“E quase todas as coisas, segundo a Lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9:22).
“Cristo deu Sua vida para nos garantir esse tesouro inestimável; porém, sem regeneração pela fé em Seu sangue, não há remissão dos pecados, nenhum tesouro para qualquer alma a perecer.” — Parábolas de Jesus, pp. 112 e 113.
Estudo adicional: O grande conflito, pp. 409-422.
Domingo 25 de fevereiro - 1. O PROPÓSITO DO SANTUÁRIO
1A) Qual era o propósito de Deus ao construir o santuário? Êxodo 25:8.
Êx 25:8 — E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.
“Na construção do santuário como morada para Deus, Moisés foi instruído a construir tudo de acordo com um modelo celestial. Deus o chamou para o monte e lhe revelou as coisas celestiais, e com base nessa semelhança, o tabernáculo e tudo o que a ele pertencia foram moldados.
“Assim, Deus revelou Seu glorioso ideal de caráter a Israel, a quem Ele desejava tornar Sua morada. Ele mostrou o modelo no monte quando outorgou a Lei do Sinai. [...]
“Mas eles eram impotentes para alcançar esse ideal por si mesmos. A revelação no Sinai só podia impressioná-los com sua própria necessidade e impotência. Outra lição que o tabernáculo deveria transmitir pelo seu serviço de sacrifício era o ensino do perdão dos pecados e do poder por meio do Salvador para a obediência que conduz à vida.” — A fé pela qual eu vivo, p. 192.
1B) Quem iria cumprir o verdadeiro propósito do santuário? João 1:14; 1 Coríntios 3:16 e 17.
Jo 1:14 — E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
1Co 3:16 e 17 — Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 17 Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o tem-plo de Deus, que sois vós, é santo.
“Em Cristo deveria se cumprir o propósito do qual o tabernáculo — aquele edifício glorioso — era um símbolo.” — Idem.
Segunda-feira 26 de fevereiro - 2. O SANTUÁRIO TERRESTRE
2A) Descreva o primeiro compartimento do santuário terrestre e seus principais objetos. Hebreus 9:1 e 2.
Hb 9:1 e 2 — ORA, também a primeira tinha ordenanças de culto divino, e um santuário terrestre. 2 Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o cande-labro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o santuário.
“No primeiro compartimento, ou lugar santo, ficavam a mesa dos pães da proposição, o castiçal ou candelabro e o altar de incenso. A mesa dos pães da proposição ficava no lado norte. Com sua decoração ornamental, era revestida de ouro puro. Nessa mesa, os sacerdotes deveriam colocar doze pães a cada sábado organizados em duas pilhas e polvilhados com incenso. Os pães removidos, por serem considerados santos, deveriam ser servidos aos sacerdotes, que os comiam. No lado sul ficava o castiçal de sete hastes, com suas sete lâmpadas. Suas hastes eram ornamentadas com flores delicadamente trabalhadas, semelhantes a lírios, e o conjunto era feito de uma única peça sólida de ouro. Não havendo janelas no tabernáculo, as lâmpadas nunca se apagavam ao mesmo tempo, mas espalhavam sua luz dia e noite. Bem defronte do véu que separava o lugar santo do santíssimo e da presença imediata de Deus, ficava o altar de incenso. Nele, o sacerdote deveria queimar incenso toda manhã e noite, e tocar os chifres do altar com o sangue da oferta pelo pecado. No grande Dia anual da Expiação, devia-se borrifá-lo com esse sangue. O próprio Deus acendia o fogo sobre esse altar, que era reverentemente mantido. Dia e noite, o santo incenso espalhava sua fragrância não só por todos os compartimentos sagrados, mas fora, ao redor do tabernáculo.” — Patriarcas e profetas, p. 348.
2B) Descreva o lugar santíssimo e seu serviço. Hebreus 9:3-7.
Hb 9:3-7 — Mas depois do segundo véu estava o tabernáculo que se chama o santo dos santos, 4 Que tinha o incensário de ouro, e a arca da aliança, coberta de ouro toda em redor; em que estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas da aliança; 5 E sobre a arca os querubins da glória, que faziam sombra no propiciatório; das quais coisas não falaremos agora particularmente. 6 Ora, estando estas coisas assim preparadas, a todo o tempo entravam os sacerdotes no primei-ro tabernáculo, cumprindo os serviços; 7 Mas, no segundo, só o sumo sacerdote, uma vez no ano, não sem sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo;
“Além do véu interior estava o santo dos santos, onde se centralizava o serviço simbólico de expiação e intercessão, o qual formava a ligação entre o Céu e a Terra. Nesse compartimento ficava a arca, um baú de madeira de acácia revestido por dentro e por fora com ouro, e com uma borda ou ornamentação dourada no topo. Ela servia como um depósito para as tábuas de pedra, sobre as quais o próprio Deus havia inscrito os Dez Mandamentos. Por isso, chamava-se arca do testemunho de Deus, ou arca do concerto, já que os Dez Mandamentos eram a base do concerto feito entre Deus e Israel.” — Idem.
