Ah! Como aquele dia será terrível, sem comparação! Será tempo de angústia para Jacó; mas ele será resgatado dela (Jeremias 30:7).
À semelhança de Jacó, lute em oração. Angustie-se. Jesus, no jardim, suou grandes gotas de sangue; é preciso fazer algum esforço. Não deixe seu quarto enquanto não se sentir forte em Deus; então, vigie, e enquanto estiver vigiando e orando, você conseguirá manter em sujeição esses ataques, e a graça de Deus pode aparecer, e aparecerá, em você. — Mensagens aos jovens, pp. 131 e 132.
Estudo adicional: O grande conflito, pp. 615-623, 629-631 (Capítulo 39: “Aproxima-se o tempo de angústia”).
Domingo 23 de agosto - 1. PREPARAÇÃO PARA NOSSA PROVA FINAL
1A) Como a angústia de Jacó se assemelha à que o povo de Deus deve suportar em breve, e que evento está associado a ela? Jeremias 30:5 e 6; Apocalipse 22:11 e 12.
Jr 30:5 e 6 — Portanto, assim diz o Senhor: Ouvimos gritos de pavor e de terror, mas não de paz. 6 Perguntai, pois, e observai se um homem pode dar à luz. Por que, então, vejo todos os homens com as mãos sobre o ventre como a mulher em trabalho de parto? Por que todos os rostos estão pálidos?
Ap 22:11 e 12 — Quem é injusto, continue na injustiça; quem é impuro, continue na impureza; quem é justo, continue praticando a justiça; e quem é santo, continue se santificando. 12 Venho em breve e trago a recompensa, com a qual retribuirei a cada um segundo a sua obra.
A experiência de Jacó durante aquela noite de luta e angústia representa a prova pela qual o povo de Deus deve passar pouco antes da segunda vinda de Cristo. — Patriarcas e profetas, p. 201.
1B) O que devemos entender sobre o fim do tempo de graça? Atos 1:7; João 9:4.
At 1:7 — Ele lhes respondeu: Não vos compete saber os tempos ou as épocas que o Pai reservou por Sua autoridade.
Jo 9:4 — Enquanto é dia, é necessário que realizemos as obras dAquele que Me enviou; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
Deus não nos revelou o tempo em que esta mensagem será concluída, ou quando o tempo de graça chegará ao fim. As coisas reveladas, aceitaremos para nós e nossos filhos; não busquemos, porém, saber aquilo que foi mantido em segredo nos concílios do Todo-Poderoso. [...]
Recebi cartas perguntando se tenho qualquer esclarecimento especial quanto à época do término do tempo de graça; e respondo que tenho apenas esta mensagem a dar: que agora é o momento de trabalhar, enquanto é dia [...]. — Mensagens escolhidas, vol. 1, p. 191.
Segunda-feira, 24 de agosto - 2. A NECESSÁRIA VIGILÂNCIA
2A) Por que nós, a quem é confiada uma grande luz, devemos estar muito vigilantes no preparo para encontrar nosso Senhor em paz? 1 Timóteo 5:24; 1 Pedro 4:17.
1Tm 5:24 — Os pecados de alguns homens aparecem antes mesmo de serem julgados; os de outros são descobertos depois.
1Pe 4:17 — Porque chegou a hora de começar o julgamento pela casa de Deus; e se começa por nós, qual será o fim daqueles que desobedecem ao evangelho de Deus?
Ao abrirem-se os livros de registro no juízo, é passada em revista perante Deus a vida de todos os que creram em Jesus. Começando pelos que primeiro viveram na Terra, nosso Advogado apresenta os casos de cada geração sucessiva, finalizando com os vivos. Todo nome é mencionado, cada caso minuciosamente investigado. Aceitam-se nomes e rejeitam-se nomes. — O grande conflito, p. 483.
A grande luz e os privilégios concedidos exigem juros em virtude e santidade correspondentes à luz que receberam. Nada menos que isso será aceito por Deus. — Testemunhos para ministros, p. 454.
