“Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti” (Marcos 5:19, última parte).
“Os discípulos deveriam começar sua obra no local em que estavam.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 822.
Estudo adicional: Testemunhos para a igreja, vol. 6, pp. 254-260 (capítulo 30: “A necessidade do mundo”); Ibidem, vol. 1, p. 412 (capítulo 76: “A causa no leste”).
Domingo, 14 de dezembro | 1. MUITAS NAÇÕES REUNIDAS
1A) Quando ocorreu pela primeira vez o cumprimento da promessa de Cristo de conferir poder especial aos discípulos? Atos 2:1-4.
At 2:1-4 — E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; 2 E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. 3 E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. 4 E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
“O Espírito Santo, tomando a forma de línguas de fogo, desceu sobre os que estavam reunidos. Isso simbolizava o dom então concedido aos discípulos, capacitando-os a falar fluentemente idiomas que até então lhes eram desconhecidos. A aparência de fogo representava o zelo fervoroso com que os apóstolos trabalhariam e o poder que acompanharia sua obra.” — Atos dos apóstolos, p. 39.
1B) Por que foi necessário o dom de línguas naquela ocasião? Atos 2:5-11.
At 2:5-11 — E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. 6 E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. 7 E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? 8 Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? 9 Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judeia, Capadócia, Ponto e Ásia, 10 E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, 11 Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.
“Durante a dispersão, os judeus se espalharam por quase todas as partes do mundo habitado e, em seu exílio, aprenderam diversos idiomas. Muitos desses judeus estavam em Jerusalém naquela ocasião, participando das festas religiosas que ocorriam. Portanto, havia uma representação de cada idioma conhecido entre os que ali se encontravam. Essa diversidade de línguas seria um grande obstáculo à proclamação do evangelho; por isso, de maneira miraculosa, Deus supriu essa deficiência dos apóstolos. O Espírito Santo realizou por eles o que eles mesmos não conseguiriam cumprir nem ao longo de uma vida inteira.” — Ibidem, pp. 39 e 40.
Segunda-feira, 15 de dezembro | 2. TESTEMUNHANDO EM OUTROS IDIOMAS
2A) O que o apóstolo declara sobre o verdadeiro dom de falar em outros idiomas? Como isso se aplica hoje? 1 Coríntios 12:28 e 30.
1Co 12:28 e 30 — E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. [...] 30 Têm todos o dom de curar? falam todos diversas línguas? interpretam todos?
“Há entre nós pessoas que poderiam se qualificar para proclamar a verdade a outras nações sem precisar enfrentar o esforço e a demora de aprender um novo idioma. Na igreja primitiva, os missionários foram miraculosamente dotados com o conhecimento dos idiomas nos quais foram chamados a pregar as insondáveis riquezas de Cristo. E se Deus Se dispôs a ajudar Seus servos daquela forma no passado, podemos duvidar de que Sua bênção repousará sobre nossos esforços para preparar aqueles que já dominam naturalmente outros idiomas e que, com o devido encorajamento, poderiam levar a seus compatriotas a mensagem da verdade? Teríamos hoje mais obreiros em campos missionários no exterior se os que se alistaram nessas missões tivessem aproveitado cada talento ao seu alcance. [...]
“Em alguns casos, talvez seja necessário que os jovens aprendam novos idiomas. Isso pode ser feito com maior êxito por meio do convívio com o povo local e da dedicação diária ao estudo do idioma. Essa etapa, no entanto, deve ser considerada apenas como preparação indispensável para a educação de nativos do próprio campo missionário, que, com treinamento adequado, podem se tornar obreiros. Por isso, é essencial exortar e convencer os jovens para que possam falar com pessoas de diferentes nacionalidades na língua materna delas.” — Obreiros evangélicos, pp. 82 e 83.
2B) Que talentos Deus prometeu a Seus servos, e o que devemos fazer para desenvolvê-los? Efésios 2:8; 1 Coríntios 12:7-11.
Ef 2:8 — Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
1Co 12:7-11 — Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. 8 Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; 9 E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; 10 E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. 11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
“Nem todo dom é concedido a cada crente. [...] Mas a Palavra promete os dons do Espírito a todo fiel conforme a necessidade, para a obra do Senhor. A promessa é tão forte e confiável agora quanto nos dias dos apóstolos.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 823.
“A causa de Deus necessita de homens eficientes; precisa de pessoas preparadas para servirem como professores e pregadores. Homens já trabalharam com certo sucesso sem terem recebido muita instrução escolar ou acadêmica; mas teriam alcançado êxito ainda maior e seriam obreiros mais eficazes se, logo no início, tivessem adquirido disciplina mental.” — Obreiros evangélicos, p. 92.
Terça-feira, 16 de dezembro | 3. FATORES ESSENCIAIS PARA O SUCESSO
3A) Por que as escolas missionárias são um recurso tão valioso? E qual é o primeiro dever de quem deseja compartilhar o evangelho com eficácia? 2 Timóteo 2:15.
