“Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 3:18).
“Ao nos apropriarmos da bênção de Deus, seremos capazes de receber quantidades mais abundantes de Sua graça. À medida que aprendermos a perseverar como vendo Aquele que é invisível, seremos transformados segundo a imagem de Cristo. [...]
“O crescimento na graça não o tornará orgulhoso, autoconfiante e presunçoso, mas o levará a uma maior consciência de seu próprio vazio e de sua completa dependência do Senhor.” — A maravilhosa graça de Deus, p. 296.
Estudo adicional: O Desejado de Todas as Nações, pp. 321-327 (capítulo 33: “Quem são Meus irmãos?”).
Domingo 4 de fevereiro - 1. CRESCIMENTO CONSTANTE
1A) O que está escrito acerca de Jesus em Sua infância? Lucas 2:40.
Lc 2:40 — E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.
“A Majestade do Céu, o Rei da glória, tornou-Se um bebê em Belém, e por um tempo representou a criança indefesa sob os cuidados da mãe. Na infância, falava e agia como uma criança, honrando os pais e satisfazendo de maneiras úteis os desejos deles. Contudo, desde que apareceram os primeiros sinais de inteligência, Jesus estava constantemente crescendo na graça e no conhecimento da verdade.” — Educação, p. 106.
1B) E quanto ao menino João, primo de Jesus? Lucas 1:80. Na realidade, qual é o plano de Deus para todos os Seus filhos? 1 Tessalonicenses 5:23 e 24.
Lc 1:80 — E o menino crescia, e se robustecia em espírito. E esteve nos desertos até ao dia em que havia de mostrar-se a Israel.
1Ts 5:23 e 24 — E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 24 Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.
“Santificação — quantos entendem o completo significado desse termo? A mente está confusa pela doença sensual. É preciso purificar os pensamentos. Imagine o que homens e mulheres poderiam ter se tornado se tivessem reconhecido que o cuidado com o corpo tem uma influência fundamental na vitalidade e na pureza da mente e do coração!
“O verdadeiro cristão obtém uma experiência que traz santidade. Ele não tem uma só mancha de culpa na consciência, uma só mancha de corrupção na alma.” — The SDA Bible Commentary [E. G. White Comments], vol. 7, p. 909.
Segunda-feira 5 de fevereiro - 2. O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO
2A) Qual é a terrível condição daqueles que uma vez desfrutaram da luz do Céu, mas em seguida a rejeitaram? Hebreus 6:4-6.
Hb 6:4-6 — Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, 5 E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, 6 E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o ex-põem ao vitupério.
2B) Que solene advertência Jesus lançou aos judeus que O rejeitaram? Mateus 12:31 e 32.
Mt 12:31 e 32 — Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. 32 E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.
“Ninguém precisa encarar o pecado contra o Espírito Santo como algo misterioso e indefinível. A blasfêmia contra o Espírito Santo é o pecado de se recusar a atender ao convite para o arrependimento de modo persistente.
“Não existe [...] esperança de uma vida mais elevada, exceto por meio da entrega da alma a Cristo.” — A fé pela qual eu vivo, p. 58.
“Os que haviam falado contra o próprio Jesus por não terem notado Seu caráter divino poderiam receber perdão, pois o Espírito Santo poderia levá-los a ver o próprio erro e a se arrependerem. Qualquer que seja o pecado, se a alma se arrepende e crê, o sangue de Cristo lava a culpa. No entanto, aquele que rejeita a obra do Espírito Santo se coloca numa posição em que o arrependimento e a fé não o alcançarão. É pelo Espírito que Deus atua no coração. Quando as pessoas intencionalmente rejeitam o Espírito e declaram que Ele vem de Satanás, cortam o conduto pelo qual Deus pode Se comunicar com elas. Quando se alcança a completa rejeição do Espírito, não há mais nada que Deus possa fazer em favor da alma.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 321.
2C) Que influência nossas palavras exercem sobre nosso próprio caráter? Mateus 12:36.
Mt 12:36 — Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo.
“Intimamente relacionada com a advertência de Cristo a respeito do pecado contra o Espírito Santo está um alerta contra palavras vãs, inúteis e más. As palavras são um reflexo do conteúdo da mente. ‘Da abundância do coração fala a boca’. Mas as palavras são mais do que um termômetro do caráter porque elas têm poder para reagir sobre o caráter. Os seres humanos são afetados por suas próprias palavras. [...] Após terem expressado uma opinião ou tomado uma decisão, muitas vezes são orgulhosos demais para se retratarem, e tentam provar que estão certos até chegarem ao ponto de crer de fato que o estão. É perigoso proferir uma palavra de dúvida, é perigoso questionar e criticar a luz divina. O hábito da crítica desrespeitosa e irreverente reage sobre o caráter nutrindo a irreverência e a incredulidade. Muitas pessoas que se entregaram a esse hábito continuaram inconscientes do perigo até que estavam prontas a criticar e a rejeitar a obra do próprio Espírito Santo.” — Ibidem, p. 323.
