Glória dentro de uma masmorra
LIÇÃO 04
Sábado, 24 de Julho de 2021

Glória dentro de uma masmorra

Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o Senhor será a minha luz (Miqueias 7:8).
Cristo estava ao lado [de Paulo e Silas na masmorra de Filipos], e a luz de Sua presença dissipava as trevas com a glória das cortes celestiais. — O maior discurso de Cristo, p. 35.
Estudo adicional: Atos dos apóstolos, pp. 214-220 (capítulo 21: “Nas regiões distantes”).

Domingo, 18 de julho - 1. ARREBATADOS PELO AMOR
1A) Se Cristo habita nosso coração, o que acontecerá se formos presos por causa da verdade? Miqueias 7:8.
Mq 7:8 — Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o Senhor será a minha luz.

Nossos inimigos podem nos lançar na prisão, mas as paredes da masmorra não podem cortar o contato entre Cristo e nossa alma. Aquele que vê cada fraqueza, que conhece todas as provações, está acima de todos os poderes terrestres; e os anjos podem vir até nós, em celas solitárias, trazendo luz e paz do Céu. A prisão será como um palácio, pois os ricos na fé habitam ali; e as paredes sombrias serão iluminadas pela luz celestial. — Obreiros evangélicos, p. 424. [edição de 1892.]
A glória de Deus tem penetrado nas paredes da prisão, inundando com gloriosos raios de luz celestial a mais escura masmorra. Seus santos podem sofrer, mas esses sofrimentos irão, semelhante aos dos apóstolos da antiguidade, espalhar a fé, conquistar almas para Cristo e glorificar Seu santo nome. — Olhando para o alto, p. 315.
O Senhor sabe tudo a respeito de Seus servos fiéis que, por amor a Ele, estão presos ou foram banidos para ilhas desertas. Ele os conforta com a própria presença. Quando o crente comparece diante de tribunais injustos por amor à verdade, Cristo está ao seu lado. Todas as acusações que recaem sobre ele também recaem sobre Cristo. Jesus é condenado novamente na pessoa de Seu discípulo. Quando alguém é encarcerado dentro das paredes de um presídio, Cristo eleva o coração com Seu amor. — O Desejado de Todas as Nações, p. 669.

Segunda-feira, 19 de julho - 2. UMA LIÇÃO PARA NÓS
2A) Ao considerarmos a atitude que Paulo e Silas tiveram no calabouço de Filipos, o que devemos ter em mente? Filipenses 2:14 e 15.
Fp 2:14 e 15 — Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas; 15 para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo.

Na escuridão total e na desolação da masmorra, [Paulo e Silas] encorajavam-se mutuamente com palavras de oração e cantavam louvores a Deus terem sido considerados dignos de sofrer vergonha por Sua causa. O coração era animado por um profundo e fervoroso amor pela causa de seu Redentor. Paulo pensava na perseguição em que havia operado como instrumento contra os discípulos de Cristo, e se alegrava com o fato de seus olhos terem sido abertos para ver, e o coração para sentir o poder das gloriosas verdades que uma vez desprezou.
Espantados, os outros presos ouviam o som de orações e cânticos vindos do cárcere interno. Estavam acostumados a ouvir gritos e gemidos, palavrões e maldições a quebrar o silêncio da noite; mas nunca tinham ouvido palavras de oração e louvor subindo daquela cela sombria. Guardas e prisioneiros ficaram maravilhados e se perguntavam sobre quem poderiam ser tais homens que, sob frio, fome e tortura, ainda podiam se alegrar. — Atos dos apóstolos, pp. 213 e 214.
Paulo e Silas sofreram a perda de tudo. Padeceram açoites e foram jogados de qualquer maneira no chão frio de uma masmorra, na posição mais dolorosa, com os pés elevados e presos ao tronco. Será que o carcereiro ouviu queixas e reclamações? Ah, não! Do cárcere interno, vozes quebraram o silêncio da meia-noite com cânticos de alegria e louvor a Deus. Esses discípulos foram animados por um profundo e fervente amor pela causa do Redentor, por quem sofreram.
À medida que a verdade de Deus enche nosso coração, absorve as afeições e controla a vida, também sentiremos alegria ao sofrer por causa da verdade. Nenhum muro de prisão, nenhuma estaca de mártir pode então nos intimidar ou nos prejudicar na grande obra. Venha, ó minh’alma, ao Calvário. Marque a vida humilde do Filho de Deus. Ele era “um homem de dores e experimentado no trabalho”. Contemple Sua ignomínia, Sua agonia no Getsêmani, e aprenda o que é abnegação. Estamos padecendo necessidade? Assim aconteceu com Cristo, a Majestade do Céu. Mas a pobreza dEle era por nossa causa. Somos classificados como ricos? Ele também. Contudo, concordou em tornar-se pobre por nós, para que, por meio de Sua pobreza, pudéssemos enriquecer. Em Cristo, vemos a abnegação exemplificada. [...] Não temos feito cinco por cento do que poderíamos fazer caso estivéssemos acordados. — Testemunhos para a igreja, vol. 3, pp. 406 e 407.

