E crescia a Palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé (Atos 6:7).
[Atos 6:7 é citado aqui.] Essa colheita de almas era tanto o resultado de maior liberdade garantida aos apóstolos quanto do zelo e poder demonstrados pelos sete diáconos. — Atos dos apóstolos, p. 90.
Estudo adicional: Atos dos apóstolos, pp. 87-101 (capítulo 9: “Os sete diáconos”).
Domingo, 16 de maio - 1. SUSPEITAS DESPERTADAS
1A) Visto que o Senhor fez a igreja crescer, como Satanás furtivamente se infiltrou na natureza humana decaída para promover discórdia e crise? Atos 6:1.
At 6:1 — Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano.
O coração dos que se converteram pelo trabalho dos apóstolos abrandou-se e uniu-se pelo amor cristão. Apesar dos preconceitos anteriores, todos estavam em harmonia uns com os outros. Satanás sabia que, enquanto essa união continuasse a existir, ele seria impotente para impedir o progresso da verdade do evangelho; e procurou tirar vantagem de antigos hábitos de pensamento na esperança de que, por meio disso, pudesse introduzir na igreja elementos de desunião.
Então aconteceu que, à medida que o número de discípulos se multiplicava, o inimigo conseguiu despertar as suspeitas de alguns que antigamente tinham o hábito de olhar com inveja para os irmãos de fé, e de criticar os líderes espirituais; desse modo, “houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus” (Atos 6:1). A causa da queixa foi a suposta negligência do atendimento diário para auxílio das viúvas gregas. Qualquer desigualdade seria contrária ao espírito do evangelho, mas, mesmo assim, Satanás conseguiu levantar suspeitas. — Atos dos apóstolos, pp. 87 e 88.
Segunda-feira, 17 de maio - 2. A SOLUÇÃO É ENCONTRADA
2A) O que devemos aprender do plano proposto para evitar que os apóstolos fossem afastados da tarefa de levar a mensagem do evangelho ao mundo? Atos 6:2-4.
At 6:2-4 — E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a Palavra de Deus e sirvamos às mesas. 3 Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. 4 Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da Palavra.
Um ministro não pode se manter no melhor estado espiritual enquanto é chamado para resolver pequenas dificuldades em diversas igrejas. Ele não foi designado para essa obra. Deus deseja usar cada faculdade de Seus mensageiros escolhidos. Sua mente não deve ser sobrecarregada por longas reuniões noturnas de comissão, pois Deus deseja que todo o potencial do cérebro seja usado para proclamar o evangelho com clareza e vigor, como é em Cristo Jesus. [...]
É um grande erro manter um ministro dotado de poder para pregar o evangelho trabalhando constantemente em assuntos de negócios. Aquele que apresenta a Palavra da vida não deve aceitar muitos fardos. [...]
As finanças da causa devem ser devidamente administradas por homens de negócios capacitados; mas pregadores e evangelistas estão incumbidos de outro ramo de trabalho. Que a administração dos assuntos financeiros repouse sobre outros, mas não sobre aqueles que foram separados para a obra da pregação do evangelho. — Evangelismo, pp. 91 e 92.
2B) Como a igreja reagiu à ideia — e que benefício resultou disso? Atos 6:5-7.
At 6:5-7 — E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; 6 e os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. 7 E crescia a Palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.
A nomeação dos sete para assumirem ramos especiais da obra se mostrou uma grande bênção para a igreja. Esses oficiais deram atenção cuidadosa tanto às necessidades individuais quanto aos interesses financeiros gerais da igreja [...].
Os resultados imediatos que foram vistos revelam que esse passo estava nos planos de Deus. [Atos 6:7 é citado aqui.] — Atos dos apóstolos, p. 89.
Há anos, o Senhor tem nos instruído a escolher homens sábios — homens dedicados a Deus; homens que conhecem os princípios celestiais; homens que aprenderam o que significa andar com Deus — a fim de encarregá-los da responsabilidade de cuidar dos negócios relacionados à nossa obra. Isso está de acordo com o plano bíblico, conforme a descrição do capítulo seis de Atos. Precisamos estudar esse plano, pois é aprovado por Deus. — The Review and Herald, 5 de outubro de 1905.
Terça-feira, 18 de maio - 3. À ALTURA DO CHAMADO
3A) Explique as qualificações próprias de um diácono (um cargo específico que exige ordenação, embora às vezes esse título seja mal aplicado quando se refere ao porteiro ou zelador da propriedade da igreja). 1 Timóteo 3:8-13.