“Uma vez por ano, no grande Dia da Expiação, o sacerdote entrava no lugar santíssimo para purificar o santuário. O trabalho ali realizado completava o ciclo anual de ministração.” — Ibidem, p. 355.
Terça-feira 27 de fevereiro - 3. REDENÇÃO ETERNA
3A) Qual é o resultado certo da intercessão de Cristo? Hebreus 9:11 e 12.
Hb 9:11 e 12 — Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, 12 Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.
“Nosso grande Sumo Sacerdote completou a oferta sacrificial de Si mesmo quando sofreu fora da porta. Nesse momento, houve uma expiação perfeita pelos pecados do povo. Jesus é nosso Advogado, nosso Sumo Sacerdote, nosso Intercessor. Nossa posição atual, portanto, é como a dos israelitas em pé no pátio exterior aguardando aquela bendita esperança, a gloriosa aparição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. [...]
“Quando o sumo sacerdote entrava no lugar santo, representando o lugar em que nosso Sumo Sacerdote está agora intercedendo, e oferecia sacrifício sobre o altar, não se oferecia nenhum sacrifício propiciatório do lado de fora. Enquanto o sumo sacerdote intercedia lá dentro, cada coração deveria se humilhar em contrição perante Deus, suplicando o perdão das transgressões. O símbolo encontrou o original na morte de Cristo, o Cordeiro morto pelos pecados do mundo. O grande Sumo Sacerdote fez o único sacrifício que terá valor real. [...]
“Em Sua intercessão como nosso Advogado, Cristo não precisa da virtude de ninguém, da intercessão de ninguém. Ele é o único portador do pecado, a única oferta pelo pecado. Devemos oferecer oração e confissão apenas Àquele que entrou de uma vez por todas no lugar santo.” — Para conhecê-lO, p. 73.
3B) Como o sangue de Cristo pode beneficiar nossa vida? Hebreus 9:13 e 14.
Hb 9:13 e 14 — Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha espar-zida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne, 14 Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?
“Enquanto confessamos nossos pecados e pleiteamos a eficácia do sangue expiatório de Cristo, nossas orações devem subir aos Céus perfumadas com os méritos do caráter de nosso Salvador. Apesar de nossa indignidade, devemos sempre ter em mente que existe Alguém que pode remover o pecado e salvar o pecador. Todo pecado que reconhecermos diante de Deus com um coração contrito, Ele removerá. Essa fé é a vida da igreja.” — Testemunhos para ministros, p. 93.
“Diga ao Senhor: ‘As minhas iniquidades me separaram do meu Deus. Ó Senhor, perdoa minhas transgressões. Apaga meus pecados do Teu livro’. Louvem Seu santo nome, pois há perdão com Ele, e você pode ser convertido, transformado.” — Ibidem, p. 98.
“O sangue de Cristo é eficaz, mas precisa ser aplicado continuamente. [...]
“Se era necessário nos tempos antigos que o sangue aspergido purificasse os impuros, quanto mais essencial é ter o sangue de Cristo aplicado diariamente no coração daqueles que vivem sob os perigos dos últimos dias, que estão expostos às tentações de Satanás.” — A fé pela qual eu vivo, p. 200.
Quarta-feira 28 de fevereiro - 4. VALIDANDO O NOVO CONCERTO
4A) Quando o concerto da graça foi validado? Hebreus 9:22-24.
Hb 9:22-24 — E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão. 23 De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes. 24 Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus;
“O concerto da graça foi estabelecido pela primeira vez com o ser humano no Éden, quando, após a queda, Deus deu a promessa divina de que a descendência da mulher esmagaria a cabeça da serpente. Esse concerto ofereceu a todos os seres humanos o perdão e a graça assistente de Deus para a obediência futura por meio da fé em Cristo. Também lhes prometia a vida eterna mediante a fidelidade à Lei de Deus. Assim, os patriarcas receberam a esperança da salvação.