Terça-feira, 20 de julho - 3. O ONIPOTENTE INTERVÉM
3A) Enquanto o Onipotente ouvia as orações e louvores que subiam do calabouço à meia-noite, o que Ele fez — e como isso pode animar as almas fiéis nos últimos dias da Terra? Atos 16:26; Salmo 103:13, 17-22.
At 16:26 — E, de repente, sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos.
Sl 103:13, 17-22 — Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que O temem. [...] 17 Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade sobre aqueles que O temem, e a Sua justiça sobre os filhos dos filhos; 18 sobre aqueles que guardam o Seu concerto, e sobre os que se lembram dos Seus Mandamentos para os cumprirem. 19 O Senhor tem estabelecido o Seu trono nos Céus, e o Seu reino domina sobre tudo. 20 Bendizei ao Senhor, anjos Seus, magníficos em poder, que cumpris as Suas ordens, obedecendo à voz da Sua Palavra. 21 Bendizei ao Senhor, todos os Seus exércitos, vós, ministros Seus, que executais o Seu beneplácito. 22 Bendizei ao Senhor, todas as Suas obras, em todos os lugares do Seu domínio. Bendize, ó minha alma, ao Senhor.

Paulo e Silas oraram e cantaram louvores a Deus; e anjos do Céu foram enviados para libertá-los. A terra estremeceu sob os passos desses mensageiros celestiais, e abriram-se as portas da prisão, libertando os encarcerados. — Minha consagração hoje, p. 20.
Visto que o decreto emitido pelos vários líderes da cristandade contra os guardadores dos mandamentos removerá a proteção do governo e os entregará ao poder dos que desejam destruí-los, o povo de Deus fugirá das cidades e vilas. [...] Mas muitos de todas as nações e classes sociais, honrados e humildes, ricos e pobres, negros e brancos, serão submetidos à escravidão mais injusta e cruel. Os amados de Deus passarão dias exaustivos, presos em cadeias, trancados pelas grades da cela, condenados à morte, alguns aparentemente deixados a morrer de fome em masmorras escuras e repugnantes. Não há qualquer ouvido humano para escutar seus gemidos; nenhuma mão humana está pronta a ajudá-los.
Será que o Senhor Se esquecerá de Seu povo nessa hora de prova? Será que Se esqueceu do fiel Noé quando os juízos caíram sobre o mundo antediluviano? Esqueceu-Se de Ló quando desceu fogo do céu para consumir as cidades da planície? Esqueceu-Se de José quando estava cercado por idólatras no Egito? Esqueceu-Se de Elias quando o juramento de Jezabel o ameaçou com o mesmo destino dos profetas de Baal? Esqueceu-Se de Jeremias no fosso escuro e sombrio de sua masmorra? Esqueceu-Se dos três nobres na fornalha ardente? Ou de Daniel na cova dos leões? [...]
O Senhor dos Exércitos disse: “Aquele que tocar em vós, toca na menina do Seu olho” (Zacarias 2:8).
Ainda que os inimigos possam jogá-los na prisão, as paredes das masmorras não podem cortar a comunicação entre a alma e Cristo. Aquele que vê cada fraqueza, que conhece todas as provações, está acima de todos os poderes terrestres; e anjos virão até eles em celas solitárias, trazendo luz e paz do Céu. A prisão será como um palácio, pois os ricos na fé habitam ali, e as paredes sombrias serão iluminadas com a luz celestial, como quando Paulo e Silas oravam e cantavam louvores à meia-noite na masmorra de Filipos.
Os juízos de Deus cairão sobre os que tentam oprimir e destruir Seu povo. — O grande conflito, pp. 626 e 627.

Quarta-feira, 21 de julho - 4. TOCADO PELO MILAGRE DIVINO
4A) Como o carcereiro reagiu ao ver que o terremoto possibilitou a fuga dos prisioneiros — e que poderoso testemunho Paulo deu em favor de Cristo? Atos 16:27-30.
At 16:27-30 — Acordando o carcereiro e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido. 28 Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. 29 E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas. 30 E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?

