“Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que exultem os ossos que esmagaste. [...] Restitui-me a alegria da Tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário” (Salmos 51:8 e 12).
“Deus não exige que abandonemos algo que seja para nosso máximo bem reter. Em tudo o que faz, tem em vista o bem-estar de Seus filhos.” — Caminho a Cristo, p. 46.
Estudo adicional: Caminho a Cristo, pp. 115-126 (capítulo 13: “Regozijo no Senhor”).
Domingo 17 de dezembro - 1. OBEDECENDO COM ALEGRIA
1A) A. Que tipo de obediência Deus aceita, e por quê? Deuteronômio 28:45-47.
Dt 28:45-47 — E todas estas maldições virão sobre ti, e te perseguirão, e te alcançarão, até que sejas destruído; porquanto não ouviste à voz do Senhor teu Deus, para guardares os seus mandamentos, e os seus estatutos, que te tem ordenado; 46 E serão entre ti por sinal e por maravilha, como também entre a tua descendência para sempre. 47 Porquanto não serviste ao Senhor teu Deus com alegria e bondade de coração, pela abundância de tudo.
“A verdadeira religião reconduz o ser humano à harmonia com as leis de Deus, sejam elas físicas, mentais ou morais. Ela ensina autocontrole, serenidade e temperança. A religião enobrece a mente, refina o gosto e santifica o discernimento. Leva a alma a se tornar participante da pureza do Céu. A fé no amor de Deus e na Providência que tudo controla alivia os fardos da ansiedade e das preocupações. Ela preenche o coração com alegria e satisfação tanto na mais elevada quanto na mais humilde condição de vida. A religião tende à promoção da saúde, ao prolongamento da vida e ao crescimento da satisfação de todas as bênçãos que ela traz. Abre para a alma uma fonte infalível de felicidade.” — Patriarcas e profetas, p. 600.
“Ah, se todos os que não aceitaram a Cristo pudessem perceber que Ele tem coisas infinitamente melhores para oferecer do que aquilo que eles mesmos procuram! A pessoa que pensa e age de forma contrária à vontade de Deus está trabalhando contra seus próprios interesses, causando o maior prejuízo e cometendo a maior injustiça contra si mesma. Não existe nenhuma felicidade verdadeira no caminho proibido por Aquele que sabe o que é melhor para nós e que só quer o bem de Suas criaturas. O caminho da desobediência a Deus sempre leva à ruína e à destruição.” — Caminho a Cristo, p. 46.
“Deus deseja derramar sobre homens e mulheres a rica corrente de Seu amor. Ele anseia vê-los sentindo alegria e satisfação por cumprir Sua vontade, usando todos os recursos confiados a eles para promover Seu serviço, ensinando a todos os que estiverem dentro da esfera de sua influência que o caminho para ser tratado como justo por amor de Cristo é obedecer à Lei.” — Orientação da criança, p. 81.
Segunda-feira 18 de dezembro - 2. RESULTADOS NATURAIS
2A) Como a obediência está ligada à alegria? João 14:15; João 15:10 e 11; Provérbios 21:15.
Jo 14:15 — Se me amais, guardai os meus mandamentos.
Jo 15:10 e 11 — Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. 11 Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo.
Pv 21:15 — O fazer justiça é alegria para o justo, mas destruição para os que praticam a iniqüidade.
“No caminho da obediência e do dever não há só contentamento, mas também alegria.” — Conselhos aos professores, pais e estudantes, p. 98.
“O conceito fundamental dos mundanos é aproveitar ao máximo os itens perecíveis desta vida. O amor egoísta ao ganho é o poder que controla a vida deles. Mas a mais pura alegria não se encontra nas riquezas nem naquilo que a cobiça sempre deseja, mas onde o júbilo reina e onde o amor altruísta é o princípio dominante. Existem milhares que vivem uma vida de indulgência e cujo coração está cheio de queixas. São vítimas do egoísmo e do descontentamento porque tentam em vão satisfazer a mente atendendo os próprios desejos. Entretanto, a infelicidade está estampada no próprio rosto, e por trás dele há um vazio desolador porque a trajetória dessas pessoas não é frutífera em boas obras.” — Testemunhos para a igreja, vol. 3, p. 382.
