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LIÇÃO 2
Sábado, 11 de Abril de 2026
O mensageiro de Deus para os reis
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“Quanto a estes quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras e sabedoria, mas a Daniel deu entendimento em toda a visão e sonhos” (Daniel 1:17).
“A vida de Daniel e de seus companheiros demonstra o que Deus fará por aqueles que se rendem a Ele e que buscam, de todo o coração, cumprir o propósito divino.” — Profetas e reis, p. 490.
Estudo adicional: Profetas e reis, pp. 479-490 (capítulo 39: “Na corte de Babilônia”).
Domingo, 5 de abril | 1. CATIVOS NA BABILÔNIA
1A) Como Daniel foi parar na Babilônia? Daniel 1:1-7.
Dn 1:1-7 — NO ano terceiro do reinado de Jeoiaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei de Babilônia, a Jerusalém, e a sitiou. 2 E o Senhor entregou nas suas mãos a Jeoiaquim, rei de Judá, e uma parte dos utensílios da casa de Deus, e ele os levou para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e pôs os utensílios na casa do tesouro do seu deus. 3 E disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, e da linhagem real e dos príncipes, 4 Jovens em quem não houvesse defeito algum, de boa aparência, e instruídos em toda a sabedoria, e doutos em ciência, e entendidos no conhecimento, e que tivessem habilidade para assistirem no palácio do rei, e que lhes ensinassem as letras e a língua dos caldeus. 5 E o rei lhes determinou a porção diária, das iguarias do rei, e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, para que no fim destes pudessem estar diante do rei. 6 E entre eles se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias; 7 E o chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel pôs o de Beltessazar, e a Hananias o de Sadraque, e a Misael o de Mesaque, e a Azarias o de Abednego.
1B) Qual foi a consequência da decisão de Daniel quanto a comer junto à mesa do rei? Daniel 1:8-16.
Dn 1:8-16 — E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar. 9 Ora, Deus fez com que Daniel achasse graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos. 10 E disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; pois por que veria ele os vossos rostos mais tristes do que os dos outros jovens da vossa idade? Assim porias em perigo a minha cabeça para com o rei. 11 Então disse Daniel ao despenseiro a quem o chefe dos eunucos havia constituído sobre Daniel, Hananias, Misael e Azarias: 12 Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias, e que se nos deem legumes a comer, e água a beber. 13 Então se examine diante de ti a nossa aparência, e a aparência dos jovens que comem a porção das iguarias do rei; e, conforme vires, procederás para com os teus servos. 14 E ele consentiu isto, e os experimentou dez dias. 15 E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores, e eles estavam mais gordos de carne do que todos os jovens que comiam das iguarias do rei. 16 Assim o despenseiro tirou-lhes a porção das iguarias, e o vinho de que deviam beber, e lhes dava legumes.
“[Uma vez que] parte da comida havia sido oferecida a ídolos, o alimento da mesa do rei estava consagrado à idolatria. Desse modo, quem comesse desses alimentos estaria prestando culto aos deuses da Babilônia. A lealdade a Jeová impedia Daniel e seus companheiros de participarem de tal homenagem. [...]
“Além disso, nem se atreveram a correr o risco de sentir o efeito enfraquecedor que o luxo e a dissipação teriam sobre seu desenvolvimento físico, mental e espiritual.” — Profetas e reis, pp. 481 e 482.
“Quando Daniel e seus companheiros enfrentaram a prova, eles se colocaram totalmente do lado da justiça e da verdade. Eles não agiram por capricho, mas com inteligência. Decidiram que, uma vez que a carne não tinha feito parte da dieta deles no passado, também não faria parte dela no futuro. Além do mais, eles igualmente resolveram que não iriam beber vinho, pois Deus havia proibido o uso dessa bebida alcoólica a todas as pessoas que se dedicavam ao serviço divino.” — Nos lugares celestiais, p. 261.
1C) Descreva o experimento de Daniel e seus amigos, e o teste de conhecimentos que o rei aplicou. Daniel 1:17-21.
