“Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos” (Hebreus 2:9).
“Cristo deveria ser feito ‘um pouco menor do que os anjos por causa da paixão da morte’ (Hebreus 2:9). Ao tomar sobre Si a natureza humana, Sua força seria menor que a dos anjos, e eles deveriam servi-lO, fortalecê-lO, aliviá-lO e confortá-lO nos sofrimentos.” — Patriarcas e profetas, p. 64.
Estudo adicional: Patriarcas e profetas, pp. 63-70.
Domingo 7 de janeiro - 1. CONCEDENDO ATENÇÃO MAIS PROFUNDA
1A) Que apelo solene a Palavra dirige a cada um de nós? Hebreus 2:1 e 2.
Hb 2:1 e 2 — PORTANTO, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas. 2 Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição.
1B) “Se não atentarmos para uma tão grande salvação”, ainda existirá esperança para nós? Hebreus 2:3.
Hb 2:3— Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram.
“Negligenciaremos nossa salvação se dermos o lugar mais visível e o mais dedicado respeito a autores que têm apenas uma ideia confusa do que significa religião, e colocarmos a Bíblia em segundo plano. Os que receberam iluminação no tocante à verdade para estes últimos dias não acharão orientações nos livros populares quanto aos eventos que sobrevirão ao nosso mundo. Por outro lado, a Bíblia está cheia do conhecimento de Deus e é eficaz para educar o aluno rumo à utilidade nesta vida e à obtenção da vida eterna.” — Fundamentos da educação cristã, p. 403.
“É dever do povo de Deus ter suas lâmpadas preparadas e acesas, estando como aqueles que esperam pelo Noivo quando Ele retornar das bodas. Você não tem um momento a perder negligenciando a grande salvação que lhe foi providenciada. O tempo de graça para as almas está terminando. Dia após dia, o destino das pessoas está sendo definido, e, mesmo entre esta congregação, não sabemos daqui a quanto tempo muitos descansarão e se deitarão na sepultura. Devemos agora considerar que nossa vida está passando rapidamente, que não estamos seguros um só momento a menos que nossa vida esteja escondida com Cristo em Deus.” — Mensagens escolhidas, vol. 1, p. 189.
Segunda-feira 8 de janeiro - 2. O SER HUMANO, O REI DESTE PLANETA
2A) Qual foi o propósito de Deus ao criar o ser humano? Gênesis 1:26 e 27.
Gn 1:26 e 27 — E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobretoda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. 27 E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
“Deus coroou Adão como rei no Éden. Deu-lhe domínio sobre todos os seres vivos que havia criado. O Senhor abençoou Adão e Eva com uma inteligência que Ele não havia dado a nenhuma outra criatura. Ele fez de Adão o legítimo soberano sobre todas as obras de Suas mãos. O ser humano, feito à imagem divina, podia contemplar e apreciar as obras gloriosas de Deus na natureza.” — No deserto da tentação, pp. 10 e 11.
2B) PERGUNTA
Jo 12:31 — Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo.
Jo 14:30 — Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim.
“Questões poderosas para o mundo estavam em jogo no conflito entre o Príncipe da luz e o líder do reino das trevas. Depois de tentar o ser humano ao pecado, Satanás reivindicou a Terra como sua posse e se intitulou como o príncipe deste mundo. Tendo conformado nossos primeiros pais à sua própria natureza, ele quis estabelecer seu império aqui. Declarou que os humanos o haviam escolhido como soberano. Por seu controle sobre as pessoas, ele mantinha o domínio sobre o mundo. Cristo veio para confrontar a afirmação de Satanás. Como Filho do homem, Cristo permaneceria leal a Deus. Assim, Ele comprovaria que Satanás não havia conquistado o controle completo da raça humana, e que sua reivindicação ao mundo era falsa. Todos os que desejassem se libertar de seu poder, escapariam da escravidão. O domínio que Adão havia perdido por causa da transgressão, seria recuperado.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 114.
2C) O que aconteceu quando Cristo alcançou a vitória na cruz? Apocalipse 12:10.
Ap 12:10 — E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite.
“A derrota de Satanás como acusador dos irmãos e sua expulsão do Céu só foram possíveis por causa da grande obra de Cristo ao entregar a própria vida. Apesar da persistente oposição de Satanás, o plano da redenção estava se cumprindo. Cristo considerava a humanidade de valor suficiente para justificar o sacrifício da própria vida. Sabendo que no final Deus lhe arrancaria o império que no início havia usurpado, Satanás decidiu não poupar esforços para destruir o maior número possível das criaturas que Deus havia criado à Sua própria imagem.” — The SDA Bible Commentary [E. G. White Comments], vol. 7, p. 973.