1Tm 3:8-13 — Da mesma sorte os diáconos sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância, 9 guardando o mistério da fé em uma pura consciência. 10 E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis. 11 Da mesma sorte as mulheres sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo. 12 Os diáconos sejam maridos de uma mulher e governem bem seus filhos e suas próprias casas. 13 Porque os que servirem bem como diáconos adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus.
O fato de [os sete diáconos] terem sido ordenados para a obra especial de cuidar das necessidades dos pobres não os proibia de ensinar a fé. Ao contrário, eram totalmente preparados para instruir a outros na verdade; e se empenharam na obra com grande fervor e sucesso.
Confiou-se à igreja primitiva uma obra de constante expansão — estabelecer centros de luz e bênção onde quer que existissem pessoas honestas e dispostas a se dedicarem ao serviço de Cristo. — Atos dos apóstolos, p. 90.
3B) O que podemos aprender das qualidades que tornaram Estêvão especialmente eficiente em sua vocação como diácono? Atos 6:8; 2 Timóteo 2:15.
At 6:8 — E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.
2Tm 2:15 — Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade.
Estêvão, o principal dos sete diáconos, era um homem de profunda piedade e grande fé. Embora fosse judeu de nascimento, falava a língua grega e estava familiarizado com os usos e costumes dos gregos. Portanto, achou oportunidade de pregar o evangelho nas sinagogas dos judeus gregos. Era muito ativo na causa de Cristo e corajosamente proclamava a fé. Rabinos eruditos e doutores da lei se envolviam em debate público com ele, confiando que teriam uma vitória fácil. Mas “não podiam resistir à sabedoria e ao espírito com que falava” [Atos 6:10 ]. — Ibidem, p. 97.
A fim de crescer na graça e no conhecimento da verdade, os obreiros devem ter uma experiência variada. Isso será mais bem aprendido na obra que se expande em novos campos, em diferentes localidades, onde entrarão em contato com todas as classes de pessoas e com muitos tipos de mente, e onde vários tipos de trabalho serão necessários para atender às necessidades de muitos e variados corações. Isso leva o verdadeiro obreiro a Deus e à Bíblia em busca de luz, força e conhecimento a fim de que esteja plenamente qualificado para atender às necessidades do povo. — Testemunhos para a igreja, vol. 2, p. 642.
O Espírito de Deus tem operado na mente e no coração dos homens, e devemos trabalhar em harmonia com Ele. — Ibidem, vol. 6, p. 55.
Quarta-feira, 19 de maio - 4. A PERSEGUIÇÃO NÃO É SURPRESA
4A) Fervilhando com o amargor da inveja, como o inimigo das almas despertou uma oposição enganosa contra Estêvão? Atos 6:8-14.
At 6:8-14 — E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9 E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos Libertos, e dos cireneus, e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão. 10 E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava. 11 Então, subornaram uns homens para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus. 12 E excitaram o povo, os anciãos e os escribas; e, investindo com ele, o arrebataram e o levaram ao conselho. 13 Apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras blasfemas contra este santo lugar e a Lei; 14 porque nós lhe ouvimos dizer que esse Jesus Nazareno há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos deu.
Estêvão, cheio de fé, operava grandes maravilhas e milagres entre o povo. Grande ira tomou conta dos líderes judeus quando viram sacerdotes renunciando às tradições, aos sacrifícios e ofertas, e aceitando a Jesus como o grande sacrifício. Com poder do alto, Estêvão condenava os incrédulos sacerdotes e anciãos e exaltava Jesus perante eles. Eles não conseguiam resistir à sabedoria e ao poder com que Estêvão falava, e ao descobrirem que nada podiam fazer para vencê-lo, contrataram homens para testemunhar falsamente que o tinham ouvido falar blasfêmias contra Moisés e contra Deus. — Primeiros escritos, p. 197.
4B) Como nosso Mestre advertiu contra essas coisas — e que palavras do salmista podem nos trazer esperança? Mateus 10:16 e 17; Salmos 31:18-20.
Mt 10:16 e 17 — Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. 17 Acautelai-vos, porém, dos homens, porque eles vos entregarão aos sinédrios e vos açoitarão nas suas sinagogas.
