A verdade divina é justificada
LIÇÃO 12
Sábado, 19 de Junho de 2021

A verdade divina é justificada

E a Palavra de Deus crescia e se multiplicava (Atos 12:24).
A verdade é inspirada e guardada por Deus, e triunfará sobre toda oposição. — Atos dos apóstolos, p. 12.
Estudo adicional: Atos dos apóstolos, pp. 143-154, 166-169 (capítulos 15: “Liberto da prisão” e 17: “Arautos do evangelho”); Primeiros escritos, pp. 97-104 (“A ordem evangélica”).

Domingo 13 de junho - 1. UM GOVERNO MANIPULADO
1A) Instigado por homens de mente maligna, que ações políticas o rei da Judeia, Herodes Agripa I (sobrinho e cunhado do Herodes dos dias de Cristo), executou contra a obra de Deus — e por quê? Atos 12:1-4.
At 12:1-4 — Por aquele mesmo tempo, o rei Herodes estendeu as mãos sobre alguns da igreja para os maltratar; 2 e matou à espada Tiago, irmão de João. 3 E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos asmos. 4 E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da Páscoa.

Enquanto os judeus celebravam a libertação do Egito e pretendiam possuir grande zelo pela Lei de Deus, estavam ao mesmo tempo transgredindo cada princípio dessa Lei ao perseguir e assassinar os crentes em Cristo. [...]
O ato de Herodes de matar Tiago foi aplaudido pelos judeus, ainda que alguns se queixassem da forma privada pela qual o crime foi cometido, afirmando que uma execução pública teria intimidado de maneira mais completa os crentes e os que com eles simpatizavam. Assim, Herodes conservou Pedro sob custódia com a intenção de agradar ainda mais aos judeus pelo espetáculo público de sua morte. Sugeriu-se, porém, que não seria uma boa ideia levar o veterano apóstolo para a execução diante do povo que estava reunido em Jerusalém. Temia-se que a cena de estar sendo levado para a morte pudesse provocar a compaixão do povo.
Os sacerdotes e anciãos também temiam que Pedro fizesse um daqueles poderosos apelos que tinham frequentemente levado o povo a estudar a vida e o caráter de Jesus — apelos esses que eles tinham sido incapazes de contradizer com todos os seus argumentos. — Atos dos apóstolos, p. 144.

Segunda-feira, 14 de junho - 2. CRISE NA IGREJA PRIMITIVA
2A) Por que não precisamos nos surpreender com a perseguição que a igreja primitiva enfrentou? 1 Pedro 4:12 e 13.
1Pe 4:12 e 13 — Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós, para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; 13 mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da Sua glória vos regozijeis e alegreis.

Nosso grande Exemplo, que era o resplendor da glória do Pai, foi desprezado e rejeitado pelos homens. Vergonha e falsidade O seguiram. Seus discípulos escolhidos foram exemplos vivos do caráter e espírito de seu Mestre. Eram honrados com prisão e açoites, e finalmente seu quinhão foi selar o ministério com o próprio sangue. — Testemunhos para a igreja, vol. 2, p. 345.

2B) Como a igreja reagiu à prisão de Pedro? Atos 12:5.
At 12:5 — Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.

A morte de Tiago causou grande dor e amargura entre os crentes. Quando Pedro também foi preso, a igreja toda se empenhou em jejum e oração. [...]
Enquanto, sob vários pretextos, a execução de Pedro estava sendo retardada para depois da Páscoa, os membros da igreja tiveram tempo para examinar profundamente o coração e orar com fervor. Oravam sem cessar em prol de Pedro, pois achavam que ele não poderia faltar na obra da pregação. Compreendiam que haviam chegado a um ponto em que, sem o auxílio especial de Deus, a igreja de Cristo seria destruída. [...]
O dia para a execução de Pedro foi finalmente marcado, mas as orações dos crentes ainda subiam ao Céu; e, enquanto todas as suas energias e simpatias eram despertadas em fervorosos pedidos de auxílio, anjos de Deus guardavam o apóstolo prisioneiro. — Atos dos apóstolos, pp. 144 e 145.

2C) Quão rigorosa era a segurança do cárcere de Pedro? Atos 12:6.
At 12:6 — E, quando Herodes estava para o fazer comparecer, nessa mesma noite, estava Pedro dormindo entre dois soldados, ligado com duas cadeias, e os guardas diante da porta guardavam a prisão.

Lembrando-se do anterior libertamento dos apóstolos da prisão, desta vez Herodes tomou precauções dobradas. Para evitar toda a possibilidade de fuga, Pedro tinha sido posto sob o cuidado de dezesseis soldados que o guardavam dia e noite, em diferentes turnos. [...] Com as portas da prisão firmemente trancadas e uma forte guarda diante delas, toda possibilidade de livramento ou escape por meios humanos estava descartada. — Ibidem, pp. 145 e 146.