“A verdadeira felicidade se encontra apenas em ser bom e fazer o bem. O mais puro e mais elevado prazer está garantido àqueles que cumprem fielmente os deveres indicados. Nenhum trabalho honesto é degradante. É a preguiça condenável que leva os seres humanos a desprezar os deveres simples e cotidianos da vida. A recusa em cumprir esses deveres produz uma deficiência mental e moral que um dia eles sentirão profundamente. Em algum momento da vida do preguiçoso, sua deformidade aparecerá claramente destacada. No relatório da vida dessa pessoa estão escritas as palavras: ‘É só um consumidor, mas não um produtor’.” — Mensagens aos jovens, pp. 210 e 211.
“Será que não existiram pontos positivos em sua experiência? Não houve momentos preciosos em que seu coração palpitou de alegria em reação ao Espírito de Deus? Ao fazer uma retrospectiva do seu passado, você não encontra páginas agradáveis? Por acaso as promessas de Deus não são iguais a flores perfumadas que crescem a cada passo do caminho? Você não permitirá que a beleza e a doçura delas encham seu coração de alegria?” — Caminho a Cristo, p. 117.
2B) Explique a atitude do cristão. Romanos 12:8 (última parte); Neemias 8:10.
Rm 12:8 [ú. p.] — [...] o que exercita misericórdia, com alegria.
Ne 8:10 — Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do Senhor é a vossa força.
“Ouvimos dizer muitas vezes que Jesus chorou, mas que nunca se soube que tenha sorrido. Nosso Salvador era realmente um ‘Homem de Dores’, que conhecia por experiência o que é sofrer, pois Se identificava com todos os sofrimentos humanos. Entretanto, apesar de viver uma vida de renúncia, marcada pela dor e pelas preocupações, Ele não Se abatia. Em Seu rosto não se via nenhuma expressão de amargura ou queixa, mas, sim, de paz e serenidade. Aonde quer que fosse, levava consigo paz e descanso, alegria e felicidade.” — Ibidem, p. 120.
Terça-feira 19 de dezembro - 3. TRABALHANDO COM ALEGRIA
3A) O que Deus providenciou na perfeição do Éden para a felicidade de nossos primeiros pais? Gênesis 2:8 e 15.
Gn 2:8 e 15 — E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado. [...] 15 E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.
“Deus confiou aos moradores do Éden o encargo de cuidarem do jardim ‘para o lavrar e o guardar’. A ocupação deles não esgotava as forças, mas era agradável e revigorante. Deus indicou o trabalho como uma bênção para o ser humano a fim de ocupar-lhe a mente, fortalecer-lhe o corpo e desenvolver-lhe as faculdades. Adão encontrou na atividade mental e física um dos maiores prazeres de seu santo viver. Desse modo, como resultado da desobediência, ao ser expulso do belo lar e ser forçado a enfrentar um solo duro para ganhar o pão de cada dia, esse mesmo trabalho, embora muito diferente da agradável ocupação no jardim, foi uma defesa contra a tentação e uma fonte de felicidade. Os que consideram o trabalho como maldição, embora acompanhado de cansaço e dor, estão nutrindo um erro. Os ricos muitas vezes desprezam as classes trabalhadoras, mas isso está totalmente em desacordo com o propósito de Deus ao criar o ser humano. [...] Nosso Criador, que sabe o que é melhor para a felicidade humana, indicou o trabalho a Adão. Somente os trabalhadores e trabalhadoras encontram a verdadeira alegria da vida. Os anjos são obreiros dedicados — ministros de Deus que trabalham pela humanidade. O Criador não reservou um lugar para a estagnação e a inércia.” — Patriarcas e profetas, p. 50.