2B) Explique a solenidade e a esperança ligadas a essa realidade. Êxodo 32:33; Ezequiel 18:24, 27-30.
Ex 32:33 — Então o Senhor disse a Moisés: Riscarei do Meu livro aquele que tiver pecado contra Mim.
Ez 18:24, 27-30 — Mas, desviando-se o justo da sua justiça e praticando o mal, fazendo conforme todas as abominações que o ímpio faz, por acaso viverá? Não se terá lembrança de toda justiça que houver feito; morrerá por ser infiel e pelo pecado que cometeu. [...] 27 Mas se o ímpio se converter da impiedade que cometeu e agir com retidão e justiça, conservará a sua vida. 28 Por considerar todas as transgressões que cometeu e por se desviar delas, certamente viverá, não morrerá. 29 Contudo, a casa de Israel diz: O caminho do Senhor não é justo. Por acaso os Meus caminhos não são justos, ó casa de Israel? Acaso não são os vossos caminhos que são injustos? 30 Portanto, diz o Senhor Deus, Eu vos julgarei, cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel. Vinde e convertei-vos de todas as vossas transgressões, para que a maldade não vos leve à perdição.
Quando alguém tem pecados que permanecem nos livros de registro, para os quais não houve arrependimento nem perdão, terá o nome removido do livro da vida, e o relato de suas boas ações apagado do livro memorial de Deus. [...]
Todos os que se arrependeram verdadeiramente do pecado e que pela fé exigiram o sangue de Cristo como seu próprio sacrifício expiatório, tiveram o perdão acrescentado ao seu nome nos livros do Céu; ao se tornarem participantes da justiça de Cristo, e ao verificar-se que têm o caráter em harmonia com a Lei de Deus, seus pecados serão apagados e eles mesmos serão considerados dignos da vida eterna. — O grande conflito, p. 483.
Solenes são as cenas ligadas à obra final da expiação. Momentosos os interesses nela envolvidos. O juízo está em curso no santuário celestial. Há muitos anos, essa obra está em andamento. Breve, ninguém sabe quão breve, passará ela ao caso dos vivos. Perante a augusta presença de Deus, nossa vida deve ser examinada. Atualmente, mais do que em qualquer outro tempo, importa a toda alma atender à advertência do Salvador: “Tende cuidado! Vigiai! Porque não sabeis quando chegará o tempo” (Marcos 13:33). [...]
Quando a obra do juízo investigativo se encerrar, o destino de todos terá sido decidido, ou para a vida ou para a morte. — Ibidem, p. 490.
Terça-feira, 25 de agosto - 3. A ABOMINAÇÃO ASSOLADORA
3A) Que advertência devemos extrair de um acontecimento ao mesmo tempo simbólico e real, que ocorreu no início do cristianismo? Mateus 24:15 e 16.
Mt 24:15 e 16 — Quando virdes no lugar santo a abominação assoladora, da qual falou o profeta Daniel, quem lê, entenda, 16 então os que estiverem na Judeia fujam para os montes.
E o Salvador advertiu Seus seguidores: “Quando virdes no lugar santo a abominação assoladora, da qual falou o profeta Daniel, quem lê, entenda, então os que estiverem na Judeia fujam para os montes” (Mateus 24:15 e 16; Lucas 21:20). Quando os estandartes pagãos dos romanos fossem erguidos na terra santa, a qual ia um pouco além dos muros da cidade, então os seguidores de Cristo deveriam encontrar segurança na fuga. Quando fosse visto o sinal de aviso, os que desejavam escapar não podiam demorar-se. — O grande conflito, p. 25.
Nenhum cristão pereceu na ruína de Jerusalém. Cristo havia advertido Seus discípulos, e todos os que creram em Suas palavras aguardaram o sinal prometido. — Ibidem, p. 30.
3B) Como a abominação assoladora tem um paralelo no fim? Daniel 12:1.
Dn 12:1 — Naquele tempo, Miguel, o grande Príncipe, Se levantará a favor dos filhos do teu povo; e haverá um tempo de tribulação como nunca houve desde que existiu nação até então; mas naquele tempo, o teu povo, todo aquele cujo nome estiver escrito no livro, será liberto.
