LIÇÃO 04
Sábado, 25 de Julho de 2026

A confissão

“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13).
“A confissão que brota do fundo da alma chega até o Deus de infinita compaixão.” — Caminho a Cristo, p. 38.
Estudo adicional: Caminho a Cristo, capítulo 4, pp. 37-41.

Domingo, 19 de julho | 1. A MISERICÓRDIA DE DEUS
1A) Quando o Espírito Santo nos convence do pecado, o que devemos fazer? Provérbios 28:13; Tiago 5:16.
Pv 28:13 — O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.
Tg 5:16 — Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.

“As condições para se obter a misericórdia de Deus são simples, justas e razoáveis. O Senhor não exige algo penoso de nossa parte para que alcancemos o perdão dos pecados. Não precisamos fazer longas e cansativas peregrinações, nem praticar dolorosas penitências para recomendar nossa alma ao Deus do Céu ou para remir nossas transgressões; mas quem confessa os próprios pecados e os abandona, esse alcançará misericórdia.” — Caminho a Cristo, p. 37.

1B) Que atitude isso exige de nós? Provérbios 15:33; Provérbios 19:23; Salmos 34:18.
Pv 15:33 — O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade.
Pv 19:23 O temor do Senhor encaminha para a vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e não o visitará mal nenhum.
Sl 34:18 — Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito.

“Os que não se humilham diante de Deus, reconhecendo a própria culpa, ainda não cumpriram o primeiro requisito de aceitação. Se não experimentamos aquele arrependimento verdadeiro, do qual não precisamos nos arrepender, e ainda não confessamos nossos pecados com verdadeira humilhação de alma e quebrantamento de espírito, abominando a própria maldade, nunca buscamos de fato o perdão dos pecados. Assim, se nunca o buscamos, nunca encontramos a paz de Deus. A única razão por que não alcançamos a remissão dos pecados passados é nossa indisposição em humilhar o coração e cumprir as condições da Palavra da verdade. Há instruções muito claras nas Escrituras sobre esse assunto. A confissão de pecado — pública ou particular — deve ser sincera e feita de forma espontânea.” — Ibidem, pp. 37 e 38.

Segunda-feira, 20 de julho | 2. CONFESSAR E PERDOAR
2A) Quando ofendemos outra pessoa, a quem mais também estamos ofendendo? Salmos 51:4.
Sl 51:4 — Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.

“O apóstolo diz: ‘Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis’. Tiago 5:16. Confesse seus pecados a Deus, que é o único que pode perdoá-los, e suas faltas uns aos outros. Se você ofendeu um amigo ou seu próximo, deve reconhecer o erro cometido — e é dever dele perdoar você de coração. Depois disso, busque o perdão de Deus, porque o irmão que você feriu é propriedade dEle — e, ao feri-lo, você pecou contra o seu Criador e Redentor.” — Caminho a Cristo, p. 37.

2B) Por que devemos perdoar os outros? Mateus 6:14 e 15; Efésios 4:32.
Mt 6:14 e 15 — Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; 15 Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.
Ef 4:32 — Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

“Quem não está disposto a perdoar corta o único canal pelo qual pode receber a misericórdia de Deus. Não devemos pensar que só temos justificativa para perdoar quando aqueles que nos feriram confessarem o próprio erro. Sem dúvida, cabe a eles humilhar o coração com arrependimento e confissão, mas devemos ser compassivos para com aqueles que pecaram contra nós, independentemente de terem confessado ou não suas faltas. Por mais dolorosas que sejam as feridas que essas pessoas nos causaram, não devemos nos apegar às mágoas nem sentir pena de nós mesmos por causa delas; mas, assim como esperamos que Deus nos perdoe pelas ofensas que praticamos contra Ele, também devemos perdoar todos os que nos fizeram o mal.” — O maior discurso de Cristo, pp. 113 e 114.

2C) Que lições nosso dever para com a humanidade nos ensina? 1 Pedro 4:8; Romanos 13:8.
1Pe 4:8 — Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados.
Rm 13:8 — A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.

“Permita que Cristo, a Vida divina, habite em você e revele por seu intermédio o amor que nasceu no Céu a fim de inspirar esperança aos desencorajados e levar a paz do Céu ao coração ferido pelo pecado. Esta é a condição que nos espera assim que nos aproximamos de Deus: que, ao recebermos Sua misericórdia, nos entreguemos para revelar a graça divina aos outros.” — Ibidem, pp. 114 e 115.
“Nossa desumanidade para com o próximo é o nosso maior pecado. Muitos acham que estão representando a justiça de Deus, mas fracassam completamente em representar a Sua ternura e o Seu grande amor. Muitas vezes, as pessoas com quem eles são tão severos e duros estão sendo intensamente pressionadas pela tentação. Satanás está lutando contra essas almas, e palavras ásperas e sem compaixão as desanimam e as fazem cair nas mãos do poder do tentador.” — A ciência do bom viver, p. 163.

