LIÇÃO 01
Sábado, 04 de Julho de 2026

O amor de Deus pela humanidade

“Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não O conhece a Ele” (1 João 3:1).
“Deus é amor. Assim como os raios da luz do sol, o amor, a luz e a alegria fluem dEle para todas as Suas criaturas.” — O maior discurso de Cristo, p. 77.
Estudo adicional: Caminho a Cristo, capítulo 1, pp. 9-15.

Domingo, 28 de junho | 1. DEUS É AMOR
1A) Que prova do amor de Deus é dada à humanidade? Êxodo 34:6 e 7; Jonas 4:2 (última parte); Jeremias 31:3.
Ex 34:6 e 7 — Passando, pois, o Senhor perante ele, clamou: O Senhor, o Senhor Deus, misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade; 7 Que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniquidade, e a transgressão e o pecado; que ao culpado não tem por inocente; que visita a iniquidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até a terceira e quarta geração.
Jn 4:2 [ú.p.] — [...] És Deus compassivo e misericordioso, longânimo e grande em benignidade, e que te arrependes do mal.
Jr 31:3 — Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí.

“A Palavra de Deus revela Seu caráter. Ele mesmo declara Seu infinito amor e piedade. Quando Moisés orou: ‘Rogo-te que me mostres a Tua glória’, o Senhor respondeu: ‘Farei passar toda a Minha bondade por diante de ti’. Êxodo 33:18 e 19. Essa é a Sua glória. O Senhor passou diante de Moisés e proclamou: ‘O Senhor, o Senhor Deus, misericordioso e piedoso, tardio em irar-Se e grande em beneficência e verdade; que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniquidade, e a transgressão e o pecado’. Êxodo 34:6 e 7. Ele é ‘tardio em irar-Se e grande em beneficência’, ‘porque tem prazer na Sua benignidade’. Jonas 4:2; Miqueias 7:18.” — Caminho a Cristo, p. 10.

1B) Qual foi o propósito de Deus ao enviar Seu Filho? Mateus 11:27; João 14:8 e 9.
Mt 11:27 — Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Jo 14:8 e 9 — Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. 9 Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?

“Satanás fez os seres humanos pensarem em Deus como um ser cuja principal característica é a justiça implacável, como um juiz severo ou um credor cruel e incompassivo. Deu a entender que o Criador está sempre espionando as pessoas com desconfiança, procurando encontrar nelas erros e pecados, para depois puni-las com Seus castigos. Foi para retirar essa sombra escura, pela revelação do infinito amor de Deus ao mundo, que Jesus veio viver entre a humanidade.” — Ibidem, p. 11.

Segunda-feira, 29 de junho | 2. A MISSÃO DE JESUS
2A) Como Jesus descreveu Sua missão terrestre? Lucas 4:16-18.
Lc 4:16-18 — E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler. 17 E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: 18 O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração.

“[Lucas 4:18 é citado aqui.] Essa foi a obra [de Jesus]. Ele andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos de Satanás. Ao redor [dos discípulos] havia aldeias inteiras onde não se ouvia mais nenhum gemido de dor, pois Jesus havia passado por ali e curado todos os doentes. Sua obra era uma prova de Sua unção divina. Amor, misericórdia e compaixão se revelavam em cada ato de Sua vida; Seu coração se abria em terna simpatia para com as pessoas. Ele assumiu a natureza humana para que pudesse alcançar as nossas necessidades. Os mais pobres e humildes não tinham medo de se aproximarem dEle. Até as criancinhas se encantavam com Ele. Elas amavam sentar-se em Seu colo e contemplar aquele rosto pensativo, cheio de amor e serenidade.” — Caminho a Cristo, pp. 11 e 12.
“Jesus via em cada pessoa alguém a quem Ele deveria convidar para o Seu reino. Ele alcançava o coração do povo por Se misturar com eles, como alguém que se importava com seu bem-estar. Ele os procurava nas ruas, nos lares, nos barcos, nas sinagogas, às margens do lago e nas festas de casamento. Ia ao encontro deles em sua lida diária e demonstrava interesse em seus negócios seculares. Transmitia Seus ensinos dentro das residências, permitindo que as famílias sentissem a influência de Sua divina presença no próprio lar. Sua grande empatia ajudava a conquistar corações. Com frequência, Jesus ia até as montanhas para orar sozinho, mas isso era uma preparação para Sua obra entre a humanidade no dia a dia. Ao voltar desses momentos, Ele estava pronto para aliviar os enfermos, instruir quem não tinha conhecimento e quebrar as correntes que prendiam os escravos de Satanás.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 151.

