Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o Senhor será a minha luz (Miqueias 7:8).
[Deus] fez Davi passar debaixo da vara, mas não o destruiu; o forno purifica, mas não consome. — Patriarcas e profetas, p. 738.
Estudo adicional: Patriarcas e profetas, pp. 727-738 (capítulo 72: “A rebelião de Absalão”).
Domingo, 14 de março - 1. AMARGOS EFEITOS DO PECADO
1A) Explique as mudanças que se instalaram após o pecado de Davi. Provérbios 6:32 e 33.
Pv 6:32 e 33 — O que adultera com uma mulher é falto de entendimento; destrói a sua alma o que tal faz. 33 Achará castigo e vilipêndio, e o seu opróbrio nunca se apagará.
Embora Davi tenha se arrependido do pecado, alcançado perdão e sido aceito pelo Senhor, teve de enfrentar a terrível colheita da semente que ele mesmo havia plantado. As punições sobre ele e sua casa testificam da aversão de Deus contra o pecado. [...]
A transgressão de Davi mudou sua relação para com Deus. O Senhor não podia, de maneira alguma, aprovar a iniquidade. Não podia exercer Sua força para proteger Davi dos resultados do próprio pecado como o havia protegido da inimizade de Saul.
Houve grande mudança no próprio Davi. Seu espírito quebrantou-se pela consciência do pecado e pelos resultados de longo alcance. Sentiu-se humilhado aos olhos dos súditos. Sua influência se enfraqueceu. Até então, sua prosperidade tinha sido atribuída à conscienciosa obediência aos mandamentos do Senhor. Mas agora, ao conhecerem o pecado do rei, os súditos seriam levados a pecar mais livremente. Sua autoridade na própria casa, a reivindicação ao respeito e à obediência dos filhos, foram enfraquecidas. Um sentimento de culpa o mantinha em silêncio quando deveria condenar o pecado, fazendo enfraquecer seu braço para executar justiça na própria casa. O mau exemplo exerceu influência sobre os filhos, e Deus não interveio para impedir o resultado. O Senhor permitiria que as coisas seguissem seu curso natural, e, assim, Davi foi severamente castigado. — Patriarcas e profetas, p. 723.
Segunda- feira 15 de março - 2. INIQUIDADE NOS FILHOS
2A) O que está escrito sobre Amnon, o filho primogênito de Davi? 2 Samuel 13:1, 2, 10-16. Por que o rei deixou de cumprir suas convicções a respeito da atitude violenta do filho? 2 Samuel 13:21; Romanos 2:1.
2Sm 13:1, 2, 10-16 — E aconteceu, depois disso, que, tendo Absalão, filho de Davi, uma irmã formosa, cujo nome era Tamar, Amnom, filho de Davi, amou-a. 2 E angustiou-se Amnom, até adoecer, por Tamar, sua irmã, porque era virgem; e parecia, aos olhos de Amnom, dificultoso fazer-lhe coisa alguma. [...] 10 Então, disse Amnom a Tamar: Traze a comida à câmara e comerei da tua mão. E tomou Tamar os bolos que fizera e os trouxe a Amnom, seu irmão, à câmara. 11 E, chegando-lhos, para que comesse, pegou dela e disse-lhe: Vem, deita-te comigo, irmã minha. 12 Porém ela lhe disse: Não, irmão meu, não me forces, porque não se faz assim em Israel; não faças tal loucura. 13 Porque, aonde iria eu com a minha vergonha? E tu serias como um dos loucos de Israel. Agora, pois, peço-te que fales ao rei, porque não me negará a ti. 14 Porém ele não quis dar ouvidos à sua voz; antes, sendo mais forte do que ela, a forçou e se deitou com ela. 15 Depois, Amnom a aborreceu com grandíssimo aborrecimento, porque maior era o aborrecimento com que a aborrecia do que o amor com que a amara. E disse-lhe Amnom: Levanta-te e vai-te. 16 Então, ela lhe disse: Não há razão de me despedires assim; maior seria este mal do que o outro que já me tens feito. Porém não lhe quis dar ouvidos.
2Sm 13:21 — E, ouvindo o rei Davi todas essas coisas, muito se acendeu em ira.
Rm 2:1 — Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.
Davi permitiu que o crime vergonhoso de Amnon, o primogênito, passasse impune, sem repreensão. A Lei declarava morte ao adúltero, e o crime antinatural de Amnon o tornava duplamente culpado. Mas Davi, sentindo o próprio pecado, falhou em levar o criminoso à justiça. — Patriarcas e profetas, p. 727.