Terça-feira 9 de janeiro - 3. ESPERANÇA PARA A RAÇA CAÍDA
3A) O sangue de Cristo comprou quantas pessoas? Hebreus 2:9; João 3:16.
Hb 2:9 — Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco
menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.
Jo 3:16 — Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
“‘Não sois de vós mesmos. Porque fostes comprados por bom preço’.?[...] Que preço foi pago para resgatar a raça caída!” — Este dia com Deus, p. 255.
“Pense em quanto custou a Cristo deixar as cortes celestiais para tomar posição à frente da humanidade. Por que Ele fez isso? Porque Ele era o único que poderia redimir a raça caída. Não havia nem um ser humano no mundo que não tivesse pecado. O Filho de Deus desceu de Seu trono celestial, despiu-Se das vestes reais, largou a coroa real e revestiu Sua divindade com a humanidade. Jesus veio para morrer por nós deitando-Se no túmulo, como os seres humanos o fazem, para em seguida ressurgir como nossa justificação. Ele veio a fim de Se familiarizar com todas as tentações com as quais o ser humano é assediado. Cristo Se ergueu da sepultura e fez esta proclamação sobre o sepulcro aberto de José: ‘Eu sou a ressurreição e a vida’. Alguém igual a Deus passou pela morte em nosso favor. Jesus experimentou a morte no lugar de cada ser humano para que todas as pessoas pudessem, mediante Ele, participar da vida eterna.” — Nos lugares celestiais, p. 13.
3B) A quem Jesus chama de Seus irmãos, e por quê? Hebreus 2:11; João 17:17.
Hb 2:11— Porque, assim o que santifica, como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos.
Jo 17:17 — Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.
“Jesus Cristo é nosso exemplo em tudo. Ele começou a vida, enfrentou as experiências dela e finalizou sua história com uma vontade humana santificada. Cristo foi tentado nos mesmos pontos que nós, e, no entanto, porque Ele manteve Sua vontade entregue a Deus e santificada, nunca abrigou a menor inclinação para a prática do mal nem para manifestar rebelião contra Deus. [...] Aqueles que têm uma vontade santificada, totalmente em harmonia com o querer de Cristo, terão a própria vontade unida à vontade de Jesus dia após dia, a qual atuará para a bênção dos semelhantes e reagirá sobre eles mesmos com poder divino. Muitos cultivam qualidades que guerreiam contra a alma, pois seus desejos e sua vontade se opõem a Deus e são usados no serviço de Satanás.
“Não alegremos mais o inimigo por reclamar da força de nossa má vontade, pois, ao fazê-lo, alimentaremos nossa vontade e a encorajaremos a se erguer contra Deus. Com isso, agradaremos ao maligno. Lembremo-nos de que somos filhos de Deus comprometidos a nutrir uma vontade santa que recebemos do Pai. ‘A todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no Seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus’.” — The Signs of the Times, 29 de outubro de 1894.
Quarta-feira 10 de janeiro - 4. UM PARTICIPANTE DE CARNE E SANGUE
4A) Que natureza Cristo assumiu assim que encarnou, e por que isso foi necessário? Hebreus 2:14-16.
Hb 2:14-16—E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; 15 E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão. 16 Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão.
“Teria sido uma humilhação quase infinita para o Filho de Deus tomar a natureza humana ainda na época em que Adão estava em sua inocência no Éden. Mas Jesus aceitou a humanidade após o pecado ter enfraquecido a raça ao longo de quatro mil anos. Igual a qualquer filho de Adão, Ele aceitou os resultados da atuação da grande lei da genética. Pode-se comprovar a amplitude desses resultados ao se observar a história de Seus antepassados terrestres. Ele veio portando uma carga genética que O habilitou a compartilhar nossas tristezas e tentações e nos dar o exemplo de uma vida sem pecado.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 49.
“Embora Ele não carregasse nenhuma mancha de pecado em Seu caráter, voluntária e humildemente Se humilhou ao concordar em unir nossa natureza humana caída à Sua divindade. Ao tomar assim a humanidade, Ele a honrou. Tendo assumido nossa natureza caída, Jesus demonstrou o grau que ela poderia alcançar ao receber a ampla provisão que Ele ofereceu para ela, e por se tornar participante da natureza divina.” — Mensagens escolhidas, vol. 3, p. 134.