3B) O que Jesus veio fazer neste mundo, e que reação essa obra exerceu sobre Ele? Lucas 19:10; Lucas 15:5-7.
Lc 19:10 — Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.
Lc 15:5-7 — E achando-a, a põe sobre os seus ombros, jubiloso; 6 E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. 7 Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.
“Em breve nos encontraremos com nosso Senhor, e que prestação de contas teremos de Lhe dar do uso que fizemos de nosso tempo, dos talentos de nossa influência e bens pessoais? Nossa alegria deve estar na obra de salvar almas.” — Testemunhos para a igreja, vol. 5, p. 481.
“Os que entregam a vida ao ministério cristão sabem o significado da verdadeira felicidade. Seus interesses e orações vão muito além de si mesmos. Eles próprios crescem à medida que tentam ajudar os outros. Familiarizam-se com os maiores planos, os mais comoventes empreendimentos, e como podem deixar de crescer quando se colocam no canal divino de luz e bênçãos? Tais pessoas recebem sabedoria do Céu. Elas se identificam cada vez mais com Cristo em todos os Seus planos. Não há oportunidade para estagnação espiritual. A ambição egoísta e a busca pelos próprios interesses são reprovadas pelo contato constante com os interesses envolventes e as elevadas aspirações, que pertencem a atividades nobres e santas.” — Ibidem, vol. 9, p. 42.
Quarta-feira 20 de dezembro - 4. ALEGRIA EM MEIO AO SOFRIMENTO
4A) O que podemos esperar neste mundo como resultado de nossa caminhada cristã? Como deveríamos nos sentir com isso — e por quê? 2 Timóteo 3:12; 1 Pedro 4:12 e 13.
2Tm 3:12 — E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.
1Pe 4:12 e 13 — Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; 13 Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis.
“Passar por provações e testes faz parte da nossa disciplina moral. Aqui podemos aprender as lições mais valiosas e obter as mais preciosas graças caso nos aproximemos de Deus e suportemos tudo em Sua força.” — Life Sketches, pp. 265 e 266.
“O aspecto brilhante e feliz da religião será representado por todos os que se consagram diariamente a Deus. Não devemos desonrar a Deus por uma narração melancólica das provas que parecem tão angustiantes. Toda provação recebida como uma experiência de aprendizado produzirá alegria. Assim, toda a vida religiosa será edificante, elevadora, enobrecedora, perfumada com boas palavras e obras.” — Testemunhos para a igreja, vol. 6, pp. 365 e 366.
4B) Como devemos reagir quando sofremos por algo que não merecemos sofrer, e o que nos sustenta nessa batalha? 1 Pedro 2:20; Hebreus 12:2.
1Pe 2:20 — Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus.
Hb 12:2 — Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.
4C) O que devemos lembrar em nossos momentos mais sombrios — e por quê? João 16:20; Romanos 8:28; Deuteronômio 33:25; Salmos 126:5.
Jo 16:20 — Na verdade, na verdade vos digo que vós chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria.
Rm 8:28 — E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.
Dt 33:25 — Seja de ferro e de metal o teu calçado; e a tua força seja como os teus dias.
Sl 126:5 — Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.
“Não podemos nos dar ao luxo de deixar nossa mente se irritar com qualquer erro ou suposta ofensa que tenhamos sofrido. O eu é o inimigo que mais precisamos temer. [...]
“Não devemos permitir que nossos sentimentos sejam facilmente feridos. Devemos viver, mas não para proteger nossos sentimentos ou nossa reputação, e sim para salvar almas. À medida que nos interessamos na salvação de almas, deixamos de levar em conta as pequenas diferenças que tantas vezes surgem em nosso convívio uns com os outros.” — A ciência do bom viver, p. 485.
