O ministério do novo concerto
LIÇÃO 12
Sábado, 18 de Junho de 2022

O ministério do novo concerto

“Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as Minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e Eu lhes serei por Deus, e eles Me serão por povo” (Hebreus 8:10).
O “novo concerto” foi confirmado com “melhores promessas” — a promessa de perdão dos pecados e da graça de Deus para renovar o coração e harmonizá-lo com os princípios da Lei divina. — Patriarcas e profetas, p. 372.
Estudo adicional: Patriarcas e profetas, pp. 370-373 (capítulo 32: “A Lei e os concertos”).

Domingo, 12 de junho - 1. O ANTIGO CONCERTO
1A) Quando Deus proclamou os Dez Mandamentos do Monte Sinai, o que o povo de Israel prometeu? Êxodo 19:8; Êxodo 24:7.
Ex 19:8 — Então, todo o povo respondeu a uma voz e disse: Tudo o que o Senhor tem falado faremos. E relatou Moisés ao Senhor as palavras do povo.
Ex 24:7 — E tomou o livro do concerto e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o Senhor tem falado faremos e obedeceremos.

O povo não compreendia a pecaminosidade do próprio coração, e que seria impossível guardarem a Lei sem Cristo. Então, prontamente entraram num concerto com Deus. Entendendo que eram capazes de estabelecer a própria justiça, declararam: “Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos” (Êxodo 24:7). — Patriarcas e profetas, pp. 371 e 372.

1B) Quais eram os termos do concerto estabelecido no Sinai? Ezequiel 20:11; Levítico 18:5; Deuteronômio 27:26.
Ez 20:11 — E dei-lhes os meus estatutos e lhes mostrei os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles.
Lv 18:5 — Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais, fazendo-os o homem, viverá por eles. Eu sou o Senhor.
Dt 27:26 — Maldito aquele que não confirmar as palavras desta Lei, não as cumprindo! E todo o povo dirá: Amém!

1C) Onde Deus escreveu os Dez Mandamentos, e por que o povo não pôde cumprir a promessa que havia feito? Êxodo 31:18; Romanos 10:3; Romanos 9:30-32.
Ex 31:18 — E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte Sinai) as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus.
Rm 10:3 — Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus.
Rm 9:30-32 — Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. 31 Mas Israel, que buscava a Lei da justiça, não chegou à Lei da justiça. 32 Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da Lei. Tropeçaram na pedra de tropeço.

[Sacerdotes e líderes] achavam que a própria justiça era suficiente, e não desejavam que um novo elemento fosse introduzido em sua religião. — Atos dos apóstolos, p. 15.

Segunda-feira, 13 de junho - 2. O MINISTÉRIO DA MORTE
2A) Por que Paulo chama os Dez Mandamentos de “ministério da morte”? 2 Coríntios 3:7.
2Co 3:7 — E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória.

A glória na face de Moisés foi extremamente dolorosa para os filhos de Israel por causa da transgressão que haviam praticado contra a santa Lei de Deus. Essa é uma ilustração dos sentimentos dos que violam a Lei de Deus. — Mensagens escolhidas, vol. 1, p. 232.
[Moisés] viu que o homem só pode guardar a Lei moral por meio de Cristo. Pela transgressão dessa Lei, o homem trouxe o pecado ao mundo e, com o pecado, a morte. [...]
Foi a visão do objetivo daquilo que estava para ser eliminado, a visão de Cristo conforme revelado na Lei, que iluminou a face de Moisés. O ministério da Lei, escrito e gravado em pedra, era um ministério de morte. Sem Cristo, o transgressor estava entregue à própria maldição, sem esperança de perdão. Aquele ministério não tinha glória em si mesmo, mas o Salvador prometido, revelado nos símbolos e sombras da lei cerimonial, tornava gloriosa a Lei moral. — Ibidem, p. 237.
[Os israelitas] queriam que Moisés fosse seu mediador. Não entendiam que Cristo era o mediador apontado, e que, privados da mediação dEle, certamente teriam sido consumidos. — Ibidem, p. 238.

2B) Qual é a verdadeira condição de toda a humanidade? Romanos 3:23; Romanos 6:23 (primeira parte).
Rm 3:23 — Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.
Rm 6:23 [p. p.] — Porque o salário do pecado é a morte [...].

A Palavra de Deus declara: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). “Não há quem faça o bem, não há nem um só” (Romanos 3:12). Muitos estão enganados quanto ao estado do próprio coração. Não percebem que o coração natural é mais enganoso que tudo e desesperadamente perverso. Envolvem-se com a própria justiça e ficam satisfeitos ao alcançar o próprio padrão humano de caráter; mas seu fracasso se torna fatal quando não atingem o padrão divino, pois não podem satisfazer por si mesmos as exigências divinas.
Podemos nos medir por nós mesmos, podemos nos comparar uns com os outros, podemos dizer que nos saímos tão bem quanto este ou aquele, mas a questão para a qual o juízo exigirá uma resposta é: Temos cumprido as reivindicações dos altos Céus? Temos atingido o padrão divino? Nosso coração está em harmonia com o Deus do Céu? — Ibidem, pp. 320 e 321.