2B) O que devemos entender da forma como Amnon foi levado à justiça? 2 Samuel 13:28, 29 e 32; Provérbios 29:15.
2Sm 13:28, 29 e 32 — E Absalão deu ordem aos seus moços, dizendo: Tomai sentido; quando o coração de Amnom estiver alegre do vinho, e eu vos disser: Feri a Amnom! Então, o matareis; não temais; porventura, não sou eu quem vo-lo ordenou? Esforçai-vos e sede valentes. 29 E os moços de Absalão fizeram a Amnom como Absalão lho havia ordenado. Então, todos os filhos do rei se levantaram, e montaram cada um no seu mulo, e fugiram. [...] 32 Mas Jonadabe, filho de Simeia, irmão de Davi, respondeu e disse: Não diga o meu Senhor que mataram a todos os jovens filhos do rei, porque só morreu Amnom; porque assim o tinha resolvido fazer Absalão, desde o dia em que ele forçou a Tamar, sua irmã.
Pv 29:15 — A vara é a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe.
Como os demais filhos de Davi, Amnon foi entregue à transigência egoísta. Ele procurou satisfazer cada pensamento do próprio coração, sem levar em conta as exigências de Deus. Apesar de seu grande pecado, Deus o poupou por muito tempo. Por dois anos inteiros, teve a oportunidade de se arrepender, mas continuou em pecado, e com a culpa sobre si, foi abatido pela morte, para aguardar o terrível tribunal do juízo. [...]
Quando pais ou líderes negligenciam o dever de punir a iniquidade, o próprio Deus tomará o caso nas mãos. Seu poder de restrição será, em certa medida, removido dos agentes do mal, de modo que surgirá uma série de circunstâncias que punirão o pecado com o pecado. — Ibidem, pp. 727 e 728.
2C) Como Davi lidou com o crime de Absalão? 2 Samuel 13:38 e 39; 2 Samuel 14:21-24 e 28.
2Sm 13:38 e 39 — Assim, Absalão fugiu e foi para Gesur; esteve ali três anos. 39 Então, tinha o rei Davi saudades de Absalão, porque já se tinha consolado acerca de Amnom, que era morto.
2Sm 14:21-24 e 28 — Então, o rei disse a Joabe: Eis que fiz isto. Vai, pois, e torna a trazer o jovem Absalão. 22 Então, Joabe se prostrou sobre o seu rosto em terra, e se inclinou, e o agradeceu ao rei, e disse: Hoje, conheceu o teu servo que achei graça aos teus olhos, ó rei, meu Senhor, porque o rei fez segundo a palavra do teu servo. 23 Levantou-se, pois, Joabe, e foi a Gesur, e trouxe Absalão a Jerusalém. 24 E disse o rei: Torne para a sua casa e não veja a minha face. Tornou, pois, Absalão para a sua casa e não viu a face do rei. [...] 28 Assim, ficou Absalão dois anos inteiros em Jerusalém e não viu a face do rei.
Davi, sentindo que o crime do filho exigia alguma punição, impediu-o de voltar. [...]
Embora amasse ternamente esse belo e talentoso filho, [Davi] considerou necessário, como lição, tanto para o príncipe quanto para o povo, que o repúdio a tal crime fosse manifesto. Absalão viveu dois anos na própria casa, mas banido da corte. — Ibidem, pp. 728 e 729.
Terça-feira, 16 de março - 3. CARISMA, ENCANTO… E TRAIÇÃO
3A) Que fatores tornaram Absalão atraente para o povo, e como ele manipulou isso com astúcia em proveito próprio, já que o rei inadvertidamente o recebia passo a passo? 2 Samuel 14:25 e 26; 2 Samuel 15:1-6.
2Sm 14:25 e 26 — Não havia, porém, em todo o Israel homem tão belo e tão aprazível como Absalão; desde a planta do pé até à cabeça, não havia nele defeito algum. 26 E, quando tosquiava a sua cabeça (e sucedia que no fim de cada ano a tosquiava, porquanto muito lhe pesava, e por isso a tosquiava), pesava o cabelo da sua cabeça duzentos siclos, segundo o peso real.