2Tm 2:15 — Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.
“O trabalho de ganhar almas para Cristo exige preparação cuidadosa. Ninguém pode entrar no serviço do Senhor sem o preparo necessário e, apesar disso, esperar obter o maior sucesso. Mecânicos, advogados, comerciantes, homens de todas as ocupações e profissões se preparam para a carreira que desejam seguir. É estratégia deles alcançarem a maior eficiência possível. Vá à costureira ou à designer de moda, e ela dirá quanto tempo lutou para dominar bem sua profissão. O arquiteto dirá quanto tempo levou para aprender a projetar um prédio bonito e funcional. E assim ocorre em todas as atividades humanas.
“Será que os servos de Cristo devem demonstrar menos dedicação ao se prepararem para uma obra infinitamente mais importante? Será que devem ser ignorantes quanto às formas e métodos para alcançar almas? Esse trabalho exige conhecimento da natureza humana, estudo dedicado, reflexão atenta e oração fervorosa para saber como abordar homens e mulheres com os grandes temas que dizem respeito à sua salvação eterna.” — Obreiros evangélicos, p. 92.
“Somente no altar de Deus é que podemos acender nossas lâmpadas com o fogo divino. [...]
“Os mensageiros de Deus devem passar muito tempo com Ele, se quiserem ter sucesso em seu trabalho. Conta-se a história de uma senhora idosa de Lancashire que ouvia seus vizinhos explicarem o motivo do sucesso do pastor. Falavam de seus dons, de sua maneira de pregar, de seus modos. ‘Ora’, disse a mulher, ‘eu lhes direi o segredo: o seu pastor é muito íntimo do Todo-Poderoso’.” — Ibidem, p. 255.
3B) Que proteção divina foi prometida aos discípulos de Cristo que saem para proclamar a mensagem da verdade? Marcos 16:18 (primeira parte). Mencione um exemplo do cumprimento dessa promessa. Atos 28:1-5.
Mc 16:18 [p.p.] — Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum [...].
At 28:1-5 — E, HAVENDO escapado, então souberam que a ilha se chamava Malta. 2 E os bárbaros usaram conosco de não pouca humanidade; porque, acendendo uma grande fogueira, nos recolheram a todos por causa da chuva que caía, e por causa do frio. 3 E, havendo Paulo ajuntado uma quantidade de vides, e pondo-as no fogo, uma víbora, fugindo do calor, lhe acometeu a mão. 4 E os bárbaros, vendo-lhe a víbora pendurada na mão, diziam uns aos outros: Certamente este homem é homicida, visto como, escapando do mar, a justiça não o deixa viver. 5 Mas, sacudindo ele a víbora no fogo, não sofreu nenhum mal.
“Naquela época [da igreja cristã primitiva], o envenenamento era prática comum. Pessoas sem escrúpulos não pensavam duas vezes antes de eliminar por esse meio aqueles que se opunham aos seus interesses. Jesus sabia que a vida de Seus discípulos estaria assim em perigo. Muitos considerariam estar prestando um serviço a Deus ao tirar a vida de Suas testemunhas. Por isso, prometeu-lhes proteção contra esse risco.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 821.
Quarta-feira, 17 de dezembro | 4. MINISTRANDO AOS ENFERMOS
4A) Que poder adicional Jesus concedeu aos Seus discípulos, e como eles reconheceram esse poder? Lucas 9:1; Lucas 10:17. Como Cristo respondeu? Lucas 10:20.
Lc 9:1 — E, CONVOCANDO os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios, para curarem enfermidades.
Lc 10:17 — E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam.
Lc 10:20 — Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.
“Alegrem-se, não pelo poder que vocês têm, para que não percam de vista a sua dependência de Deus. Cuidem para que a autossuficiência não tome lugar, fazendo vocês agirem pela própria força, e não no espírito e força do Mestre. O ‘eu’ está sempre pronto a tomar o crédito por qualquer medida de sucesso no trabalho. O ‘eu’ se sente lisonjeado e exaltado, e não se imprime na mente de outros que Deus é tudo em todos. [...] Quando reconhecemos nossa fraqueza, aprendemos a depender de um poder que não nos é natural.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 493.
4B) Qual foi o resultado de Jesus dar prioridade à obra de curar os enfermos? Lucas 4:38 e 39; Lucas 5:12 e 13; Lucas 6:6 e 10.
Lc 4:38 e 39 — Ora, levantando-se Jesus da sinagoga, entrou em casa de Simão; e a sogra de Simão estava enferma com muita febre, e rogaram-lhe por ela. 39 E, inclinando-se para ela, repreendeu a febre, e esta a deixou. E ela, levantando-se logo, servia-os.