4B) Embora Cristo tenha assumido nossa natureza caída, o que devemos entender sobre Sua vida humana? Hebreus 7:26; Hebreus 4:15; 1 Pedro 2:21 e 22.
Hb 7:26 — Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus.
Hb 4:15 — Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.
1Pe 2:21 e 22 — Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. 22 O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.
“[Cristo] é nosso exemplo em todas as coisas. Ele é um irmão em nossas fraquezas, pois ‘como nós, em tudo foi tentado’. Mas, pelo fato de não ter pecado, Sua natureza recuava do mal. Suportou os conflitos e angústias a que estão expostos todos quantos vivem num mundo cheio de pecado.” — Caminho a Cristo, pp. 93 e 94.
“Ao tomar sobre Si a natureza humana em sua condição decaída, Cristo não participou em nada de seu pecado. Ele estava sujeito às enfermidades e fraquezas características do ser humano ‘para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças’ (Mateus 8:17). Cristo foi tocado com o sentimento de nossas enfermidades e tentado em todos os pontos como nós. Mas, no entanto, não conheceu pecado. Jesus era o Cordeiro ‘sem defeito e sem mancha’ (1 Pedro 1:19). Se Satanás pudesse, no menor detalhe, ter levado Cristo a pecar, ele teria ferido a cabeça do Salvador. No entanto, ele só pôde tocar-Lhe o calcanhar. Se ele tivesse ferido a cabeça de Cristo, a esperança da raça humana teria se extinguido. A ira divina teria se derramado sobre Cristo do mesmo modo que se derramou sobre Adão. Dessa forma, Cristo e a igreja teriam ficado sem esperança.” — Mensagens escolhidas, vol. 1, p. 256.
Quinta-feira 11 de janeiro - 5. UM SUMO SACERDOTE MISERICORDIOSO E FIEL
5A) Que tipo de Amigo temos no santuário celestial? Hebreus 2:17.
Hb 2:17 — Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.
“[Cristo] Se tornou semelhante a Seus irmãos em cada detalhe. Ele Se fez carne, assim como nós. Jesus sabia o que significava sentir fome, sede e cansaço. A comida O sustentava, e o sono O revigorava. Ele era um estranho e um peregrino na Terra. Estava no mundo, mas não era do mundo. Foi tentado e provado como os humanos de hoje são tentados e provados, mas com a diferença de que viveu uma vida livre de pecado. Terno, compassivo, empático, sempre atencioso com os outros, Cristo representava o caráter de Deus. ‘O Verbo Se fez carne e habitou entre nós, [...] cheio de graça e de verdade’ (João 1:14).” — Atos dos apóstolos, p. 472.
5B) Sendo ao mesmo tempo humano e divino, o que Cristo está disposto a fazer em favor de cada um de nós? Hebreus 2:18; Salmos 40:8.
Hb 2:18 — Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados.
Sl 40:8 — Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração.
“Desde que Jesus veio habitar conosco, sabemos que Deus está familiarizado com nossas provações e sente nossas tristezas. Todo filho e filha de Adão pode entender que nosso Criador é amigo dos pecadores, pois em cada doutrina de graça, em cada promessa de alegria, em cada ato de amor, em cada atração divina que a vida do Salvador revelou na Terra, vemos ‘Deus conosco’.
“Se tivéssemos de suportar qualquer adversidade que Jesus não enfrentou, então Satanás apresentaria o poder de Deus como sendo insuficiente para nós nesse ponto. Portanto, Jesus, ‘como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado’ (Hebreus 4:15). Ele suportou todas as provações a que estamos sujeitos. Além disso, Ele não exerceu em Seu próprio favor nenhum poder que não nos fosse oferecido gratuitamente. Como homem, Ele enfrentou a tentação e venceu na força que Deus Lhe havia dado. [...] Sua vida comprova que também nós podemos obedecer à Lei de Deus.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 24.
Sexta-feira 12 de janeiro - PARA VOCÊ REFLETIR
1. Por que é perigoso negligenciar o estudo da Bíblia, a oração e a entrega da alma a Deus?
2. Descreva a diferença entre o poder do verdadeiro Príncipe da luz e a pretensão arrogante de Satanás.
3. Como a oferta divina de salvação em Cristo nos beneficia?
4. Explique o equilíbrio perfeito entre as naturezas divina e humana de Cristo.
5. Por que podemos ser especialmente gratos pela obra de Cristo no Céu?