Terça-feira 6 de fevereiro - 3. DEUS AMA NOSSAS OBRAS ALTRUÍSTAS
3A) Como Paulo escreve sobre o modo como Deus vê as nossas atividades em favor das pessoas que nos rodeiam? Hebreus 6:10.
Hb 6:10 — Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis.
“Nossa força espiritual e bênçãos serão proporcionais ao trabalho de amor e boas obras que realizarmos. A instrução do apóstolo é: ‘Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a Lei de Cristo’ (Gálatas 6:2). Guardar os mandamentos de Deus exige de nós boas obras, sacrifício próprio, altruísmo e devoção pelo bem dos outros. Isso não significa que nossas boas obras sozinhas possam nos salvar, mas que certamente não seremos salvos sem elas. Depois de fazermos tudo o que estiver ao nosso alcance, devemos então dizer que não fizemos nada além de nosso dever. Assim, na melhor das hipóteses, somos servos inúteis, indignos da menor graça de Deus. Cristo é que deve ser a nossa justiça. [...]
“À nossa volta estão aqueles que têm fome de alma e anseiam por amor expresso em palavras e atos. A empatia amigável e os sentimentos reais de terno interesse pelos outros trariam à nossa alma bênçãos que nunca sentimos, e nos colocariam em íntima relação com nosso Redentor, cuja vinda ao mundo foi com o propósito de fazer o bem e cuja vida devemos imitar. O que estamos fazendo por Cristo?” — Para conhecê-lO, p. 334.
3B) Mesmo que não sejamos salvos por nossas obras, que grau de importância elas têm em nossa jornada cristã? Tito 2:13 e 14; Tito 3:8.
Tt 2:13 e 14 — Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo; 14 O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.
Tt 3:8 — Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que os que creem em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens.
“A fé verdadeira sempre opera pelo amor. Quando você contempla o Calvário, não é para desculpar a própria alma pela negligência do dever e sentir-se confortável para dormir, mas para criar fé em Jesus, fé que atuará purificando a alma do lodo do egoísmo. Quando nos apegamos a Cristo pela fé, nossa obra está apenas começando. Todo homem tem hábitos corruptos e pecaminosos que devem ser vencidos por uma batalha vigorosa. Toda alma é obrigada a enfrentar a luta da fé. Se alguém é um seguidor de Cristo, não pode ser astuto nos negócios, não pode ser duro de coração, desprovido de simpatia. Não pode ser grosseiro na sua fala. Não pode ser cheio de pomposidade e autoestima. Não pode ser arrogante nem pode usar palavras duras, censurando e condenando. [...] Devemos ser zelosos em boas obras, tendo o cuidado para mantê-las. E a Testemunha Verdadeira diz: ‘Conheço as tuas obras’ (Apocalipse 2:2).” — Mensagens escolhidas, vol. 2, p. 20.
Quarta-feira 7 de fevereiro - 4. A CERTEZA DA ESPERANÇA CRISTÃ
4A) O que podemos aprender sobre a certeza das promessas de Deus? Hebreus 6:13-15.
Hb 6:13-15 — Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo, 14 Dizendo: Certamente, abençoando te abençoarei, e multiplicando te multiplicarei. 15 E assim, esperando com paciência, alcan-çou a promessa.
4B) O que Deus declara acerca de Suas promessas? Hebreus 6:16-18.
Hb 6:16-18 — Porque os homens certamente juram por alguém superior a eles, e o jura-mento para confirmação é, para eles, o fim de toda a contenda. 17 Por isso, querendo Deus mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento; 18 Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta.
“Deus é capaz e está disposto a conceder ‘mais abundantemente’ (Hebreus 6:17) a Seus servos a força de que precisam para o desafio e a provação. Os planos dos inimigos de Sua obra podem parecer bem-estruturados e firmemente estabelecidos, mas Deus pode derrubar o melhor deles. Além do mais, Ele faz isso em Seu próprio tempo e maneira, quando vê que a fé de Seus servos foi suficientemente provada.” — Profetas e reis, p. 164.
4C) Onde está nossa âncora da alma? Hebreus 6:19 e 20.
Hb 6:19 e 20 — A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu, 20 Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.
“Nossa fé deve atravessar o véu, vendo aquilo que é invisível. Ninguém deve fazer isso em seu lugar. Você mesmo deve contemplar. Em vez de murmurar por causa das bênçãos retidas, apreciemos e nos lembremos das bênçãos já concedidas.” — The SDA Bible Commentary [E. G. White Comments], vol. 7, p. 930.
“Não podemos aceitar com segurança as opiniões de qualquer homem, por mais instruído que seja, a menos que estejam em harmonia com as palavras do Grande Mestre. As opiniões de homens errantes serão apresentadas para nossa aceitação, mas a Palavra de Deus é nossa autoridade, e nunca devemos aceitar o ensino humano sem a evidência mais conclusiva de que ele concorda com o ensino da Palavra de Deus. Devemos estar cientes de que estamos sobre a plataforma da verdade eterna — a Palavra do Deus vivo.