Dn 1:17-21 — Quanto a estes quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras, e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda a visão e sonhos. 18 E ao fim dos dias, em que o rei tinha falado que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe diante de Nabucodonosor. 19 E o rei falou com eles; e entre todos eles não foram achados outros tais como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; portanto ficaram assistindo diante do rei. 20 E em toda a matéria de sabedoria e de discernimento, sobre o que o rei lhes perguntou, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos astrólogos que havia em todo o seu reino. 21 E Daniel permaneceu até ao primeiro ano do rei Ciro.
Segunda-feira, 6 de abril | 2. PROVA DE FOGO
2A) Como a fidelidade dos hebreus ao segundo mandamento foi provada sob ameaça de morte? Daniel 3:1-15.
Dn 3:1-15 — O REI Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de Babilônia. 2 Então o rei Nabucodonosor mandou reunir os príncipes, os prefeitos, os governadores, os conselheiros, os tesoureiros, os juízes, os capitães, e todos os oficiais das províncias, para que viessem à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado. 3 Então se reuniram os príncipes, os prefeitos e governadores, os capitães, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, e todos os oficiais das províncias, à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado; e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado. 4 E o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós, ó povos, nações e línguas: 5 Quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, prostrar-vos-eis, e adorareis a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado. 6 E qualquer que não se prostrar e não a adorar, será na mesma hora lançado dentro da fornalha de fogo ardente. 7 Portanto, no mesmo instante em que todos os povos ouviram o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério e de toda a espécie de música, prostraram-se todos os povos, nações e línguas, e adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado. 8 Por isso, no mesmo instante chegaram perto alguns caldeus, e acusaram os judeus. 9 E responderam, dizendo ao rei Nabucodonosor: Ó rei, vive eternamente! 10 Tu, ó rei, fizeste um decreto, pelo qual todo homem que ouvisse o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, e da gaita de foles, e de toda a espécie de música, se prostrasse e adorasse a estátua de ouro; 11 E, qualquer que não se prostrasse e adorasse, seria lançado dentro da fornalha de fogo ardente. 12 Há uns homens judeus, os quais constituíste sobre os negócios da província de Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abednego; estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti; a teus deuses não servem, nem adoram a estátua de ouro que levantaste. 13 Então Nabucodonosor, com ira e furor, mandou trazer a Sadraque, Mesaque e Abednego. E trouxeram a estes homens perante o rei. 14 Falou Nabucodonosor, e lhes disse: É de propósito, ó Sadraque, Mesaque e Abednego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei? 15 Agora, pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, para vos prostrardes e adorardes a estátua que fiz, bom é; mas, se não a adorardes, sereis lançados, na mesma hora, dentro da fornalha de fogo ardente. E quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?
“Nem todos tinham se prostrado diante do símbolo idólatra do poder humano. Em meio à multidão que adorava, havia três homens que estavam firmemente resolvidos a não desonrar o Deus do Céu daquela forma. O Deus deles era o Rei dos reis e o Senhor dos senhores; por isso, não se curvariam diante de nenhum outro.” — Profetas e reis, p. 506.
2B) Como eles conseguiram manter sua fé e obediência? Daniel 3:16-18; Isaías 43:1 e 2.
Dn 3:16-18 — Responderam Sadraque, Mesaque e Abednego, e disseram ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos de te responder sobre este negócio. 17 Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. 18 E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.
Is 43:1 e 2 — MAS agora, assim diz o Senhor que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. 2 Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.
“As ameaças do rei foram em vão. Ele não conseguiu afastar aqueles homens de sua lealdade ao Governador do universo. Eles tinham aprendido com a história de seus pais que a desobediência a Deus resulta em desonra, desastre e morte. Além disso, sabiam que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria e o fundamento de toda a verdadeira prosperidade. Encarando a fornalha com calma, eles disseram: ‘Ó Nabucodonosor, não necessitamos de te responder sobre este negócio. E se [esta for a tua decisão], o nosso Deus, a quem servimos, é capaz de nos livrar da fornalha ardente, e Ele nos livrará das tuas mãos, ó rei’. A fé deles se fortaleceu enquanto declaravam que Deus seria glorificado ao livrá-los. Sendo assim, com uma certeza triunfante que nasceu da plena confiança no Senhor, acrescentaram: ‘E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste’.” — Ibidem, pp. 507 e 508.
2C) De que maneira Deus foi glorificado na libertação deles? Daniel 3:19, 20, 24-28.