Sl 31:18-20 — Emudeçam os lábios mentirosos que dizem coisas más com arrogância e desprezo contra o justo. 19 Oh! Quão grande é a Tua bondade, que guardaste para os que Te temem, e que Tu mostraste àqueles que em Ti confiam na presença dos filhos dos homens! 20 Tu os esconderás, no secreto da Tua presença, das intrigas dos homens; ocultá-los-ás, em um pavilhão, da contenda das línguas.
O coração dos homens não é mais suave hoje do que quando Cristo andava na Terra. Eles farão tudo ao seu alcance para ajudar o grande adversário a dificultar as coisas ao máximo para os servos de Cristo, assim como o povo fez com Jesus quando Ele andava na Terra. Açoitarão com a língua da calúnia e da falsidade. Criticarão e usarão contra o servo de Deus os próprios esforços que o Senhor o está levando a fazer. Com más suspeitas, verão fraude e desonestidade onde tudo está certo e onde existe integridade perfeita. Atribuirão intenções egoístas aos servos de Deus quando Ele próprio os está conduzindo; se Deus o exigisse, esses servos entregariam até mesmo a vida para fazer a causa avançar. —Testemunhos para a igreja, vol. 4, p. 234.
4C) O que foi digno de nota em Estêvão enquanto era acusado? Atos 6:15.
At 6:15 — Então, todos os que estavam assentados no conselho, fixando os olhos nele, viram o seu rosto como o rosto de um anjo.
A gloriosa luz do semblante de Cristo resplandeceu sobre Estêvão com tal poder que até seus inimigos viram o rosto dele brilhando como a face de um anjo. — Mensagens aos jovens, p. 113.
Quinta-feira, 20 de maio - 5. TESTEMUNHANDO ATRAVÉS DO MARTÍRIO
5A) Descreva a reação do conselho depois que Estêvão concluiu abertamente um amplo resumo da rebelde nação hebraica. Atos 7:51-57. Até onde a fúria os levou? Atos 7:58 e 59.
At 7:51-57 — Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim, vós sois como vossos pais. 52 A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Até mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora fostes traidores e homicidas; 53 vós que recebestes a Lei por ordenação dos anjos e não a guardastes. 54 E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seu coração e rangiam os dentes contra ele. 55 Mas ele, estando cheio do Espírito Santo e fixando os olhos no Céu, viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus, 56 e disse: Eis que vejo os Céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus. 57 Mas eles gritaram com grande voz, taparam os ouvidos e arremeteram unânimes contra ele.
At 7:58 e 59 — E, expulsando-o da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo. 59 E apedrejaram a Estêvão, que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.
5B) Por que nosso coração pode ser animado pelo final dessa história? Atos 7:60.
At 7:60 — E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu.
Em todas as épocas, os mensageiros escolhidos de Deus têm sido insultados e perseguidos; porém, o conhecimento de Deus se espalhou por meio de suas aflições. Todo discípulo de Cristo deve entrar nas fileiras e levar avante a mesma obra, sabendo que o inimigo nada pode fazer contra a verdade, senão pela verdade. Deus quer que a verdade seja levada avante e se torne um assunto de estudo e consideração, mesmo através do desprezo demonstrado contra ela. O espírito do povo deve ser agitado; cada controvérsia, crítica e esforço para restringir a liberdade de consciência são instrumentos de Deus para despertar as mentes que, do contrário, ficariam dormentes.
Quantas vezes se viu esse resultado na história dos mensageiros de Deus! Quando o nobre e eloquente Estêvão foi apedrejado até a morte por instigação do conselho do Sinédrio, não houve prejuízo para a causa do evangelho. A luz do Céu a iluminar-lhe o rosto e a compaixão divina transmitida por sua prece agonizante penetraram fundo, como uma seta afiada de convicção, nos membros extremistas do Sinédrio ali presentes. — O maior discurso de Cristo, pp. 33 e 34.
Sexta-feira, 21 de maio - PARA VOCÊ REFLETIR
1. Como o inimigo tenta se intrometer até mesmo em atos de caridade?
2. Por que a ordenação de diáconos é tão útil para as igrejas locais?
3. Mesmo que eu não seja chamado para ser diácono, o que posso aprender com Estevão?
4. Tendo em vista esta lição, por que devo ter muito cuidado ao falar de alguém?
5. Embora a obra de Estevão tenha sido interrompida, por que ainda era de grande valor?