“Quando aqueles que se acham à frente da batalha virem que Satanás dirigiu um esforço especial contra eles, logo reconhecerão sua necessidade de receberem força de Deus, e por isso trabalharão no poder dEle. As vitórias que alcançarem não os deixarão orgulhosos, mas os levarão a se apoiarem mais ainda no Todo-Poderoso. Profunda e fervorosa gratidão a Deus brotará do coração, e isso os deixará alegres em meio ao aperto que lhes sobrevirá enquanto estiverem sob a pressão do inimigo.” — Obreiros evangélicos, p. 266.
“Você pode ficar angustiado nos negócios. Talvez as perspectivas fiquem ainda mais sombrias e surja a ameaça de prejuízos. Todavia, não se desanime, mas entregue a Deus sua aflição e permaneça calmo e alegre. Ore por sabedoria para administrar seus negócios com prudência e bom-senso e, assim, evitar perdas e desastres. Faça tudo o que puder de sua parte para produzir resultados favoráveis. Jesus prometeu nos ajudar, mas não como algo separado do nosso esforço. Quando, confiando em nosso Ajudador, você tiver feito tudo o que for possível, aceite o resultado com alegria e satisfação.” — Caminho a Cristo, p. 122.
Quinta-feira 21 de dezembro - 5. DOANDO COM ALEGRIA
5A) Mencione um princípio simples de investimento. Mateus 13:8 e 44; Lucas 6:38.
Mt 13:8 e 44 — E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta. [...] 44 Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.
Lc 6:38 — Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.
“Um constante compartilhamento dos dons de Deus onde quer que a causa do Mestre ou as necessidades humanas exijam nossa ajuda, não leva à pobreza. [...] O semeador multiplica a quantidade de sementes por jogá-las fora. É isso que ocorre com aqueles que são fiéis em repartir os dons de Deus. Ao compartilhar, suas bênçãos se multiplicam.” — Atos dos apóstolos, p. 345.
5B) Qual é a importância do ato de doar? Malaquias 3:8-11; 2 Coríntios 8:1-3.
Ml 3:8-11 — Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. 9 Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. 10 Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. 11 E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.
2Co 8:1-3 — Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da Macedônia; 2 Como em muita prova de tribulação houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade. 3 Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente.
“A disposição dos crentes macedônios de se sacrificarem surgiu como consequência de terem consagrado o coração inteiro. [...] Eles se sentiam muito satisfeitos e felizes com o privilégio de se privarem até mesmo das coisas necessárias para suprir as necessidades dos outros. Quando o apóstolo tentou impedi-los, eles insistiram para que aceitasse a sua oferta. Em sua simplicidade e integridade, e em seu amor pelos irmãos, sentiam-se felizes por fazer sacrifícios pessoais, e assim sua benevolência produziu muitos frutos.” — Ibidem, pp. 343 e 344.
“O plano da redenção foi inteiramente voluntário da parte de nosso Redentor, e é o propósito de Cristo que toda a nossa benevolência também seja uma oferta voluntária.” — Testemunhos para a igreja, vol. 3, p. 413.
5C) Que tipo de dons são aceitáveis a Deus? 2 Coríntios 9:7.
2Co 9:7 — Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.
“[Deus] não Se agrada ao ver Seu tesouro sendo reabastecido com contribuições forçadas. O coração leal de Seu povo se alegra com a verdade salvadora para este tempo. O amor e a gratidão a Ele por esta preciosa luz os levarão a se esforçar e a ficar ansiosos para empregar seus recursos como um auxílio para levar a verdade a outros.” — Idem.
“O cristão será cheio de alegria na proporção em que se torna um mordomo fiel dos bens de seu Senhor.” — Conselhos sobre mordomia, p. 136.
Sexta-feira 22 de dezembro - PARA VOCÊ REFLETIR
1. Por que a obediência com satisfação e alegria faz parte do cristianismo?
2. Como encontramos a verdadeira felicidade?
3. Que papel a ocupação útil exerce para promover a satisfação e a felicidade?
4. Sob que única condição as provações trazem alegria?
5. Por que é importante ter uma atitude altruísta, que tende a doar?