Dn 3:19, 20, 24-28 — Então Nabucodonosor se encheu de furor, e mudou-se o aspecto do seu semblante contra Sadraque, Mesaque e Abednego; falou, e ordenou que a fornalha se aquecesse sete vezes mais do que se costumava aquecer. 20 E ordenou aos homens mais poderosos, que estavam no seu exército, que atassem a Sadraque, Mesaque e Abednego, para lançá-los na fornalha de fogo ardente. [...] 24 Então o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa; falou, dizendo aos seus conselheiros: Não lançamos nós, dentro do fogo, três homens atados? Responderam e disseram ao rei: É verdade, ó rei. 25 Respondeu, dizendo: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem sofrer nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante ao Filho de Deus. 26 Então chegando-se Nabucodonosor à porta da fornalha de fogo ardente, falou, dizendo: Sadraque, Mesaque e Abednego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde! Então Sadraque, Mesaque e Abednego saíram do meio do fogo. 27 E reuniram-se os príncipes, os capitães, os governadores e os conselheiros do rei e, contemplando estes homens, viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos; nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles. 28 Falou Nabucodonosor, dizendo: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, que enviou o seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois violaram a palavra do rei, preferindo entregar os seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus, senão o seu Deus.
“Do seu trono real, o rei observava, esperando ver os homens que o tinham desafiado serem completamente destruídos. Contudo, seu sentimento de triunfo mudou subitamente. [...] Na forma do quarto homem em meio ao fogo, o rei reconheceu o Filho de Deus. [...]
“Naquele instante, Nabucodonosor esqueceu a própria grandeza e dignidade, e desceu de seu trono. [...]
“Então, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego saíram diante da vasta multidão mostrando que estavam ilesos. [...] A grande imagem de ouro, erguida com tanta pompa, foi esquecida. Na presença do Deus vivo, os seres humanos temeram e tremeram.” — Ibidem, pp. 509 e 510.
Terça-feira, 7 de abril | 3. ORGULHO E HUMILDADE
3A) Como Deus falou com o rei Nabucodonosor? Daniel 4:4-7.
Dn 4:4-7 — Eu, Nabucodonosor, estava sossegado em minha casa, e próspero no meu palácio. 5 Tive um sonho, que me espantou; e estando eu na minha cama, as imaginações e as visões da minha cabeça me turbaram. 6 Por isso expedi um decreto, para que fossem introduzidos à minha presença todos os sábios de Babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho. 7 Então entraram os magos, os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores, e eu contei o sonho diante deles; mas não me fizeram saber a sua interpretação.
“Não é de surpreender que o monarca vitorioso, tão ambicioso e altivo, se sentisse tentado a se desviar do caminho da humildade, que é o único que leva à verdadeira grandeza. [...] Em Sua misericórdia, Deus concedeu ao rei outro sonho, para alertá-lo do perigo que corria e da armadilha que havia sido preparada para a sua ruína.” — Profetas e reis, p. 515.
3B) Quando finalmente chamaram Daniel para interpretar o sonho, que conselho ele deu ao rei? Daniel 4:20-27.
Dn 4:20-27 — A árvore que viste, que cresceu, e se fez forte, cuja altura chegava até ao céu, e que foi vista por toda a terra; 21 Cujas folhas eram formosas, e o seu fruto abundante, e em que para todos havia sustento, debaixo da qual moravam os animais do campo, e em cujos ramos habitavam as aves do céu; 22 És tu, ó rei, que cresceste, e te fizeste forte; a tua grandeza cresceu, e chegou até ao céu, e o teu domínio até à extremidade da terra. 23 E quanto ao que viu o rei, um vigia, um santo, que descia do céu, e dizia: Cortai a árvore, e destruí-a, mas o tronco com as suas raízes deixai na terra, e atada com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e a sua porção seja com os animais do campo, até que passem sobre ele sete tempos; 24 Esta é a interpretação, ó rei; e este é o decreto do Altíssimo, que virá sobre o rei, meu senhor: 25 Serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e te farão comer erva como os bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti; até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer. 26 E quanto ao que foi falado, que deixassem o tronco com as raízes da árvore, o teu reino voltará para ti, depois que tiveres conhecido que o céu reina. 27 Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe fim aos teus pecados, praticando a justiça, e às tuas iniquidades, usando de misericórdia com os pobres, pois, talvez se prolongue a tua tranquilidade.