Terça-feira, 15 de junho - 3. DEUS ESTÁ NO CONTROLE
3A) Descreva o milagre operado na prisão em favor de Pedro. Atos 12:7-11.
At 12:7-11 — E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro no lado, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa! E caíram-lhe das mãos as cadeias. 8 E disse-lhe o anjo: Cinge-te e ata as tuas sandálias. E ele o fez assim. Disse-lhe mais: Lança às costas a tua capa e segue-me. 9 E, saindo, o seguia. E não sabia que era real o que estava sendo feito pelo anjo, mas cuidava que via alguma visão. 10 E, quando passaram a primeira e a segunda guarda, chegaram à porta de ferro que dá para a cidade, a qual se lhes abriu por si mesma; e, tendo saído, percorreram uma rua, e logo o anjo se apartou dele. 11 E Pedro, tornando a si, disse: Agora, sei, verdadeiramente, que o Senhor enviou o Seu anjo e me livrou da mão de Herodes e de tudo o que o povo dos judeus esperava.

As trancas e barras, e a guarda romana que eficazmente removiam toda a possibilidade de auxílio humano, tornariam ainda mais completa a vitória de Deus no livramento de Pedro. [...]
[O anjo] se move em direção à porta, seguido por um Pedro geralmente falante, mas agora mudo de espanto. Passaram pela guarda e chegaram à porta pesadamente trancada, que se abriu por si mesma e imediatamente se fechou, enquanto os guardas dentro e fora permaneceram imóveis no posto.
Alcançaram a segunda porta, também guardada por dentro e por fora. Abriu-se, como aconteceu com a primeira, sem ranger de dobradiças ou ruído das trancas de ferro. Passaram por ela e novamente se fechou, também sem ruído. De modo idêntico, passaram pela terceira porta e acharam-se em plena rua. Não se trocou palavra alguma; não houve ruído de passos. O anjo se movia suavemente diante de Pedro, cercado por uma luz de deslumbrante brilho; e Pedro, desorientado, pensando que estava tendo um sonho, seguia seu libertador. Portanto, percorreram uma rua, e assim, estando cumprida a missão do anjo, ele desapareceu de repente. [...]
Os pulsos [de Pedro], inchados pela pressão dos ferros cruéis, estavam livres das algemas. Percebeu então que sua liberdade não era engano, sonho ou visão, mas uma bênção real. — Atos dos apóstolos, pp. 146-148.

3B) Ao finalmente encontrar-se num local familiar, o que Pedro fez em seguida? Atos 12:12-17. E o que aconteceu ao rei culpado? Atos 12:21-23.
At 12:12-17 — E, considerando ele nisso, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam. 13 E, batendo Pedro à porta do pátio, uma menina chamada Rode saiu a escutar. 14 E, conhecendo a voz de Pedro, de alegria não abriu a porta, mas, correndo para dentro, anunciou que Pedro estava à porta. 15 E disseram-lhe: Estás fora de ti. Mas ela afirmava que assim era. E diziam: É o Seu anjo. 16 Mas Pedro perseverava em bater, e, quando abriram, viram-no e se espantaram. 17 E, acenando-lhes ele com a mão para que se calassem, contou-lhes como o Senhor o tirara da prisão e disse: Anunciai isto a Tiago e aos irmãos. E, saindo, partiu para outro lugar.
At 12:21-23 — E, num dia designado, vestindo Herodes as vestes reais, estava assentado no tribunal e lhes dirigiu a palavra. 22 E o povo exclamava: Voz de Deus, e não de homem! 23 No mesmo instante, feriu-o o anjo do Senhor, porque não deu glória a Deus; e, comido de bichos, expirou.

Herodes sabia que não merecia nenhum dos louvores e homenagens que lhe eram tributados, mas aceitou a idolatria do povo como se lhe fosse devida. [...]
Mas, de repente, uma mudança terrível lhe ocorreu. Seu rosto ficou pálido como a morte e contorcido pela agonia. Grandes gotas de suor lhe brotaram dos poros. Ficou por um momento como se estivesse paralisado de dor e terror; então, virando o rosto pálido e lívido para os amigos aterrorizados, gritou em tons roucos e desesperados: “Aquele a quem vocês exaltaram como a um deus foi atingido pela morte.” [...] Sentia que Deus agora estava lidando com ele, o implacável perseguidor. — Ibidem, p. 151.

Quarta-feira, 16 de junho - 4. A ORDEM EVANGÉLICA
4A) À medida que a mensagem do evangelho se expande para novas áreas, o que é necessário — e por quê? Atos 12:24 e 25; Atos 13:1-3.
At 12:24 e 25 — E a Palavra de Deus crescia e se multiplicava. 25 E Barnabé e Saulo, havendo terminado aquele serviço, voltaram de Jerusalém, levando também consigo a João, que tinha por sobrenome Marcos.
At 13:1-3 — Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo. 2 E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-Me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. 3 Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.