Terça-feira, 21 de julho | 3. ESPECÍFICO E SINCERO
3A) Que pecados devem ser confessados publicamente, e quais devem ser confessados somente a Deus? Salmos 32:5; Mateus 5:23 e 24.
Sl 32:5 — Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado.
Mt 5:23 e 24 — Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta.

“A confissão verdadeira é sempre de caráter específico e reconhece pecados específicos. Alguns pecados são de tal natureza que devem ser confessados somente a Deus; outros são ofensas cometidas contra pessoas específicas e devem ser confessados diretamente a elas; outros ainda são de caráter público e, por isso, devem ser confessados publicamente. Mas toda confissão deve ser específica e direta, reconhecendo os próprios pecados dos quais a pessoa é culpada.” — Caminho a Cristo, p. 38.
“O pecado de caráter individual deve ser confessado a Cristo, o único mediador entre Deus e os seres humanos. [...] Todo pecado é uma ofensa contra Deus, e deve ser confessado a Ele por intermédio de Cristo. Por outro lado, cada pecado aberto deve ser confessado abertamente.” — Obreiros evangélicos, p. 216.

3B) Qual é o propósito da verdadeira confissão? 1 Samuel 12:19.
1Sm 12:19 — E todo o povo disse a Samuel: Roga pelos teus servos ao Senhor teu Deus, para que não venhamos a morrer; porque a todos os nossos pecados temos acrescentado este mal, de pedirmos para nós um rei.

“Nos dias de Samuel, os israelitas se afastaram de Deus. Eles sofriam as consequências do pecado, pois tinham perdido a fé em Deus, perdido a capacidade de reconhecer Seu poder e Sua sabedoria para governar a nação, perdido a confiança em Sua capacidade de defender e vindicar a Sua causa. Eles deram as costas ao grande Soberano do universo e desejaram ser governados como as nações ao seu redor. Antes de encontrarem a paz, fizeram esta confissão clara: ‘Acrescentamos a todos os nossos pecados este mal, de pedir para nós um rei’ (1 Samuel 12:19). O próprio pecado do qual estavam convictos precisou ser confessado.” — Caminho a Cristo, pp. 38 e 39.

3C) Que atitude prática deve vir depois da confissão? Isaías 1:16 e 17; Ezequiel 33:15.
Is 1:16 e 17 — Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal. 17 Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.
Ez 33:15 — Restituindo esse ímpio o penhor, indenizando o que furtou, andando nos estatutos da vida, e não praticando iniquidade, certamente viverá, não morrerá.

“A confissão não será aceitável a Deus sem sincero arrependimento e reforma. É preciso que haja uma visível mudança de vida. Deve-se abandonar tudo o que for ofensivo a Deus. Esse será o resultado de uma verdadeira tristeza pelo pecado.” — Ibidem, p. 39.
“Toda alma convertida, como Zaqueu, comprovará a entrada de Cristo em seu coração pelo abandono das práticas injustas que marcaram sua vida. Assim como o chefe dos publicanos, essa pessoa dará prova de sua sinceridade ao fazer a restituição.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 556.

Quarta-feira, 22 de julho | 4. O PERIGO DA JUSTIÇA PRÓPRIA
4A) Quando o Senhor perguntou a Adão e Eva sobre o pecado deles, como deram a entender que não eram realmente culpados? Gênesis 3:12 e 13.
Gn 3:12 e 13 — Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi. 13 E disse o Senhor Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

“Adão não podia negar nem desculpar seu pecado; mas, em vez de demonstrar arrependimento, ele tentou culpar a esposa e, assim, o próprio Deus: ‘A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e eu comi’.” — Patriarcas e profetas, p. 57. [Grifos da autora.]
“Depois que Adão e Eva comeram do fruto proibido, ficaram cheios de vergonha e terror. A princípio, seu único pensamento era como desculpar seu pecado e escapar da temida sentença de morte. Quando o Senhor perguntou sobre o pecado deles, Adão respondeu, colocando a culpa em parte sobre Deus e em parte sobre sua companheira. ‘A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e eu comi’. A mulher culpou a serpente, dizendo: ‘A serpente me enganou, e eu comi’. Gênesis 3:12 e 13. Por que fizeste a serpente? Por que lhe permitiste entrar no Éden? Essas foram as perguntas implícitas em sua desculpa pelo pecado, acusando assim a Deus de ter sido responsável pela queda deles.” — Caminho a Cristo, p. 40.

