atribui e deixando o resultado inteiramente com Ele. — Idem.
TERÇA-FEIRA, 6 DE FEVEREIRO - 3. DEUS CONHECE O CORAÇÃO
3A) Que lei havia sido estabelecida no antigo Israel, revelando a compaixão divina pelas famílias em tempos de guerra? Deuteronômio 20:5-8.
Dt 20:5-8 — 5 Então os oficiais falarão ao povo, dizendo: Qual é o homem que edificou casa nova e ainda não a consagrou? Vá, e torne-se à sua casa para que porventura não morra na peleja e algum outro a consagre. 6 E qual é o homem que plantou uma vinha e ainda não a desfrutou? Vá, e torne-se à sua casa, para que porventura não morra na peleja e algum outro a desfrute. 7 E qual é o homem que está desposado com alguma mulher e ainda não a recebeu? Vá, e torne-se à sua casa, para que porventura não morra na peleja e algum outro homem a receba. 8 E continuarão os oficiais a falar ao povo, dizendo: Qual é o homem medroso e de coração tímido? Vá, e torne-se à sua casa, para que o coração de seus irmãos não se derreta como o seu coração.
Estabeleceu-se uma lei em Israel de que, antes de saírem à batalha, a seguinte proclamação deveria soar por todo o exército: “Então, os oficiais falarão ao povo, dizendo: Qual é o homem que edificou casa nova e ainda a não consagrou? Vá e torne-se à sua casa, para que, porventura, não morra na peleja, e algum outro a consagre. E qual é o homem que plantou uma vinha e ainda não logrou fruto dela? Vá e torne-se à sua casa, para que, porventura, não morra na peleja, e algum outro o logre. E qual é o homem que está desposado com alguma mulher e ainda a não recebeu? Vá e torne-se à sua casa, para que, porventura, não morra na peleja, e algum outro homem a receba. E continuarão os oficiais a falar ao povo, dizendo: Qual é o homem medroso e de coração tímido? Vá e torne-se à sua casa, para que o coração de seus irmãos se não derreta como o seu coração” (Deuteronômio 20:5-8). É uma ilustração impressionante do terno e compassivo amor de Cristo! Aquele que estabeleceu as relações de vida e os laços de parentesco preparou uma disposição especial para que esses vínculos não fossem amplamente rompidos. Ninguém sairia à guerra contra a própria vontade. Essa proclamação também estabelece, de uma forma poderosa, a influência que pode ser exercida por um homem que é deficiente na fé e coragem e, além disso, mostra o efeito de nossos pensamentos e emoções sobre o nosso próprio modo de agir. — The Signs of the Times, 30 de junho de 1881.
3B) Agora que Gideão tinha certeza de que Deus dirigia seu empreendimento, como o Senhor novamente o surpreendeu? Por quê? Juízes 7:1 e 2. Que efeito o orgulho tem sobre nós?
Jz 7:1 e 2 — 1 Então, Jerubaal (que é Gideão) se levantou de madrugada, e todo o povo que com ele havia, e se acamparam junto à fonte de Harode; de maneira que tinha o arraial dos midianitas para o norte, pelo outeiro de Moré, no vale. 2 E disse o Senhor a Gideão: Muito é o povo que está contigo, para Eu dar os midianitas em sua mão; a fim de que Israel se não glorie contra Mim, dizendo: A minha mão me livrou.
Pelo fato de seu exército ser tão pequeno em comparação com o do inimigo, Gideão evitou fazer a convocação costumeira [Deuteronômio 20:5-8]. Ficou surpreso ao saber que seu exército era grande demais. Mas o Senhor via o orgulho e a incredulidade que existiam no coração de Seu povo. Despertos pelos apelos estimulantes de Gideão, alistaram-se prontamente; mas muitos ficaram aterrorizados quando viram as multidões de midianitas. Porém, se Israel houvesse triunfado, essas mesmas pessoas teriam assumido a responsabilidade pela vitória em vez de louvarem a Deus pelo livramento.
Gideão obedeceu à determinação do Senhor, e com grande angústia viu vinte e dois mil — ou mais de dois terços de sua força total — voltarem para casa. — Patriarcas e profetas, p. 549.
O orgulho de coração é um terrível traço de caráter. “A soberba precede a ruína” (Provérbios 16:18, primeira parte). Isso é verdade na família, na igreja e na nação. — A fé pela qual eu vivo, p. 68.
QUARTA-FEIRA, 7 DE FEVEREIRO - 4. UM TESTE DE CARÁTER
4A) Depois que o exército de Gideão foi reduzido para apenas 10 000 homens, o que Deus ordenou que ele fizesse antes de sair à batalha? Por quê? Juízes 7:4 e 5.
Jz 7:4 e 5 — 4 E disse o Senhor a Gideão: Ainda muito povo há; faze-os descer às águas, e ali tos provarei; e será que aquele de que Eu te disser: Este irá contigo, esse contigo irá; porém todo aquele de que Eu te disser: Este não irá contigo, esse não irá. 5 E fez descer o povo às águas. Então, o Senhor disse a Gideão: Qualquer que lamber as águas com a sua língua, como as lambe o cão, esse porás à parte; como também a todo aquele que se abaixar de joelhos a beber.