“Para Daniel, o significado do sonho estava muito claro, e sua importância o deixou preocupado. [...] O profeta percebeu que Deus lhe havia confiado a solene missão de revelar a Nabucodonosor a punição que estava prestes a recair sobre o rei por causa de seu orgulho e arrogância.” — Ibidem, p. 517.
“Depois de ter interpretado fielmente o sonho, Daniel exortou o orgulhoso monarca a se arrepender e a se voltar para Deus. Ele o aconselhou a afastar a calamidade iminente por meio da prática da justiça.” — Ibidem, p. 518.
3C) Forçado a aprender através de uma experiência difícil e humilhante, como o rei foi levado a glorificar a Deus pelo ministério de Daniel? Daniel 4:34-37.
Dn 4:34-37 — Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. 35 E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes? 36 No mesmo tempo tornou a mim o meu entendimento, e para a dignidade do meu reino tornou-me a vir a minha majestade e o meu resplendor; e buscaram-me os meus conselheiros e os meus senhores; e fui restabelecido no meu reino, e a minha glória foi aumentada. 37 Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalço e glorifico ao Rei do céu; porque todas as suas obras são verdade, e os seus caminhos juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba.
“Durante sete anos, Nabucodonosor foi motivo de espanto para todos os seus súditos. Por sete anos foi humilhado perante o mundo inteiro. Ao fim do período, o Senhor lhe restaurou a razão. Ao olhar com humildade para o Deus do Céu, o rei reconheceu a mão divina nesse castigo. Em uma declaração pública, admitiu a própria culpa e a grande misericórdia de Deus em sua restauração. [...]
“O anteriormente orgulhoso monarca havia se tornado um humilde filho de Deus. O tirano e arrogante líder se transformou em um rei sábio e compassivo. Aquele que tinha desafiado o Deus do Céu e blasfemado contra Ele, agora reconhecia o poder do Altíssimo e buscava fervorosamente promover o temor a Jeová e a felicidade de seus súditos. [...]
“O propósito de Deus, de que o maior reino do mundo manifestasse o Seu louvor, agora estava cumprido. Esta proclamação pública, na qual Nabucodonosor reconheceu a misericórdia, a bondade e a autoridade de Deus, foi o último ato de sua vida registrado na história sagrada.” — Ibidem, pp. 520 e 521.
Quarta-feira, 8 de abril | 4. A ESCRITA NA PAREDE
4A) Que evento dramático interrompeu bruscamente Belsazar, descendente de Nabucodonosor, em meio às blasfêmias desafiadoras que disse contra o Deus dos Céus? Daniel 5:1-6.
Dn 5:1-6 — O REI Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus senhores, e bebeu vinho na presença dos mil. 2 Havendo Belsazar provado o vinho, mandou trazer os vasos de ouro e de prata, que Nabucodonosor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem neles o rei, os seus príncipes, as suas mulheres e concubinas. 3 Então trouxeram os vasos de ouro, que foram tirados do templo da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus príncipes, as suas mulheres e concubinas. 4 Beberam o vinho, e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira, e de pedra. 5 Na mesma hora apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte do castiçal, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via a parte da mão que estava escrevendo. 6 Mudou-se então o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro.
“Convidado ainda jovem a participar da autoridade real, Belsazar se gloriou em seu poder e se rebelou contra o Deus dos Céus. Muitas foram as oportunidades que ele teve de conhecer a vontade divina e de compreender a responsabilidade de prestar obediência ao Senhor. Belsazar sabia do decreto divino que baniu seu avô, o rei, do convívio humano, e estava familiarizado com a conversão e a restauração miraculosa de Nabucodonosor. Porém, Belsazar permitiu que o amor ao prazer e à exaltação própria apagasse as lições que ele jamais deveria ter esquecido.” — Profetas e reis, pp. 522 e 523.
4B) Como Daniel foi mais uma vez convocado para entregar a mensagem de Deus a um rei pagão? Daniel 5:8-16.