“A verdade, a preciosa verdade da Palavra de Deus, deve ser apresentada, tanto em público quanto em família. Temos uma mensagem que deve preparar um povo para enfrentar os perigos dos últimos dias. [...] A verdade resistirá a todas as provas que lhe forem impostas. Os sofismas de Satanás não a podem derrubar. Quanto mais for atacada, brilhará mais claramente. Ao vermos indicações dos esforços ativos e intensos do inimigo, será que não devemos fazer esforços determinados para transmitir a mensagem em linhas claras e decididas? Será que não devemos permanecer firmes no poder e no Espírito de Deus e receber e transmitir lições do Grande Mestre? [...] ‘Ó Senhor, Tu és o meu Deus; eu Te exaltarei, louvarei o Teu nome; pois fizeste maravilhas; os Teus conselhos da antiguidade são fidelidade e verdade’ (Isaías 25:1). [...] Ancoremo-nos nas palavras do Senhor Deus de Israel.” — Para conhecê-lO, p. 210.
Quinta-feira 8 de fevereiro - 5. O SACERDÓCIO COMO SÍMBOLO DE CRISTO
5A) Qual família Deus escolheu para o sacerdócio no santuário terrestre — e por quê? Êxodo 28:1 e 2; Êxodo 32:7, 8, 25 e 26.
Êx 28:1 e 2 — DEPOIS tu farás chegar a ti teu irmão Arão, e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal; a saber: Arão, Nadabe, e Abiú, Eleazar e Itamar, os filhos de Arão. 2 E farás vestes sagradas a Arão teu irmão, para glória e ornamento.
Êx 32:7, 8, 25 e 26 — Então disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido, 8 E depressa se tem desviado do caminho que eu lhe tinha ordenado; eles fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se incli-naram, e ofereceram-lhe sacrifícios, e disseram: Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito. [...] 25 E, vendo Moisés que o povo estava despido, porque Arão o havia deixado despir-se para vergonha entre os seus inimigos, 26 Pôs-se em pé Moisés na porta do arraial e disse: Quem é do Senhor, venha a mim. Então se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.
“Por direção divina, a tribo de Levi foi separada para o serviço do santuário. Nos tempos antigos, cada homem era o sacerdote de sua própria casa. Nos dias de Abraão, o sacerdócio era considerado um direito de primogenitura do filho mais velho. Agora, em vez do primogênito de todo o Israel, o Senhor aceitou a tribo de Levi para o serviço do santuário. Por essa grande honra, Ele demonstrou ter aprovado sua fidelidade, tanto ao servir fielmente a Ele quanto ao executar Seus juízos quando Israel apostatou na adoração do bezerro de ouro. O sacerdócio, contudo, era restrito à família de Arão. Somente ele e seus filhos tinham permissão para servir perante o Senhor. Os demais membros da tribo eram incumbidos de cuidarem do tabernáculo e de seus móveis, e deviam servir aos sacerdotes em seu ministério, mas não tinham permissão para sacrificar, queimar incenso ou presenciar os objetos sagrados até que estivessem cobertos.” — Patriarcas e profetas, p. 350.
5B) Por que esse sacerdócio foi substituído por outro, que simbolizava Cristo? Hebreus 7:11, 15-17, 21-23.
Hb 7:11, 15-17, 21-23 — De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (por-que sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? [...] 15 E muito mais manifesto é ainda, se à semelhança de Melquisedeque se levantar outro sacerdote, 16 Que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo a virtude da vida incorruptível. 17 Porque ele assim testifica: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque. [...] 21 Mas este com juramento por aquele que lhe disse: Jurou o Senhor, e não se arrependerá; Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque), 22 De tanto melhor aliança Jesus foi feito fiador. 23 E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer.
5C) Destaque as diferenças entre o sacerdócio terrestre e o de Cristo, e explique como o sacerdócio de Jesus é eficaz para nossa salvação. Hebreus 7:25-28.
7:25-28 — Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. 26 Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus; 27 Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo. 28 Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre.
“Cristo é capaz de salvar completamente porque vive sempre para interceder por nós. Tudo o que o ser humano pode fazer em favor de sua própria salvação é aceitar o convite: ‘Quem quiser, tome de graça da água da vida’ (Apocalipse 22:17). O ser humano não pode cometer pecado algum que não tenha sido pago no Calvário.” — Mensagens escolhidas, vol. 1, p. 343.
Sexta-feira 9 de fevereiro - PARA VOCÊ REFLETIR
1. Como a educação de Jesus e de João Batista pode ser uma inspiração para nós?
2. Explique o processo de deterioração gradual que leva ao pecado contra o Espírito Santo.
3. O que motiva as verdadeiras boas obras?
4. Que evidências tenho visto em minha vida de que as promessas de Deus são verdadeiras?
5. Ao buscar a salvação, por que o sacerdócio de Cristo é fundamental para mim?