LIÇÃO 04
Glória dentro de uma masmorra
3º trimestre de 2021
A glória de Deus tem penetrado nas paredes da prisão, inundando com gloriosos raios de luz celestial a mais escura masmorra. Seus santos podem sofrer, mas esses sofrimentos irão, semelhante aos dos apóstolos da antiguidade, espalhar a fé, conquistar almas para Cristo e glorificar Seu santo nome. — Olhando para o alto, p. 315.
O Senhor sabe tudo a respeito de Seus servos fiéis que, por amor a Ele, estão presos ou foram banidos para ilhas desertas. Ele os conforta com a própria presença. Quando o crente comparece diante de tribunais injustos por amor à verdade, Cristo está ao seu lado. Todas as acusações que recaem sobre ele também recaem sobre Cristo. Jesus é condenado novamente na pessoa de Seu discípulo. Quando alguém é encarcerado dentro das paredes de um presídio, Cristo eleva o coração com Seu amor. — O Desejado de Todas as Nações, p. 669.
Espantados, os outros presos ouviam o som de orações e cânticos vindos do cárcere interno. Estavam acostumados a ouvir gritos e gemidos, palavrões e maldições a quebrar o silêncio da noite; mas nunca tinham ouvido palavras de oração e louvor subindo daquela cela sombria. Guardas e prisioneiros ficaram maravilhados e se perguntavam sobre quem poderiam ser tais homens que, sob frio, fome e tortura, ainda podiam se alegrar. — Atos dos apóstolos, pp. 213 e 214.
Paulo e Silas sofreram a perda de tudo. Padeceram açoites e foram jogados de qualquer maneira no chão frio de uma masmorra, na posição mais dolorosa, com os pés elevados e presos ao tronco. Será que o carcereiro ouviu queixas e reclamações? Ah, não! Do cárcere interno, vozes quebraram o silêncio da meia-noite com cânticos de alegria e louvor a Deus. Esses discípulos foram animados por um profundo e fervente amor pela causa do Redentor, por quem sofreram.
À medida que a verdade de Deus enche nosso coração, absorve as afeições e controla a vida, também sentiremos alegria ao sofrer por causa da verdade. Nenhum muro de prisão, nenhuma estaca de mártir pode então nos intimidar ou nos prejudicar na grande obra. Venha, ó minh’alma, ao Calvário. Marque a vida humilde do Filho de Deus. Ele era “um homem de dores e experimentado no trabalho”. Contemple Sua ignomínia, Sua agonia no Getsêmani, e aprenda o que é abnegação. Estamos padecendo necessidade? Assim aconteceu com Cristo, a Majestade do Céu. Mas a pobreza dEle era por nossa causa. Somos classificados como ricos? Ele também. Contudo, concordou em tornar-se pobre por nós, para que, por meio de Sua pobreza, pudéssemos enriquecer. Em Cristo, vemos a abnegação exemplificada. [...] Não temos feito cinco por cento do que poderíamos fazer caso estivéssemos acordados. — Testemunhos para a igreja, vol. 3, pp. 406 e 407.
Sl 103:13, 17-22 — Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que O temem. [...] 17 Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade sobre aqueles que O temem, e a Sua justiça sobre os filhos dos filhos; 18 sobre aqueles que guardam o Seu concerto, e sobre os que se lembram dos Seus Mandamentos para os cumprirem. 19 O Senhor tem estabelecido o Seu trono nos Céus, e o Seu reino domina sobre tudo. 20 Bendizei ao Senhor, anjos Seus, magníficos em poder, que cumpris as Suas ordens, obedecendo à voz da Sua Palavra. 21 Bendizei ao Senhor, todos os Seus exércitos, vós, ministros Seus, que executais o Seu beneplácito. 22 Bendizei ao Senhor, todas as Suas obras, em todos os lugares do Seu domínio. Bendize, ó minha alma, ao Senhor.