Dn 5:8-16 — Então entraram todos os sábios do rei; mas não puderam ler o escrito, nem fazer saber ao rei a sua interpretação. 9 Então o rei Belsazar perturbou-se muito, e mudou-se-lhe o semblante; e os seus senhores estavam sobressaltados. 10 A rainha, por causa das palavras do rei e dos seus senhores, entrou na casa do banquete, e respondeu, dizendo: Ó rei, vive para sempre! Não te perturbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante. 11 Há no teu reino um homem, no qual há o espírito dos deuses santos; e nos dias de teu pai se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria, como a sabedoria dos deuses; e teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, o rei, o constituiu mestre dos magos, dos astrólogos, dos caldeus e dos adivinhadores; 12 Porquanto se achou neste Daniel um espírito excelente, e conhecimento, e entendimento, interpretando sonhos e explicando enigmas, e resolvendo dúvidas, ao qual o rei pôs o nome de Beltessazar. Chame-se, pois, agora Daniel, e ele dará a interpretação. 13 Então Daniel foi introduzido à presença do rei. Falou o rei, dizendo a Daniel: És tu aquele Daniel, um dos filhos dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá? 14 Tenho ouvido dizer a teu respeito que o espírito dos deuses está em ti, e que em ti se acham a luz, e o entendimento e a excelente sabedoria. 15 Agora mesmo foram introduzidos à minha presença os sábios e os astrólogos, para lerem este escrito, e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam dar a interpretação destas palavras. 16 Eu, porém, tenho ouvido dizer de ti que podes dar interpretação e resolver dúvidas. Agora, se puderes ler este escrito, e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, e terás cadeia de ouro ao pescoço e no reino serás o terceiro governante.
“O profeta primeiro lembrou Belsazar de assuntos com os quais ele estava familiarizado, mas que não lhe haviam ensinado a lição de humildade que poderia tê-lo salvado. O profeta falou do pecado e da queda de seu avô Nabucodonosor, e de como o Senhor lidou com ele. Mencionou também o domínio e a glória que, como rei, havia recebido, da punição divina por seu orgulho, e de seu posterior reconhecimento do poder e da misericórdia do Deus de Israel. E então, com palavras ousadas e enfáticas, Daniel repreendeu Belsazar por sua grande maldade.” — Ibidem, p. 529.
4C) De que modo a interpretação de Daniel referente à escrita na parede se cumpriu naquela noite? Daniel 5:17, 25-31.
Dn 5:17, 25-31 — Então respondeu Daniel, e disse na presença do rei: As tuas dádivas fiquem contigo, e dá os teus prêmios a outro; contudo lerei ao rei o escrito, e far-lhe-ei saber a interpretação. [...] 25 Este, pois, é o escrito que se escreveu: MENE, MENE, TEQUEL, UFARSIM. 26 Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino, e o acabou. 27 TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta. 28 PERES: Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas. 29 Então mandou Belsazar que vestissem a Daniel de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem a respeito dele que havia de ser o terceiro no governo do seu reino. 30 Naquela noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus. 31 E Dario, o medo, ocupou o reino, sendo da idade de sessenta e dois anos.
“Enquanto ainda estava no salão da festa, rodeado por aqueles cujo fim já estava determinado, um mensageiro informa o rei de que ‘sua cidade foi tomada’ pelo inimigo contra cuja ameaça ele se sentia tão seguro. [...] Enquanto ele e seus nobres bebiam nas taças sagradas de Jeová e louvavam seus deuses de prata e ouro, os medos e persas, tendo desviado o leito do rio Eufrates, estavam em plena marcha rumo ao coração da cidade desprotegida. O exército de Ciro estava agora sob as muralhas do palácio; a cidade estava cheia dos soldados do inimigo, ‘como de gafanhotos’ (Jeremias 51:14); e seus gritos de triunfo podiam ser ouvidos acima dos gritos desesperados dos surpresos convidados da festa.” — Ibidem, p. 531.
Quinta-feira, 9 de abril | 5. NA COVA DOS LEÕES
5A) Por que a fidelidade de Daniel a Deus acabou atraindo perseguição? Daniel 6:1-5.
Dn 6:1-5 — E PARECEU bem a Dario constituir sobre o reino cento e vinte príncipes, que estivessem sobre todo o reino; 2 E sobre eles três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes príncipes dessem conta, para que o rei não sofresse dano. 3 Então o mesmo Daniel sobrepujou a estes presidentes e príncipes; porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino. 4 Então os presidentes e os príncipes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. 5 Então estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a acharmos contra ele na lei do seu Deus.