O povo foi levado à beira d’água, esperando fazer um avanço imediato contra o inimigo. Alguns pegaram um pouco de água com a mão em concha e a beberam enquanto andavam; mas quase todos se ajoelharam e beberam tranquilamente. Os que beberam água com as mãos foram apenas trezentos entre os dez mil. No entanto, esses é que foram escolhidos; já ao restante, foi permitido voltar para casa.
O caráter muitas vezes é testado pelas coisas mais simples. Aqueles que em tempo de perigo estavam preocupados em suprir suas necessidades não eram os homens em quem se poderia confiar em uma emergência. O Senhor não tem lugar em Sua obra para os indolentes e condescendentes consigo mesmos. Os homens de Sua escolha foram os poucos que não permitiram que suas necessidades os atrasassem no desempenho do dever. — Patriarcas e profetas, p. 549.
4B) Como o princípio real que Deus estava ensinando também se aplica a nós em Sua igreja hoje? Filipenses 2:4; 3:13 e 14.
Fp 2:4 — Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.
Fp 3:13 e 14 — 13 Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, 14 prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
O sucesso não depende da força ou dos números. Deus pode livrar usando poucas ou muitas pessoas. Uma grande igreja não é necessariamente uma igreja forte. Alguns de seus membros talvez estejam acariciando o egoísmo, o orgulho ou a incredulidade; alguns podem ser desonestos, enquanto outros talvez sejam corruptos no coração e na vida. Todas essas pessoas são uma fonte de fraqueza para a igreja. Elas atraem o olhar reprovador de Deus sobre o Seu povo, e o grande adversário irá operar por meio delas para promover sua própria causa.
Antigamente, aqueles cujos interesses mundanos afastavam seus corações da obra de Deus recebiam a ordem de retornarem aos seus lares. Seria melhor para a causa da verdade hoje se aqueles cuja atenção é absorvida pelos seus próprios interesses particulares se afastassem da obra de Deus e se dedicassem às coisas que satisfazem seu coração. Dessa forma, seu mau exemplo não poderia exercer uma influência tão perigosa sobre outros. Deus é honrado não tanto por um grande número, mas pelo caráter daqueles que O servem. — The Signs of the Times, 30 de junho de 1881.
QUINTA-FEIRA, 8 DE FEVEREIRO - 5. SOLDADOS DO PRÍNCIPE DA PAZ
5A) Qual é o plano de Deus para todos os alistados em Seu exército espiritual? 2 Timóteo 2:3-5.
2 Tm 2:3-5 — 3 Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. 4 Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. 5 E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente. 6 O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos.
Não fomos colocados neste mundo apenas para cuidar de nós mesmos, mas nos é exigido que ajudemos na grande obra da salvação, imitando assim o altruísmo, o sacrifício próprio e a vida de utilidade de Cristo. — Testemunhos para a igreja, vol. 1, p. 325.
O verdadeiro caráter cristão é marcado por uma sinceridade de propósito, uma determinação indomável, que se recusa a ceder às influências mundanas, que tenha como alvo nada menos que o padrão bíblico. Se os homens cederem ao desânimo no serviço de Deus, o grande adversário irá apresentar razões abundantes para desviá-los do caminho plano do dever para outro de tranquilidade e irresponsabilidade. Aqueles que podem ser subornados ou seduzidos, desanimados ou amedrontados, não serão de nenhuma utilidade na batalha cristã. Aqueles que estabelecem suas afeições sobre tesouros ou honras mundanos não intensificarão a batalha “contra os principados, contra as potestades, [...] contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6:12).
Todos os que querem ser soldados da cruz de Cristo devem cingir a armadura e se preparar para o conflito. Não devem ser intimidados por ameaças ou amedrontados por perigos. Devem ser prudentes em situações arriscadas, mas firmes e corajosos para enfrentar o adversário e batalhar para Deus. A consagração dos seguidores de Cristo precisa ser completa. Pai, mãe, esposa, filhos, casas, terras, tudo deve ser colocado em segundo plano em relação à obra e à causa de Deus. Deve estar disposto a suportar pacientemente, com alegria e satisfação, qualquer coisa que a providência de Deus o chamar a sofrer. Ao fim, sua recompensa será compartilhar com Cristo o trono de glória imortal. — The Signs of the Times, 30 de junho de 1881.
SEXTA-FEIRA 9 DE FEVEREIRO - PARA VOCÊ REFLETIR
1. Como posso fazer um apelo a alguém que está em apostasia, assim como Gideão fez com Joás?
2. Por que Gideão recebeu a tarefa de libertar o povo de Deus?
3. Por que Deus queria que o número de soldados diminuísse de 32 000 para 10 000?
4. Explique como o teste sobre o modo como os homens bebiam água pode ser aplicado hoje.
5. O que significa ser um soldado espiritual de um reino que não é desse mundo?



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