2Sm 15:1-6 — E aconteceu, depois disso, que Absalão fez aparelhar carros, e cavalos, e cinquenta homens que corressem adiante dele. 2 Também Absalão se levantou pela manhã e parava a uma banda do caminho da porta. E sucedia que a todo o homem que tinha alguma demanda para vir ao rei a juízo, o chamava Absalão a si e lhe dizia: De que cidade és tu? E dizendo ele: De uma das tribos de Israel é teu servo; 3 então, Absalão lhe dizia: Olha, os teus negócios são bons e retos, porém não tens quem te ouça da parte do rei. 4 Dizia mais Absalão: Ah! Quem me dera ser juiz na terra, para que viesse a mim todo o homem que tivesse demanda ou questão, para que lhe fizesse justiça! 5 Sucedia também que, quando alguém se chegava a ele para se inclinar diante dele, ele estendia a sua mão, e pegava dele, e o beijava. 6 E desta maneira fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo; assim, furtava Absalão o coração dos homens de Israel.
A irmã [de Absalão] morava com ele, e sua presença mantinha viva a lembrança do erro irreparável que ela havia sofrido. Na opinião popular, o príncipe era um herói e não um criminoso. [...] O rei não foi sábio ao deixar um homem do tipo de Absalão — ambicioso, impulsivo e apaixonado — a nutrir supostas ofensas por dois anos. E a atitude de Davi ao permitir que o filho retornasse a Jerusalém, mas ainda recusando-se a recebê-lo em sua presença, ajudou a reunir as simpatias do povo a favor do jovem.
Com a lembrança da própria transgressão da Lei de Deus sempre diante de si, Davi parecia moralmente paralisado; estava fraco e indeciso onde antes do pecado teria sido corajoso e decidido. Sua influência sobre o povo enfraqueceu. [...]
Pela influência de Joabe, Absalão foi novamente recebido na presença do pai; mas, embora houvesse uma reconciliação externa, o jovem continuou com o plano ambicioso. Agora, assumia uma posição quase real, com carros e cavalos, e cinquenta homens que corriam adiante dele. E enquanto o rei estava cada vez mais inclinado a desejar aposentadoria e isolamento, Absalão cortejava sedutoramente o favor popular.
A influência da apatia e da indecisão de Davi se estendeu aos subordinados; negligência e atraso caracterizavam a execução da justiça. Absalão habilmente tirava vantagem de toda causa de insatisfação. Dia após dia, esse homem de aparência nobre podia ser visto nos portões da cidade, onde uma multidão de suplicantes esperava para apresentar demandas em busca de justiça. Absalão se unia a eles e lhes ouvia as queixas, expressando simpatia por seus sofrimentos e pesar pela ineficiência do governo. [...] [2 Samuel 15:3 e 5 é citado.]
As insinuações astutas do príncipe criaram um descontentamento contra o governo, que se espalhava rapidamente. O louvor a Absalão estava na boca de todos. Ele era geralmente considerado o herdeiro do reino; as pessoas olhavam para ele com orgulho, como se fosse digno dessa alta posição, e despertou-se o desejo de que ele pudesse ocupar o trono. [2 Samuel 15:6 é citado.] No entanto, o rei, cego pelo afeto para com o filho, não suspeitava de nada. Davi considerava a condição principesca que Absalão havia assumido como uma demonstração de honra à corte. — Patriarcas e profetas, pp. 729 e 730.
Quarta-feira, 17 de março - 4. O DESENVOLVIMENTO DA CRISE
4A) Explique o plano hipócrita de Absalão. 2 Samuel 15:7-12; Salmos 55:21.
2Sm 15:7-12 — E aconteceu, pois, ao cabo de quarenta anos, que Absalão disse ao rei: Deixa-me ir pagar em Hebrom o meu voto que votei ao Senhor. 8 Porque morando eu em Gesur, na Síria, votou o teu servo um voto, dizendo: Se o Senhor outra vez me fizer tornar a Jerusalém, servirei ao Senhor. 9 Então, lhe disse o rei: Vai em paz. Levantou-se, pois, e foi para Hebrom. 10 E enviou Absalão espias por todas as tribos de Israel, dizendo: Quando ouvirdes o som das trombetas, direis: Absalão reina em Hebrom. 11 E de Jerusalém foram com Absalão duzentos homens convidados, porém iam na sua simplicidade, porque nada sabiam daquele negócio. 12 Também Absalão mandou vir Aitofel, o gilonita, do conselho de Davi, à sua cidade de Gilo, estando ele sacrificando os seus sacrifícios; e a conjuração se fortificava, e vinha o povo e se aumentava com Absalão.
Sl 55:21 — A sua boca era mais macia do que a manteiga, mas no seu coração, guerra; as suas palavras eram mais brandas do que o azeite; todavia, eram espadas nuas.
O maior ato de hipocrisia da parte de Absalão se destinava não apenas a cegar o rei, mas a firmar a confiança do povo, e, assim, levá-lo à rebelião contra o rei que Deus havia escolhido. — Patriarcas e profetas, p. 730.