Como o cerco de Jerusalém pelos exércitos romanos foi o sinal de fuga para os cristãos judeus, assim, quando nossa nação [os Estados Unidos] atribuir a si o poder no decreto que impõe o dia de descanso papal, tal fato será uma advertência para nós. — Maranata, p. 180.
Vi então que Jesus não abandonaria o lugar santíssimo sem que cada caso fosse decidido, ou para a salvação ou para a morte; e que a ira de Deus não poderia se manifestar sem que Jesus concluísse Sua obra no lugar santíssimo, retirasse os adornos sacerdotais e colocasse as vestes de vingança. Então Ele sairá de entre o Pai e os homens, e Deus não mais silenciará, mas derramará Sua ira sobre aqueles que rejeitaram a verdade. Vi que a ira das nações, a ira de Deus e a época de julgar os mortos eram acontecimentos separados e distintos, sucedendo-se um após o outro; também, que Miguel ainda não tinha Se levantado, e que o tempo de angústia, tal como nunca houve, ainda não havia começado. As nações estão se irando agora, mas quando nosso Sumo Sacerdote concluir Sua obra no santuário, Ele Se levantará, porá as vestes de vingança, e então as sete últimas pragas serão derramadas. — Primeiros escritos, p. 36.
Quarta-feira, 26 de agosto - 4. FOCANDO NOSSA FÉ
4A) Como o tempo de angústia de Jacó tem um paralelo no fim? Jeremias 30:7 (primeira parte); Apocalipse 13:11-17.
Jr 30:7 [p. p.] — Ah! Como aquele dia será terrível, sem comparação! [...]
Ap 13:11-17 — Vi surgir da terra outra besta com dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e ela falava como um dragão. 12 Também exercia toda a autoridade da primeira besta na sua presença; e fazia que a Terra e seus habitantes adorassem a primeira besta, cuja ferida mortal havia sido curada. 13 Ela realizava grandes sinais à vista dos homens, de maneira que fazia até descer fogo do Céu para a Terra; 14 e, por meio dos sinais que lhe fora permitido fazer na presença da besta, enganava os habitantes da Terra e lhes dizia que fizessem uma imagem à besta que havia sido ferida pela espada e sobrevivera. 15 Também lhe foi permitido dar fôlego à imagem da besta, para que a imagem falasse e fizesse com que todos os que não a adorassem fossem mortos. 16 Ela obrigou a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, a colocarem um sinal na mão direita ou na testa, 17 para que ninguém pudesse comprar ou vender se não tivesse o sinal, ou seja, o nome da besta ou o número do seu nome.
Quando Cristo cessar Sua obra como Mediador em prol do homem, então esse tempo de angústia começará. Nessa época, o caso de toda alma já estará decidido, e não haverá sangue expiatório para purificar do pecado. [...] Assim como Jacó foi ameaçado de morte pelo irmão furioso, o povo de Deus estará em perigo por parte dos ímpios, que procurarão destruí-los. E assim como o patriarca lutou toda a noite para alcançar livramento da mão de Esaú, os justos clamarão a Deus dia e noite por livramento dos inimigos que os cercam.
Satanás havia acusado Jacó diante dos anjos de Deus, exigindo o direito de destruí-lo por causa do pecado cometido; atiçou Esaú para marchar contra ele; e, durante a longa noite de luta do patriarca, Satanás tentou forçar-lhe um sentimento de culpa, a fim de desanimá-lo, e, com isso, quebrar seu apego a Deus. — Patriarcas e profetas, p. 201.
4B) Enquanto Satanás nos insulta por causa de nossos pecados, do que devemos nos lembrar? Isaías 1:18; Isaías 26:3 e 4.
Is 1:18 — Vinde e raciocinemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.
Is 26:3 e 4 — Tu conservarás em perfeita paz aquele que tem seu propósito firme em Ti, porque confia em Ti. 4 Confiai sempre no Senhor, porque o Senhor Deus é Rocha eterna.