2B) Embora cheio de amor e compaixão, que exemplos Jesus deixou de Sua fidelidade em repreender o erro? João 9:39-41; Mateus 21:12 e 13.
Jo 9:39-41 — E disse-lhe Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem sejam cegos. 40 E aqueles dos fariseus, que estavam com ele, ouvindo isto, disseram-lhe: Também nós somos cegos? 41 Disse-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas como agora dizeis: Vemos; por isso o vosso pecado permanece.
Mt 21:12 e 13 — E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas; 13 E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.

“Jesus nunca deixava de falar uma só palavra da verdade, mas sempre a proferia com amor. Quando entrava em contato com as pessoas, agia com bondade, gentileza e cortesia. Nunca era rude. A não ser que fosse realmente necessário, jamais falava de forma severa, causando dores desnecessárias a um coração sensível. Não criticava as fraquezas das pessoas. Dizia a verdade, mas sempre com amor. Denunciava, isto sim, a hipocrisia, a falta de fé e o pecado. Mas tinha sempre lágrimas nos olhos quando precisava falar de forma mais dura. [...] Cada pessoa era preciosa para Ele. Embora sempre Se portasse com dignidade divina, demonstrava a mais terna atenção e gentileza para com cada membro da família de Deus. Via em cada pessoa uma alma caída a quem deveria salvar.” — Caminho a Cristo, p. 12.

Terça-feira, 30 de junho | 3. UMA VIDA DE ABNEGAÇÃO
3A) Que fardo pesado nosso Salvador carregou durante Sua vida? Isaías 53:5-7; Lucas 2:48 e 49.
Is 53:5-7 — Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. 7 Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.
Lc 2:48 e 49 — E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos. 49 E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?

“Jesus carregava o terrível peso da responsabilidade pela salvação dos seres humanos. Ele sabia que, a menos que houvesse uma mudança radical nos princípios e propósitos da humanidade, todos estariam perdidos. Esse era o fardo de Sua alma, e ninguém conseguia avaliar o peso que repousava sobre Ele. Ao longo da infância, juventude e idade adulta, Cristo andou sozinho. No entanto, estar em Sua presença era como estar no Céu. Dia após dia, o Salvador enfrentava provas e tentações; diariamente entrava em contato com o mal, e testemunhava o poder que este exercia sobre as pessoas a quem Ele buscava abençoar e salvar. Mesmo assim, Ele não fracassou nem Se desanimou.
“Em todos os aspectos, Jesus mantinha Seus desejos totalmente alinhados à Sua missão. Ele glorificou Sua vida ao subordinar cada detalhe dela à vontade de Seu Pai. Ainda na juventude, ao encontrá-lO na escola dos rabinos, Sua mãe Lhe perguntou: ‘Filho, por que fizeste assim para conosco?’. Ele respondeu — e Sua resposta é a essência da obra de Sua vida: ‘Por que é que Me procuráveis? Não sabeis que Me convém tratar dos negócios de Meu Pai?’.
“Sua vida foi um exemplo de constante sacrifício pessoal. Ele não tinha nenhum lar neste mundo, exceto quando a bondade de amigos Lhe abria a porta como viajante. Ele veio para viver em nosso favor a vida dos mais pobres e andar e trabalhar entre os necessitados e sofredores. Sem reconhecimento nem honra, Jesus caminhava entre o povo por quem tanto havia feito.” — Obreiros evangélicos, pp. 42 e 43.

3B) O que o derramamento do abundante amor de Deus nos ensina sobre nosso Pai celestial? João 3:16; 1 João 4:9 e 10.
Jo 3:16 — Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
1Jo 4:9 e 10 — Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. 10 Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.

“Esse grande sacrifício não foi feito para criar no coração do Pai um amor pela humanidade, nem para convencê-lO a nos salvar. Não, não! ‘Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito’. João 3:16. Não é por causa dessa grande propiciação que o Pai nos ama. É o contrário: porque nos ama é que Ele providenciou a propiciação. Cristo foi o meio pelo qual Ele pôde derramar Seu infinito amor sobre um mundo caído. ‘Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo’. 2 Coríntios 5:19. Deus sofreu com Seu Filho. Em meio à agonia do Getsêmani, na morte do Calvário, o coração do Amor Infinito pagou o preço de nossa redenção.” — Caminho a Cristo, p. 13.

Quarta-feira, 1º de julho | 4. NOSSO SUBSTITUTO E FIADOR
4A) Qual é a base da salvação de nossa alma? 1 Coríntios 1:30; Atos 16:31.
1Co 1:30 — Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção.
At 16:31 — E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.

“Oh, quanta fome e quanto anseio havia no coração de Cristo para salvar o que se havia perdido! O corpo pregado na cruz não diminuiu Sua divindade nem Seu poder divino de salvar, pelo sacrifício humano, todos os que aceitarem Sua justiça. Ao morrer na cruz, Jesus transferiu a culpa do transgressor para Si mesmo — o divino Substituto — por meio da fé nEle como Redentor pessoal do pecador. Os pecados de um mundo culpado, representados em tom de ‘carmesim’, foram imputados ao Fiador divino.” — Este dia com Deus, p. 236.