“As honras concedidas a Daniel despertaram a inveja dos homens mais influentes do reino, e eles passaram a procurar motivos para o acusarem. [...]
“A conduta irrepreensível de Daniel despertou ainda mais a inveja de seus inimigos. [...]
“Sendo assim, os presidentes e príncipes, aconselhando-se entre si, elaboraram um plano pelo qual esperavam conseguir a destruição do profeta.” — Profetas e reis, pp. 539 e 540.
5B) O que aconteceu devido à determinação de Daniel em não vacilar? Daniel 6:11-17.
Dn 6:11-17 — Então aqueles homens foram juntos, e acharam a Daniel orando e suplicando diante do seu Deus. 12 Então se apresentaram ao rei e, a respeito do edito real, disseram-lhe: Porventura não assinaste o edito, pelo qual todo o homem que fizesse uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, por espaço de trinta dias, e não a ti, ó rei, fosse lançado na cova dos leões? Respondeu o rei, dizendo: Esta palavra é certa, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar. 13 Então responderam ao rei, dizendo-lhe: Daniel, que é dos filhos dos cativos de Judá, não tem feito caso de ti, ó rei, nem do edito que assinaste, antes três vezes por dia faz a sua oração. 14 Ouvindo então o rei essas palavras, ficou muito penalizado, e a favor de Daniel propôs dentro do seu coração livrá-lo; e até ao pôr do sol trabalhou para salvá-lo. 15 Então aqueles homens foram juntos ao rei, e disseram-lhe: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum edito ou decreto, que o rei estabeleça, se pode mudar. 16 Então o rei ordenou que trouxessem a Daniel, e lançaram-no na cova dos leões. E, falando o rei, disse a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, ele te livrará. 17 E foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; e o rei a selou com o seu anel e com o anel dos seus senhores, para que não se mudasse a sentença acerca de Daniel.
“Embora ele conhecesse perfeitamente as consequências de sua fidelidade a Deus, sua determinação não enfraqueceu. Diante daqueles que tramavam sua ruína, o profeta não permitiria que sequer parecesse que sua ligação com o Céu estava cortada. Em todos os casos em que o rei tivesse o direito de ordenar, Daniel obedeceria; mas nem o rei nem seu decreto poderiam fazê-lo se desviar da lealdade ao Rei dos reis.” — Ibidem, p. 542.
5C) De que maneira Deus foi glorificado mais uma vez por meio de Seu servo? Daniel 6:19-23 e 27.
Dn 6:19-23 e 27 — Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei, e foi com pressa à cova dos leões. 20 E, chegando-se à cova, chamou por Daniel com voz triste; e disse o rei a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo, dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões? 21 Então Daniel falou ao rei: Ó rei, vive para sempre! 22 O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum. 23 Então o rei muito se alegrou em si mesmo, e mandou tirar a Daniel da cova. Assim foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus. [...] 27 Ele salva, livra, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele salvou e livrou Daniel do poder dos leões.
“Deus não impediu os inimigos de Daniel de o lançarem na cova dos leões. Ele permitiu que anjos maus e seres humanos perversos cumprissem seu propósito até aquele ponto. Porém, Ele fez isso para que o livramento de Seu servo fosse ainda mais notável, e a derrota dos inimigos da verdade e da justiça fosse ainda mais completa. ‘Certamente a cólera do homem redundará em Teu louvor’ (Salmos 76:10), escreveu o salmista. Graças à coragem desse homem, que escolheu seguir o caminho da justiça em vez de agir por política, Satanás seria derrotado, e o nome de Deus seria exaltado e honrado.” — Ibidem, pp. 543 e 544.
Sexta-feira, 10 de abril | PARA VOCÊ REFLETIR
1. Como podemos seguir o exemplo das escolhas sábias dos quatro hebreus hoje em dia?
2. De que forma passar por provações pode nos fortalecer e abrir caminho para um testemunho ao mundo?
3. Que lições o rei Nabucodonosor aprendeu que o levaram à conversão?
4. O que os líderes de hoje podem aprender com a última noite da vida de Belsazar em Babilônia?
5. Como a história de Daniel pode encorajar o povo de Deus que enfrenta perseguição?