4B) Relate as surpreendentes notícias levadas a Davi, e as medidas estratégicas que tomou. 2 Samuel 15:13-17. Qual foi o nobre objetivo do rei ao tomar essa atitude?
2Sm 15:13-17 — Então, veio um mensageiro a Davi, dizendo: O coração de cada um em Israel segue a Absalão. 14 Disse, pois, Davi a todos os seus servos que estavam com ele em Jerusalém: Levantai-vos, e fujamos, porque não poderíamos escapar diante de Absalão. Dai-vos pressa a caminhar, para que porventura não se apresse ele, e nos alcance, e lance sobre nós algum mal, e fira a cidade a fio de espada. 15 Então, os servos do rei disseram ao rei: Eis aqui os teus servos, para tudo quanto determinar o rei, nosso Senhor. 16 E saiu o rei, com toda a sua casa, a pé; deixou, porém, o rei dez mulheres concubinas, para guardarem a casa. 17 Tendo, pois, saído o rei com todo o povo a pé, pararam num lugar distante.
Em seu grande perigo, Davi sacudiu a depressão que o controlou por tanto tempo, e com o espírito dos primeiros anos, preparou-se para enfrentar a terrível emergência. Absalão estava reunindo forças em Hebrom, a apenas trinta quilômetros do palácio. Os rebeldes logo estariam nos portões de Jerusalém.
De seu palácio, Davi contemplou sua capital — “Formosa de sítio e alegria de toda a Terra [...] a cidade do grande Rei” (Salmos 48:2). Estremeceu à ideia de expô-la à carnificina e devastação. Deveria convocar os súditos ainda leais ao trono e tomar posição para guardar a capital? Deveria permitir que Jerusalém recebesse um banho de sangue? Sua decisão estava tomada. Os horrores da guerra não devem cair sobre a cidade escolhida. Deixaria Jerusalém e depois testaria a fidelidade de seu povo, dando-lhes a chance de se unirem para apoiá-lo. Nessa grande crise, era seu dever para com Deus e para com seu povo manter a autoridade que o Céu lhe havia investido. Ele confiaria o resultado do conflito às mãos de Deus. — Ibidem, p. 731.
4C) Nessa hora trágica, como Davi foi consolado, especialmente pela fé de homens como Itai, o geteu? 2 Samuel 15:18-23; Miqueias 7:8.
2Sm 15:18-23 — E todos os seus servos iam a seu lado, como também todos os quereteus e todos os peleteus; e todos os geteus, seiscentos homens que vieram de Gate a pé, caminhavam diante do rei. 19 Disse, pois, o rei a Itai, o geteu: Por que irias tu também conosco? Volta, e fica-te com o rei, porque estranho és, e também te tornarás a teu lugar. 20 Ontem, vieste, e te levaria eu hoje conosco a caminhar? Pois força me é ir aonde quer que puder ir; volta, pois, e torna a levar teus irmãos contigo, com beneficência e fidelidade. 21 Respondeu, porém, Itai ao rei e disse: Vive o Senhor, e vive o rei, meu Senhor, que no lugar em que estiver o rei, meu Senhor, seja para morte seja para vida, aí certamente estará também o teu servidor. 22 Então, Davi disse a Itai: Vem, pois, e passa adiante. Assim, passou Itai, o geteu, e todos os seus homens, e todas as crianças que havia com ele. 23 E toda a terra chorava a grandes vozes, passando todo o povo; também o rei passou o ribeiro de Cedrom, e passou todo o povo na direção do caminho do deserto.
Mq 7:8 — Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o Senhor será a minha luz.
Davi, com o altruísmo característico, não podia consentir que esses estranhos que haviam buscado sua proteção se envolvessem em sua calamidade. [...] Esses homens haviam se convertido do paganismo à adoração a Jeová, e agora nobremente provavam sua fidelidade a Deus e a seu rei. Davi, com o coração agradecido, aceitou a devoção deles à causa que aparentemente naufragava. — Ibidem, pp. 731 e 732.
Quinta-feira, 18 de março - 5. NOBREZA NO SOFRIMENTO
5A) Embora Davi ansiasse por manter consigo a arca sagrada de Deus, que decisão altruísta tomou? 2 Samuel 15:24-29.