[O carcereiro] estava certo de que seria punido com a morte por sua aparente infidelidade. Em amargura de espírito, clamou que seria melhor para ele morrer pelas próprias mãos do que se submeter a uma execução vergonhosa. Estava prestes a se matar quando Paulo clamou em alta voz: “Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos.”
A severidade com que o carcereiro tratou os apóstolos não despertou o ressentimento deles, pois teriam permitido o suicídio. Mas o coração deles estava cheio do amor de Cristo e não nutriam maldade contra seus perseguidores. O carcereiro largou a espada e pediu luz. Ele correu até o cárcere interno e prostrou-se diante de Paulo e Silas, implorando perdão. Ele então os levou à sala de audiência e perguntou-lhes: “Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?”
Ele tremia por causa da ira de Deus demonstrada no terremoto; estava pronto a morrer pelas próprias mãos por medo da penalidade da lei romana quando ele pensou que os prisioneiros haviam escapado; mas agora todas essas coisas eram de pouca importância em comparação com o novo e estranho pavor que lhe agitava a mente, e seu desejo de possuir aquela tranquilidade e alegria manifestadas pelos apóstolos sob seu extremo sofrimento e abuso. [...]
Ele via a própria condição deplorável em contraste com a dos discípulos, e com profunda humildade e reverência pediu-lhes que lhe indicassem o caminho da vida. — Sketches from the Life of Paul, pp. 77 e 78.

4B) Descreva como o Espírito Santo agiu naquela crise. Atos 16:31-36.
At 16:31-36 — E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. 32 E lhe pregaram a Palavra do Senhor e a todos os que estavam em sua casa. 33 E, tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; e logo foi batizado, ele e todos os seus. 34 Então, levando-os a sua casa, lhes pôs a mesa; e, na sua crença em Deus, alegrou-se com toda a sua casa. 35 E, sendo já dia, os magistrados mandaram quadrilheiros, dizendo: Soltai aqueles homens. 36 O carcereiro anunciou a Paulo estas palavras, dizendo: Os magistrados mandaram que vos soltasse; agora, pois, saí e ide em paz.

Uma influência santificadora espalhou-se entre os internos da prisão, e a mente de todos se abriu para ouvir as verdades ditas pelos apóstolos. Todos se convenceram de que o Deus a quem esses homens serviam os havia libertado miraculosamente do cativeiro. — Atos dos apóstolos, p. 217.

Quinta-feira, 22 de julho - 5. SOFRIMENTO QUE COMPENSA
5A) Quando os magistrados perceberam que Paulo e Silas eram cidadãos romanos, o que fizeram e como os apóstolos obedeceram? Atos 16:37-39.
At 16:37-39 — Mas Paulo replicou: Açoitaram-nos publicamente, e, sem sermos condenados, sendo homens romanos, nos lançaram na prisão, e agora, encobertamente, nos lançam fora? Não será assim; mas venham eles mesmos e tirem-nos para fora. 38 E os quadrilheiros foram dizer aos magistrados estas palavras; e eles temeram, ouvindo que eram romanos. 39 Então, vindo, lhes dirigiram súplicas; e, tirando-os para fora, lhes pediram que saíssem da cidade.

Os magistrados temeram a influência dos apóstolos sobre o povo, assim como também temeram o Poder que se interpusera em favor daqueles homens inocentes. Agindo de acordo com as instruções dadas por Cristo, os apóstolos não insistiram em permanecer num lugar onde sua presença não fosse desejada. — Atos dos apóstolos, p. 218.

5B) Depois da cruel provação que Paulo e Silas haviam enfrentado — veja que interessante! —, antes de partirem, quem consolou quem? Atos 16:40. O que os apóstolos concluíram sobre o tempo que ficaram em Filipos? Filipenses 1:29.
At 16:40 — E, saindo da prisão, entraram em casa de Lídia, e, vendo os irmãos, os confortaram, e depois partiram.
Fp 1:29 — Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nEle, como também padecer por Ele.

Os apóstolos não consideraram que sua obra em Filipos tivesse sido em vão. Haviam enfrentado muita oposição e perseguição, mas a Providência interveio em favor deles, e a conversão do carcereiro e de sua família mais do que compensou a desgraça e o sofrimento que haviam suportado. A notícia da prisão injusta e da miraculosa libertação tornou-se conhecida por toda a região, e isso levou a obra dos apóstolos ao conhecimento de um grande número que de outra forma não teria sido alcançado.
Os trabalhos de Paulo em Filipos resultaram no estabelecimento de uma igreja cujo número de membros aumentava continuamente. O zelo e a devoção [do apóstolo], e, acima de tudo, sua disposição de sofrer por amor a Cristo, exerceram uma influência profunda e duradoura sobre os convertidos. Eles valorizavam as preciosas verdades pelas quais os apóstolos haviam se sacrificado tanto, e se entregaram com coração fervoroso à causa do Redentor. — Idem.

Sexta-feira, 23 de julho - PARA VOCÊ REFLETIR
1. Se eu for aprisionado por amor a Cristo, qual deve ser minha prioridade?
2. Como o sofrimento de Cristo e Seus apóstolos deve me motivar?
3. O que o terremoto em Filipos me ensina sobre o Deus a quem sirvo?
4. Descreva como o cruel carcereiro foi transformado.
5. Que frutos resultaram do chamado de Deus para que Paulo fosse à Macedônia?



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