4B) O que Cristo fez por nossa redenção que está além de qualquer esforço ou sabedoria? João 10:17; Romanos 5:6-8.
Jo 10:17 — Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la.
Rm 5:6-8 — Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7 Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. 8 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

“‘Meu Pai amou vocês de tal maneira que Ele Me ama ainda mais por Eu ter dado a Minha vida pelo resgate de vocês. Ao Me tornar o Substituto e Fiador de vocês, ao entregar a Minha vida e assumir suas dívidas e transgressões, passei a ser ainda mais amado por Meu Pai, pois, por meio do Meu sacrifício, Ele pode ser justo e, ao mesmo tempo, Justificador daquele que crê em Jesus’.
“Somente o Filho de Deus poderia realizar a nossa redenção, pois apenas Aquele que estava no seio do Pai é que poderia revelá-lO. Somente Aquele que conhecia a altura e a profundidade do amor de Deus é que poderia manifestar esse amor. Nada menos do que o infinito sacrifício que Cristo fez em favor da humanidade caída é que poderia expressar o amor do Pai pela humanidade perdida.” — Caminho a Cristo, p. 14.

4C) O que João poderia testemunhar a respeito de nosso Advogado perante o trono de Deus? João 1:1-3.
Jo 1:1-3 — NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

“São poucos os que conseguem avaliar o terrível caráter do pecado, e que compreendem a grandeza da ruína resultante da transgressão da Lei de Deus. Ao examinarmos o maravilhoso plano da redenção para restaurar o pecador à imagem moral de Deus, vemos que o único meio para a libertação do ser humano foi conquistado pelo sacrifício pessoal e pela condescendência e amor sem paralelos do Filho de Deus. Apenas Ele tinha força para lutar as batalhas contra o grande adversário de Deus e da humanidade e, como nosso Substituto e Fiador, concedeu poder àqueles que se apegam a Ele pela fé, para que se tornem vencedores em Seu nome e por meio de Seus méritos.” — Educação cristã, p. 112.

Quinta-feira, 2 de julho | 5. JESUS PAGOU O PREÇO
5A) O que qualificou Cristo a pagar o preço de nossa redenção? 1 Pedro 1:18 e 19; Hebreus 5:8 e 9.
1Pe 1:18 e 19 — Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, 19 Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.
Hb 5:8 e 9 — Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. 9 E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem.

“O preço pago por nossa redenção, o sacrifício infinito de nosso Pai celestial ao entregar Seu Filho para morrer por nós, deve nos dar uma visão elevada do que podemos nos tornar por meio de Cristo. Ao perceber a altura, a profundidade e a largura do amor do Pai pela humanidade que perecia, o apóstolo João foi tomado de adoração e reverência. Sem encontrar palavras adequadas para expressar a grandeza e a ternura desse amor, ele convidou o mundo a contemplá-lo. [...] Que valor isso atribui ao ser humano! Pela transgressão, os humanos se tornam súditos de Satanás. No entanto, pela fé no sacrifício expiatório de Cristo, os filhos e filhas de Adão podem se tornar filhos e filhas de Deus. Ao assumir a natureza humana, Cristo exalta a humanidade. Pessoas caídas são colocadas em uma posição em que, por meio da união com Cristo, podem de fato se tornar dignas do título de ‘filhos de Deus’.” — Caminho a Cristo, p. 15.

5B) Que palavras o apóstolo João usou para expressar a grandeza do amor de Deus? 1 João 3:1 e 2.
1Jo 3:1 e 2 — VEDE quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele. 2 Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.

“Um amor como esse não tem paralelo. Filhos do Rei celestial! Preciosa promessa! Tema para a mais profunda meditação! O amor incomparável de Deus por um mundo que não O amou! Esse pensamento tem um poder suavizante sobre a alma e leva a mente cativa à vontade de Deus. Quanto mais estudamos o caráter divino à luz do Calvário, mais vemos a misericórdia, a ternura e o perdão misturados com a justiça e com um tratamento imparcial; e mais claramente discernimos as inúmeras evidências de um amor infinito e de uma terna piedade que supera a ansiosa compaixão de uma mãe por seu filho rebelde.” — Idem.

Sexta-feira, 3 de julho | PARA VOCÊ REFLETIR
1. Descreva os atributos mais importantes do caráter de Deus.
2. Como Jesus revelou o caráter de Deus enquanto viveu nesta Terra?
3. Como a missão de Cristo influenciava Suas escolhas?
4. Ao Se tornar nosso Substituto, que lições Jesus ensina?
5. Descreva o dom máximo de Cristo em nosso favor.