Visto que o decreto emitido pelos vários líderes da cristandade contra os guardadores dos mandamentos removerá a proteção do governo e os entregará ao poder dos que desejam destruí-los, o povo de Deus fugirá das cidades e vilas. [...] Mas muitos de todas as nações e classes sociais, honrados e humildes, ricos e pobres, negros e brancos, serão submetidos à escravidão mais injusta e cruel. Os amados de Deus passarão dias exaustivos, presos em cadeias, trancados pelas grades da cela, condenados à morte, alguns aparentemente deixados a morrer de fome em masmorras escuras e repugnantes. Não há qualquer ouvido humano para escutar seus gemidos; nenhuma mão humana está pronta a ajudá-los.
Será que o Senhor Se esquecerá de Seu povo nessa hora de prova? Será que Se esqueceu do fiel Noé quando os juízos caíram sobre o mundo antediluviano? Esqueceu-Se de Ló quando desceu fogo do céu para consumir as cidades da planície? Esqueceu-Se de José quando estava cercado por idólatras no Egito? Esqueceu-Se de Elias quando o juramento de Jezabel o ameaçou com o mesmo destino dos profetas de Baal? Esqueceu-Se de Jeremias no fosso escuro e sombrio de sua masmorra? Esqueceu-Se dos três nobres na fornalha ardente? Ou de Daniel na cova dos leões? [...]
O Senhor dos Exércitos disse: “Aquele que tocar em vós, toca na menina do Seu olho” (Zacarias 2:8).
Ainda que os inimigos possam jogá-los na prisão, as paredes das masmorras não podem cortar a comunicação entre a alma e Cristo. Aquele que vê cada fraqueza, que conhece todas as provações, está acima de todos os poderes terrestres; e anjos virão até eles em celas solitárias, trazendo luz e paz do Céu. A prisão será como um palácio, pois os ricos na fé habitam ali, e as paredes sombrias serão iluminadas com a luz celestial, como quando Paulo e Silas oravam e cantavam louvores à meia-noite na masmorra de Filipos.
Os juízos de Deus cairão sobre os que tentam oprimir e destruir Seu povo. — O grande conflito, pp. 626 e 627.
A severidade com que o carcereiro tratou os apóstolos não despertou o ressentimento deles, pois teriam permitido o suicídio. Mas o coração deles estava cheio do amor de Cristo e não nutriam maldade contra seus perseguidores. O carcereiro largou a espada e pediu luz. Ele correu até o cárcere interno e prostrou-se diante de Paulo e Silas, implorando perdão. Ele então os levou à sala de audiência e perguntou-lhes: “Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?”
Ele tremia por causa da ira de Deus demonstrada no terremoto; estava pronto a morrer pelas próprias mãos por medo da penalidade da lei romana quando ele pensou que os prisioneiros haviam escapado; mas agora todas essas coisas eram de pouca importância em comparação com o novo e estranho pavor que lhe agitava a mente, e seu desejo de possuir aquela tranquilidade e alegria manifestadas pelos apóstolos sob seu extremo sofrimento e abuso. [...]
Ele via a própria condição deplorável em contraste com a dos discípulos, e com profunda humildade e reverência pediu-lhes que lhe indicassem o caminho da vida. — Sketches from the Life of Paul, pp. 77 e 78.
Fp 1:29 — Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nEle, como também padecer por Ele.
Os trabalhos de Paulo em Filipos resultaram no estabelecimento de uma igreja cujo número de membros aumentava continuamente. O zelo e a devoção [do apóstolo], e, acima de tudo, sua disposição de sofrer por amor a Cristo, exerceram uma influência profunda e duradoura sobre os convertidos. Eles valorizavam as preciosas verdades pelas quais os apóstolos haviam se sacrificado tanto, e se entregaram com coração fervoroso à causa do Redentor. — Idem.
2. Como o sofrimento de Cristo e Seus apóstolos deve me motivar?
3. O que o terremoto em Filipos me ensina sobre o Deus a quem sirvo?
4. Descreva como o cruel carcereiro foi transformado.
5. Que frutos resultaram do chamado de Deus para que Paulo fosse à Macedônia?