Terça-feira, 14 de junho - 3. OS TERMOS E BÊNÇÃOS DO NOVO CONCERTO
3A) Quais são os termos do novo concerto? Hebreus 8:10-12.
Hb 8:10-12 — Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo. 11 E não ensinará cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior. 12 Porque serei misericordioso para com as suas iniquidades e de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais.

O concerto da graça foi estabelecido pela primeira vez com o homem no Éden quando, após a queda, recebeu a promessa divina de que a Semente da mulher feriria a cabeça da serpente. Esse concerto oferecia o perdão e a assistência da graça de Deus a todos os homens, para futura obediência por meio da fé em Cristo. Além disso, prometia a eles vida eterna sob condição de fidelidade à Lei de Deus. Assim, os patriarcas receberam a esperança de salvação.
Esse mesmo concerto foi renovado com Abraão sob a promessa: “Em tua descendência serão benditas todas as nações da Terra” (Gênesis 22:18). Essa promessa apontava a Cristo. Abraão a compreendeu (Gálatas 3:8 e 16), e confiou em Cristo para o perdão dos pecados. Essa fé é que lhe foi atribuída como justiça. A aliança com Abraão também manteve a autoridade da Lei de Deus. O Senhor apareceu a Abraão e disse: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na Minha presença e sê perfeito” (Gênesis 17:1). “Abraão obedeceu à Minha voz, e guardou o Meu mandado, os Meus preceitos, os Meus estatutos e as Minhas leis” (Gênesis 26:5). [...]
Se bem que esse concerto houvesse sido feito com Adão e renovado com Abraão, não podia ser confirmado antes da morte de Cristo. Vinha existindo pela promessa de Deus desde que pela primeira vez mencionou a redenção; tinha sido aceito pela fé; contudo, somente ao ser confirmado por Cristo é que podia ser chamado de um novo concerto. A Lei de Deus era a base desse concerto, que era simplesmente um acordo destinado a levar os homens de novo à harmonia com a vontade divina, colocando-os onde poderiam obedecer à Lei de Deus. — Patriarcas e profetas, pp. 370 e 371. [Itálico da autora.]
O “novo concerto” foi estabelecido com “melhores promessas” — a promessa de perdão dos pecados e da graça de Deus para renovar o coração e harmonizá-lo com os princípios da Lei divina. — A fé pela qual eu vivo, p. 78.

3B) De acordo com esse concerto de graça, quem é o povo de Deus? Hebreus 8:10; Isaías 51:7.
Hb 8:10 — Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo.
Is 51:7 — Ouvi-me, vós que conheceis a justiça, vós, povo, em cujo coração está a minha Lei; não temais o opróbrio dos homens, nem vos turbeis pelas suas injúrias.

Pela graça de Cristo, [a humanidade] pode ser habilitada a obedecer à Lei do Pai. Assim, em todas as épocas, em meio à apostasia e rebelião, Deus congrega um povo que Lhe é fiel — um povo “em cujo coração está a Sua Lei” (Isaías 51:7). — Patriarcas e profetas, p. 338.

Quarta-feira, 15 de junho - 4. O MINISTÉRIO DO NOVO CONCERTO
4A) Como Paulo descreve o ministério do concerto da graça? 2 Coríntios 3:4-6; Colossenses 1:25-29.
2Co 3:4-6 — E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; 5 não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, 6 o qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica.
Cl 1:25-29 — Da qual eu estou feito ministro segundo a dispensação de Deus, que me foi concedida para convosco, para cumprir a palavra de Deus: 26 o mistério que esteve oculto desde todos os séculos e em todas as gerações e que, agora, foi manifesto aos seus santos; 27 aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória; 28 a quem anunciamos, admoestando a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo homem perfeito em Jesus Cristo; 29 e para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente.

Que sagrado encargo Deus nos confiou ao nos tornar Seus servos para ajudar na obra de salvar almas! Confiou-nos grandes verdades, a mais solene e probante mensagem a ser dada ao mundo. Nosso dever não é simplesmente pregar, mas ministrar, achegar-nos aos corações. Com habilidade e sabedoria, devemos usar os talentos que nos foram confiados para que possamos apresentar a preciosa luz da verdade da forma mais agradável e mais bem adaptada para ganhar almas. [...]
Que responsabilidade é essa! Apresenta-se aqui uma obra que envolve mais trabalho do que simplesmente pregar a Palavra; é representar a Cristo em nosso caráter, sermos cartas vivas, conhecidas e lidas por todos os homens.
Foi o Senhor quem nos chamou para essa obra, e devemos manter o olhar fixo em Sua glória. Não podemos confiar em nossos próprios esforços, como se pudéssemos efetuar a obra de conversão de almas. Só Deus pode convencer e converter. Jesus convida os pecadores a irem a Ele com todos os seus fardos, e Ele lhes dará descanso e paz. — Obreiros evangélicos (1892), pp. 422 e 423.