A igreja deve sentir sua responsabilidade e vigiar cuidadosa e atentamente a vida, as qualificações e a conduta geral dos que professam ser mestres. Se não houver inconfundível evidência de que Deus os chamou, de que sobre eles está o “ai” se não abraçarem o chamado, é dever da igreja agir e permitir que se saiba que essas pessoas não são reconhecidas como mestres pela igreja. Este é o único procedimento que a igreja pode adotar para ficar livre nesta questão, pois o fardo está sobre ela. [...]
[A ordem evangélica] é indispensável para levar a igreja à unidade da fé. Vi que nos dias dos apóstolos a igreja esteve em perigo de ser enganada e iludida por falsos mestres. Portanto, os irmãos escolheram homens que tinham demonstrado serem capazes de governar bem a própria casa e preservar a ordem na própria família, e que podiam iluminar os que estavam em trevas. Indagou-se a Deus com respeito a esses, e então, em harmonia com a mente da igreja e o Espírito Santo, foram separados pela imposição das mãos. Havendo recebido a comissão da parte de Deus e tendo a aprovação da igreja, saíram batizando no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e servindo as ordenanças da casa do Senhor, muitas vezes atendendo os santos na apresentação do corpo partido e do sangue derramado do ressurgido Salvador, a fim de conservar sempre na memória dos amados filhos de Deus os Seus sofrimentos e morte.
Vi que não estamos mais protegidos agora contra os falsos mestres do que eles estavam nos dias dos apóstolos; e, se não fizermos mais, devemos tomar medidas especiais como eles as tomaram a fim de garantir a paz, a harmonia e a união do rebanho. Temos o exemplo deles, e devemos segui-lo. Irmãos de experiência e de mente saudável devem unir-se, e seguindo a Palavra de Deus e a aprovação do Espírito Santo, devem, com fervente prece, impor as mãos sobre aqueles que tenham dado plena prova de que receberam o chamado de Deus, sendo então separados para se dedicarem inteiramente a Sua obra. Esse ato mostraria a autorização da igreja à sua saída como portadores para levarem a mais solene mensagem já dada aos homens. — Primeiros escritos, pp. 100 e 101.

Quinta-feira, 17 de junho - 5. UMA ALMA EM RISCO
5A) Aonde Barnabé e Saulo se dirigiram em sua obra missionária — e que obstáculo enfrentaram? Atos 13:4-8.
At 13:4-8 — E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre. 5 E, chegados a Salamina, anunciavam a Palavra de Deus nas sinagogas dos judeus; e tinham também a João como cooperador. 6 E, havendo atravessado a ilha até Pafos, acharam um certo judeu, mágico, falso profeta, chamado Barjesus, 7 o qual estava com o procônsul Sérgio Paulo, varão prudente. Este, chamando a si Barnabé e Saulo, procurava muito ouvir a Palavra de Deus. 8 Mas resistia-lhes Elimas, o encantador (porque assim se interpreta o seu nome), procurando apartar da fé o procônsul.

Não é sem luta que Satanás permite que o Reino de Deus seja estabelecido na Terra. As forças do mal estão empenhadas em incessante luta contra os instrumentos indicados para espalhar o evangelho; e esses poderes das trevas são especialmente ativos quando a verdade é proclamada diante de homens de reputação e verdadeira integridade. Assim foi quando Sérgio Paulo, o procônsul de Chipre, estava ouvindo a mensagem do evangelho. O procônsul solicitou a presença dos apóstolos para ser instruído na mensagem que possuíam; e agora as forças do mal, operando por intermédio de Elimas, o feiticeiro, procuravam com malignas sugestões desviá-lo da fé e impedir assim o propósito de Deus. — Atos dos apóstolos, p. 167.

5B) Como Paulo repreendeu ousadamente a pessoa que vinha sendo usada pelo inimigo, obtendo assim a vitória para o evangelho? Atos 13:9-12.
At 13:9-12 — Todavia, Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo e fixando os olhos nele, disse: 10 Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor? 11 Eis aí, pois, agora, contra ti a mão do Senhor, e ficarás cego, sem ver o Sol por algum tempo. No mesmo instante, a escuridão e as trevas caíram sobre ele, e, andando à roda, buscava a quem o guiasse pela mão. 12 Então, o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do Senhor.

O feiticeiro havia fechado os olhos às evidências da verdade do evangelho, e o Senhor, em justa indignação, fez com que seus olhos naturais se fechassem, excluindo deles a luz do dia. Essa cegueira não foi permanente, mas apenas por certo tempo, a fim de que fosse advertido e se arrependesse, buscando o perdão de Deus a quem tão gravemente tinha ofendido. A confusão em que havia sido lançado inutilizou suas artes sutis contra a doutrina de Cristo. O fato de ter de andar apalpando, em sua cegueira, provou a todos que os milagres que os apóstolos haviam realizado, [...] foram operados pelo poder de Deus. — Ibidem, p. 168.

Sexta-feira, 18 de junho - PARA VOCÊ REFLETIR
1. Como conspirações semelhantes à que ocorreu entre os judeus e Herodes se repetem hoje?
2. O que podemos fazer ao enfrentar obstáculos impossíveis como a prisão de Pedro?
3. Por que os detalhes da libertação de Pedro podem me dar esperança?
4. Qual é a qualificação fundamental para os ensinadores do evangelho?
5. Por que não devo me render ao desânimo enquanto trabalho por novas almas?



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