“Esse mesmo concerto foi renovado com Abraão na promessa: ‘Em tua descendência serão benditas todas as nações da Terra’ (Gênesis 22:18). Essa promessa apontava para Cristo. Abraão entendeu assim (veja Gálatas 3:8 e 16), e confiou em Cristo para o perdão dos pecados. Foi essa fé que lhe foi creditada como justiça. O concerto com Abraão também mantinha a autoridade da Lei de Deus. O Senhor apareceu ao patriarca e disse: ‘Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em Minha presença e sê perfeito’ (Gênesis 17:1). O testemunho de Deus a respeito de Seu servo fiel foi: ‘Abraão obedeceu à Minha voz e guardou o Meu mandado, os Meus preceitos, os Meus estatutos e as Minhas leis’ (Gênesis 26:5). E o Senhor declarou a ele: ‘E estabelecerei o Meu concerto entre Mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações’. [...]
“Embora esse concerto tenha sido feito com Adão e renovado com Abraão, não poderia ser confirmado até a morte de Cristo. Ele existia pela promessa de Deus desde o primeiro sinal de redenção. Tinha sido aceito pela fé; no entanto, só é chamado de novo concerto após ter sido confirmado por Cristo. A Lei de Deus era a base dessa aliança, que era simplesmente um acordo para harmonizar os seres humanos outra vez com a vontade divina, colocando-os numa posição em que poderiam obedecer à Lei de Deus.” — Patriarcas e profetas, pp. 370 e 371.
4B) De que modo o apóstolo Paulo explicou a forma como o sistema hebraico de sacrifícios se cumpriu em Cristo? Hebreus 9:24-26.
Hb 9:24-26 — Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verda-deiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus; 25 Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio; 26 De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.
“Ouça enquanto [Paulo] esclarece a obra do Redentor como o grande sumo sacerdote da humanidade — Aquele que pelo sacrifício de Sua própria vida expiaria o pecado de uma vez por todas e então assumiria Seu ministério no santuário celestial. Os ouvintes de Paulo foram levados a entender que o Messias pelo qual esperavam, na verdade já tinha vindo; que Sua morte era o cumprimento de todas as ofertas sacrificiais, e que Sua missão no santuário celestial era o propósito central que esclarecia o que aconteceu no ministério do sacerdócio judaico.” — Atos dos apóstolos, p. 246.
Quinta-feira 29 de fevereiro - 5. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
5A) O que é prometido àqueles que aceitam o concerto da graça? Hebreus 9:27 e 28; Salmos 50:1-5; Isaías 25:9.
Hb 9:27 e 28 — E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, 28 Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.
Sl 50:1-5 — O DEUS poderoso, o Senhor, falou e chamou a terra desde o nascimento do sol até ao seu ocaso. 2 Desde Sião, a perfeição da formosura, resplandeceu Deus. 3 Virá o nosso Deus, e não se calará; um fogo se irá consumindo diante dele, e haverá grande tormenta ao redor dele. 4 Chamará os céus lá do alto, e a terra, para julgar o seu povo. 5 Ajuntai-me os meus santos, aqueles que fizeram comigo uma aliança com sacrifícios.
Is 25:9 — E naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação gozaremos e nos alegraremos.
“O Senhor deseja que apreciemos o grande plano da redenção, que percebamos nosso alto privilégio como filhos de Deus e que andemos diante dEle em obediência, com ações de graça. Ele quer que O sirvamos em novidade de vida, com alegria, todos os dias. Ele anseia ver a gratidão brotando de nossa alma pelo fato de nosso nome estar escrito no livro da vida do Cordeiro, porque podemos lançar todas as nossas preocupações sobre Aquele que cuida de nós. Ele nos ordena que nos regozijemos pelo fato de sermos a herança do Senhor, porque a justiça de Cristo é a veste branca de Seus santos, porque temos a bendita esperança da breve vinda de nosso Salvador.” — Parábolas de Jesus, p. 299.
“Somos peregrinos e forasteiros que aguardam, esperam e oram por aquela bendita esperança, o aparecimento glorioso de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Se crermos nisso e trouxermos essa crença para nossa vida prática, que ação vigorosa essa fé e esperança inspirariam; que amor fervoroso uns pelos outros; que vida santa e cuidadosa para a glória de Deus! Além disso, em nosso respeito pelo galardão da recompensa, que linhas distintas de separação se revelariam entre nós e o mundo.
“A verdade de que Cristo está voltando deve ser mantida perante cada mente.” — Evangelismo, p. 220.
5B) Que pedido deve ser incluído em nossas orações? Apocalipse 22:20.
Ap 22:20 — Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.
Sexta-feira 1º de março - PARA VOCÊ REFLETIR
1. Que bênçãos Deus reservou para mim se eu estudar o santuário?
2. Explique o significado de cada objeto do santuário.
3. O que precisamos entender sobre o sacrifício de Cristo por nós?
4. Por que o novo concerto recebeu esse nome se já existia desde o tempo de Abraão?
5. Qual é o ponto culminante de todas as nossas esperanças, e como ele influencia nossa vida diária?