2Sm 15:24-29 — Eis que também Zadoque ali estava, e com ele todos os levitas que levavam a arca do concerto de Deus; e puseram ali a arca de Deus; e subiu Abiatar, até que todo o povo acabou de sair da cidade. 25 Então disse o rei a Zadoque: Torna a levar a arca de Deus à cidade; se achar eu graça aos olhos do Senhor, Ele me tornará a trazer para lá e me deixará ver a ela e a Sua habitação. 26 Se, porém, disser assim: Não tenho prazer em ti; eis-me aqui, faça de mim como parecer bem aos Seus olhos. 27 Disse mais o rei a Zadoque, o sacerdote: Não és tu, porventura, o vidente? Torna, pois, em paz para a cidade, e convosco também vossos dois filhos, Aimaás, teu filho, e Jônatas, filho de Abiatar. 28 Olhai que me demorarei nas campinas do deserto até que tenha novas vossas. 29 Zadoque, pois, e Abiatar tornaram a levar para Jerusalém a arca de Deus; e ficaram ali.
Como governante divinamente indicado da herança de Deus, [Davi] estava sob solene responsabilidade. [...] Sem autorização divina, nem sacerdote nem rei tinham o direito de remover dali o símbolo da presença do Senhor. E Davi sabia que seu coração e vida deveriam estar em harmonia com os preceitos divinos; caso contrário, a arca seria um meio para o desastre e não para o sucesso. Seu grande pecado estava sempre diante de si. Reconheceu nessa conspiração o justo juízo de Deus. — Patriarcas e profetas, p. 732.
5B) Como todo pecador pode ser confortado pela esperança que Davi expressou nessa hora sombria? 2 Samuel 15:30; 2 Samuel 16:5-12; Salmos 3:1-3.
2Sm 15:30 — E subiu Davi pela subida das Oliveiras, subindo e chorando, e com a cabeça coberta; e caminhava com os pés descalços; e todo o povo que ia com ele cobria cada um a sua cabeça, e subiam chorando sem cessar.
2Sm 16:5-12 — E, chegando o rei Davi a Baurim, eis que dali saiu um homem da linhagem da casa de Saul, cujo nome era Simei, filho de Gera; e, saindo, ia amaldiçoando. 6 E apedrejava com pedras a Davi e a todos os servos do rei Davi, ainda que todo o povo e todos os valentes iam à sua direita e à sua esquerda. 7 E, amaldiçoando-o Simei, assim dizia: Sai, sai, homem de sangue e homem de Belial! 8 O Senhor te deu agora a paga de todo o sangue da casa Saul, em cujo lugar tens reinado; já deu o Senhor o reino na mão de Absalão, teu filho; e eis-te agora na tua desgraça, porque és um homem de sangue. 9 Então, disse Abisai, filho de Zeruia, ao rei: Por que amaldiçoaria este cão morto ao rei, meu senhor? Deixa-me passar, e lhe tirarei a cabeça. 10 Disse, porém, o rei: Que tenho eu convosco, filhos de Zeruia? Ora, deixai-o amaldiçoar, pois, se o Senhor lhe disse: Amaldiçoa a Davi, quem, pois, diria: Por que assim fizeste? 11 Disse mais Davi a Abisai e a todos os seus servos: Eis que meu filho, que descendeu de mim, procura a minha morte, quanto mais ainda este filho de Benjamim? Deixai-o; que amaldiçoe, porque o Senhor lho disse. 12 Porventura, o Senhor olhará para a minha miséria e o Senhor me pagará com bem a sua maldição deste dia.
Sl 3:1-3 — Senhor, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim. 2 Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus. 3 Mas Tu, Senhor, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça.
Davi não profere murmuração alguma. O salmo mais eloquente que já cantou [Salmo 3] foi quando estava subindo o Monte das Oliveiras. — Vidas que falam, p. 181.
Enquanto Davi subia o Monte das Oliveiras, [...] o Senhor o contemplava com piedade. Davi estava vestido de saco, e sua consciência o fustigava. Os sinais externos de humilhação confirmavam o arrependimento. Em declarações sentidas, e de coração partido, apresentou seu caso a Deus, e o Senhor não abandonou Seu servo. Davi nunca foi tão querido ao coração do Amor Infinito como quando, ferido pela consciência, fugia para salvar a vida da mão dos inimigos, que haviam sido levados à rebelião pelo próprio filho. — O maior discurso de Cristo, p. 11.
Sexta-feira, 19 de março - PARA VOCÊ REFLETIR
1. Por que Davi, geralmente forte, parecia ter caído em um estado de paralisante torpor?
2. Como podemos evitar a prática dos erros da vida familiar de Davi?
3. Que fatores podem criar um Absalão dentro da igreja?
4. Relate algumas evidências da nobreza de Davi durante esse período.
5. Por que Davi podia confiar em Deus mesmo nesse momento doloroso?