4B) O que Pedro disse a respeito desse ministério? 1 Pedro 5:1-5.
1Pe 5:1-5 — Aos presbíteros que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: 2 apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; 3 nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. 4 E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória. 5 Semelhantemente vós, jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

O grande Pastor tem subpastores, a quem delega o cuidado de Suas ovelhas e cordeiros. A primeira obra que Cristo confiou a Pedro após restaurá-lo ao ministério foi apascentar os cordeiros. [João 21:15.] Era uma tarefa para a qual Pedro tinha pouca experiência. Exigia grande cuidado e ternura, muita paciência e perseverança. Chamava-o a servir às crianças e jovens e aos novos na fé, a ensinar os ignorantes, a abrir-lhes as Escrituras e a educá-los para serem úteis no serviço de Cristo. Até então, Pedro não tinha condições de fazer isso, nem mesmo de compreender a importância desse ministério.
A pergunta que Cristo fez a Pedro foi significativa. Mencionou só uma condição de discipulado e serviço. “Amas-Me?” Disse ele. Essa é a qualificação essencial. Embora Pedro pudesse possuir todas as outras, sem o amor de Cristo ele não poderia ser um fiel pastor do rebanho de Deus. Conhecimento, benevolência, eloquência, gratidão e zelo ajudam na boa obra, mas sem o amor de Jesus no coração, o serviço do ministro cristão fracassará. — Obreiros evangélicos, pp. 182 e 183.

Quinta-feira, 16 de junho - 5. O VÉU
5A) Por que Moisés precisou pôr um véu no rosto antes de se dirigir ao povo, e como isso é significativo? Êxodo 34:29-35; 2 Coríntios 3:12 e 13.
Ex 34:29-35 — E aconteceu que, descendo Moisés do monte Sinai (e Moisés trazia as duas tábuas do Testemunho em sua mão, quando desceu do monte), Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois que o Senhor falara com ele. 30 Olhando, pois, Arão e todos os filhos de Israel para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia; pelo que temeram de chegar-se a ele. 31 Então, Moisés os chamou, e Arão e todos os príncipes da congregação tornaram a ele; e Moisés lhes falou. 32 Depois, chegaram também todos os filhos de Israel; e ele lhes ordenou tudo o que o Senhor falara com ele no monte Sinai. 33 Assim, acabou Moisés de falar com eles e tinha posto um véu sobre o seu rosto. 34 Porém, entrando Moisés perante o Senhor, para falar com ele, tirava o véu até que saía; e, saindo, falava com os filhos de Israel o que lhe era ordenado. 35 Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de Moisés e que resplandecia a pele do rosto de Moisés; e tornava Moisés a pôr o véu sobre o seu rosto, até que entrava para falar com ele.
2Co 3:12 e 13 — Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar. 13 E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório.

O próprio Moisés estava inconsciente da radiante glória refletida por seu rosto, e não sabia por que os filhos de Israel fugiam quando se aproximava deles. Ele os chamava, mas não se atreviam a contemplar aquele rosto glorificado. Quando Moisés soube que o povo não podia encarar seu rosto por causa da glória, ele o cobriu com um véu. [...]
Os que nutrem a opinião de que não havia Salvador no velho concerto, têm um véu tão obscuro sobre o próprio entendimento quanto os judeus que rejeitaram a Cristo. [...] A igreja cristã, por outro lado, que professa a maior fé em Cristo, praticamente nega a Cristo quando despreza o sistema judaico, que foi o originador de toda a dispensação hebraica. — Mensagens escolhidas, vol. 1, p. 232.

5B) Como esse véu pode ser removido de nossos olhos? 2 Coríntios 3:14-16.
2Co 3:14-16 — Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do Velho Testamento, o qual foi por Cristo abolido. 15 E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. 16 Mas, quando se converterem ao Senhor, então, o véu se tirará.

A glória que brilhava na face de Moisés era um reflexo da justiça de Cristo na Lei. A própria Lei não teria glória, exceto que Cristo está corporificado nela. Não tem poder para salvar. É sem brilho apenas porque nela Cristo é representado como cheio de justiça e verdade. [...]
Revelou-se a Moisés o significado dos símbolos e sombras que apontam a Cristo. Viu o fim daquilo que deveria ser aniquilado quando o símbolo encontrasse o original na morte de Cristo. Entendeu que somente por meio de Cristo o homem pode guardar a Lei moral. — Ibidem, p. 237.

Sexta-feira, 17 de junho - PARA VOCÊ REFLETIR
1. Como o problema de Israel com a Lei moral frequentemente se repete hoje?
2. Por que é algo tão tolo nos compararmos uns com os outros?
3. Explique o poder por trás do novo concerto.
4. Descreva a atitude bíblica do ministério do novo concerto.
5. O que glorifica a Lei moral de Deus?



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