4B) Por que a justiça própria anula o efeito da confissão? Jó 9:20; Lucas 16:15.
Jó 9:20 — Se eu me justificar, a minha boca me condenará; se for perfeito, então ela me declarará perverso.
Lc 16:15 — E disse-lhes: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação.

“A justiça própria se originou com o pai da mentira, e todos os filhos e filhas de Adão a manifestaram. O divino Espírito não inspira tais confissões, e Deus não as aceitará. O verdadeiro arrependimento levará a pessoa a assumir a própria culpa e a reconhecê-la, sem disfarces nem hipocrisia.” — Ibidem, p. 40.
“Não deveríamos tentar diminuir nossa culpa justificando o mal. Devemos aceitar a avaliação de Deus referente ao pecado, a qual é muito pesada. Somente o Calvário pode revelar a terrível gravidade da transgressão. Se tivéssemos de carregar nossa própria culpa, ela nos esmagaria. Mas Aquele que é imaculado tomou nosso lugar. Embora não merecesse, carregou nossa iniquidade. ‘Se confessarmos os nossos pecados’, Deus ‘é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça’. 1 João 1:9. Verdade gloriosa! Justo para com Sua própria Lei e, mesmo assim, o Justificador de todos os que creem em Jesus. ‘Quem é Deus semelhante a Ti, que perdoa a iniquidade, e que passa por cima da rebelião do restante da Sua herança? Ele não retém a Sua ira para sempre, porque tem prazer na Sua benignidade’. Miqueias 7:18.” — O maior discurso de Cristo, p. 116.

Quinta-feira, 23 de julho | 5. CONFISSÃO ABERTA
5A) Como Paulo reconheceu, de forma específica e com humildade, o seu pecado? Atos 26:10 e 11.
At 26:10 e 11 — O que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido autorização dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles. 11 E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui.

“Os exemplos de verdadeiro arrependimento e humilhação na Palavra de Deus revelam uma confissão que não apresenta desculpa para o pecado nem tentativa de justificar a si mesmo. Paulo não procura se proteger; ele pinta o próprio pecado com as cores mais escuras, sem tentar diminuir a própria culpa. [Atos 26:10 e 11 é citado aqui.]” — Caminho a Cristo, p. 41.

5B) O que Paulo declarou em sua primeira carta a Timóteo? 1 Timóteo 1:15.
1Tm 1:15 — Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.

“Não conseguimos ver nada além de fraqueza em nós mesmos, nada que nos recomende a Deus. E Satanás nos diz que é inútil tentar, pois não podemos corrigir os defeitos do nosso caráter. Quando tentamos nos aproximar de Deus, o inimigo sussurrará: ‘Não adianta você orar; não foi você que cometeu aquele mal? Você não pecou contra Deus e não violou a própria consciência?’. Mas podemos dizer ao inimigo que ‘o sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo pecado’. 1 João 1:7. Quando você sentir que pecou e não pode orar, esse é o melhor momento para orar. Podemos até nos sentir envergonhados e profundamente humilhados, mas precisamos orar e crer. [1 Timóteo 1:15 é citado aqui.] O perdão [...] é um presente para nós, tendo na imaculada justiça de Cristo a base para a sua doação.” — O maior discurso de Cristo, pp. 115 e 116.

5C) O que Deus nos prometeu, caso confessemos nossos pecados? 1 João 1:9.
1Jo 1:9 — Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.

“O coração humilde e quebrantado, subjugado pelo arrependimento verdadeiro, apreciará algo do amor de Deus e do custo do Calvário. E, assim como um filho confessa a um pai amoroso, a pessoa verdadeiramente arrependida levará todos os seus pecados perante Deus. E está escrito: [1 João 1:9 é citado aqui.]” — Caminho a Cristo, p. 41.

Sexta-feira, 24 de julho | PARA VOCÊ REFLETIR
1. Quando confessamos fielmente nossos pecados a Deus, como nos apresentamos diante dEle?
2. Em que circunstâncias algumas confissões devem ser feitas a outras pessoas, e por quê?
3. Por que é importante que a confissão seja específica?
4. Descreva o perigo da justiça própria.
5. Qual é o resultado da confissão humilde?