Em angústia, quando Jacó se agarrou ao Anjo e com lágrimas suplicou, o Mensageiro celeste o lembrou do pecado a fim de provar-lhe a fé, e tentou desvencilhar-Se. Mas Jacó não queria desistir. Havia aprendido que Deus é misericordioso, e jogou-se sobre essa misericórdia. Referiu-se ao arrependimento pelo pecado, e implorou libertação. Ao recapitular sua vida, foi levado ao limite do desespero; mas agarrou-se firmemente ao Anjo, e com clamores ferventes, angustiados, insistiu em sua petição, até que prevaleceu.
Essa será a experiência do povo de Deus na última luta contra os poderes do mal. Deus lhes provará a fé, a perseverança, a confiança em Seu poder para libertá-los. Satanás se esforçará para aterrorizá-los com o pensamento de que seu caso é sem esperança; que seus pecados foram grandes demais para receberem perdão. Terão um profundo senso de seus fracassos; e, ao recapitularem a vida, perderão a esperança. Lembrando-se, porém, da grandeza da misericórdia de Deus e de seu próprio arrependimento sincero, exigirão as promessas divinas feitas por meio de Cristo aos pecadores desamparados e arrependidos. — Ibidem, pp. 201 e 202.
Quinta-feira, 27 de agosto - 5. O FERVOR DE JACÓ
5A) Qual é a maior preocupação durante o tempo de angústia de Jacó, e quais são as notícias encorajadoras sobre isso? Isaías 44:22; Jeremias 30:7 (última parte).
Is 44:22 — Apaguei as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados, como a nuvem. Volta-te para Mim, porque Eu te remi.
Jr 30:7 [ú. p.] — [ú. p.] [...] Será tempo de angústia para Jacó; mas ele será resgatado dela.
Se Jacó não tivesse se arrependido anteriormente do pecado de conseguir a primogenitura pela fraude, Deus não teria ouvido sua oração e não teria misericordiosamente lhe preservado a vida. Assim, no tempo de angústia, se o povo de Deus tiver pecados não confessados que surjam diante deles enquanto aterrorizados pelo medo e a angústia, serão abatidos; o desespero lhes cortará a fé, e não terão confiança suficiente para suplicarem a Deus pelo livramento. Mas, ainda que tenham um profundo sendo de sua indignidade, não terão faltas ocultas a revelar. Seus pecados foram eliminados pelo sangue expiatório de Cristo, e não os podem trazer à lembrança. — Patriarcas e profetas, p. 202.
5B) Descreva o fervor e a intensidade com que devemos buscar a Deus agora. Mateus 11:12.
Mt 11:12 — E, desde os dias de João Batista até agora, o reino do Céu é tomado à força, e os que se utilizam da força apoderam-se dele.
[Mateus 11:12 é citado.] A violência de que aqui se fala é um santo fervor, como o manifestado por Jacó. Não precisamos nos agitar à procura de uma sensação intensa; mas, sim, devemos calma e persistentemente elevar nossas petições ao trono da graça. Nossa obra é humilhar o coração perante Deus, confessando nossos pecados, e com fé nos aproximando dEle. — Para conhecê-lO, p. 272.
Em sua angústia, os justos terão um profundo senso de sua indignidade, e com muitas lágrimas reconhecerão seu completo desmerecimento, e, como Jacó, pleitearão as promessas de Deus por meio de Cristo, feitas para esses dependentes, desamparados e arrependidos pecadores. — The Spirit of Prophecy, vol. 1, pp. 121 e 122.
Sexta-feira, 28 de agosto - PARA VOCÊ REFLETIR
1. Por que Deus sabiamente escolheu não revelar a data em que o tempo de graça termina?
2. Como posso estar em risco de ser descuidado com minha condição espiritual?
3. O que acontece quando Jesus encerra Sua obra como nosso Mediador?
4. Que dois enganos opostos colocam em perigo nossa confissão de pecados?
5. Como posso cultivar mais zelosamente um real fervor para com Deus, semelhante ao de Jacó?