Lc 5:12 e 13 — E aconteceu que, quando estava numa daquelas cidades, eis que um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, prostrou-se sobre o rosto, e rogou-lhe, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me. 13 E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, sê limpo. E logo a lepra desapareceu dele.
Lc 6:6 e 10 — E aconteceu também noutro sábado, que entrou na sinagoga, e estava ensinando; e havia ali um homem que tinha a mão direita mirrada. [...] 10 E, olhando para todos em redor, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele assim o fez, e a mão lhe foi restituída sã como a outra.
“Durante Seu ministério, Jesus dedicou mais tempo a curar os enfermos do que a pregar. Seus milagres confirmavam a verdade de Suas palavras — de que tinha vindo salvar, e não destruir. Sua justiça ia adiante dEle, e a glória do Senhor era a Sua retaguarda. Por onde passava, as notícias de Sua misericórdia O precediam. Onde havia passado, os que tinham sido alvos de Sua compaixão triunfavam em saúde, experimentando suas recém-descobertas forças. Multidões se reuniam ao redor dessas pessoas para ouvirem de seus próprios lábios as maravilhas que o Senhor havia realizado. A voz de Jesus foi o primeiro som que muitos ouviram; Seu nome, a primeira palavra que pronunciaram; Seu rosto, o primeiro que contemplaram. Como não amariam a Jesus e não entoariam Seus louvores? Ao passar pelas cidades e vilarejos, Ele era como uma corrente vital, difundindo vida e alegria por onde andava.” — Ibidem, p. 350.
4C) Seguindo o exemplo de Cristo, que obra os discípulos realizaram? Atos 3:1-7; Atos 9:32-34; Atos 28:8 e 9.
At 3:1-7 — E PEDRO e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona. 2 E era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam. 3 O qual, vendo a Pedro e a João que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola. 4 E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós. 5 E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa. 6 E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda. 7 E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram.
At 9:32-34 — E aconteceu que, passando Pedro por toda a parte, veio também aos santos que habitavam em Lida. 33 E achou ali certo homem, chamado Eneias, jazendo numa cama havia oito anos, o qual era paralítico. 34 E disse-lhe Pedro: Eneias, Jesus Cristo te dá saúde; levanta-te e faze a tua cama. E logo se levantou.
At 28:8 e 9 — E aconteceu estar de cama enfermo de febre e disenteria o pai de Públio, que Paulo foi ver, e, havendo orado, pôs as mãos sobre ele, e o curou, 9 Feito, pois, isto, vieram também ter com ele os demais que na ilha tinham enfermidades, e sararam.
Quinta-feira, 18 de dezembro | 5. ALIVIANDO O SOFRIMENTO HUMANO
5A) Até o fim do tempo de graça, que grande comissão nos foi confiada? Mateus 10:7 e 8; Marcos 5:19; Marcos 16:18 (última parte); Lucas 9:1 e 2.
Mt 10:7 e 8 — E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. 8 Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.
Mc 5:19 — Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti.
Mc 16:18 [ú.p.] — [...] e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.
Lc 9:1 e 2 — E, CONVOCANDO os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios, para curarem enfermidades. 2 E enviou-os a pregar o reino de Deus, e a curar os enfermos.
“Os seguidores de Cristo devem trabalhar como Ele trabalhou. Devemos alimentar os famintos, vestir os nus e consolar os aflitos. Devemos servir aos desesperançados e inspirar esperança aos que já não a têm. [...] O amor de Cristo, manifestado num serviço altruísta, será mais eficaz na reforma do pecador do que a espada ou o tribunal de justiça. Esses são necessários para provocar medo no transgressor, mas o missionário cheio de amor pode ir além. Frequentemente, o coração se endurece diante da repreensão, mas se derrete diante do amor de Cristo. O missionário pode não apenas aliviar males físicos, mas conduzir o pecador ao grande Médico, que pode purificar a alma do câncer do pecado. Por meio de Seus servos, Deus deseja que os enfermos, os desamparados e os possuídos por espíritos malignos ouçam Sua voz. Por intermédio de Seus instrumentos humanos, Ele deseja ser um Consolador como o mundo não conhece.” — O Desejado de Todas as Nações, pp. 350 e 351.
5B) Que princípio bíblico também influencia certos métodos por meio dos quais a obra do Senhor deve ser realizada? Eclesiastes 3:1; Eclesiastes 8:5.
Ec 3:1 — TUDO tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Ec 8:5 — Quem guardar o mandamento não experimentará nenhum mal; e o coração do sábio discernirá o tempo e o juízo.
“Falsas obras de cura, afirmando ser divinas, ocorrerão.
“Por esse motivo, o Senhor estabeleceu um modo pelo qual Seu povo deve desenvolver a obra de cura física em conjunto com o ensino da Palavra. É preciso fundar clínicas, e obreiros devem atuar nesses estabelecimentos, realizando uma verdadeira obra médico-missionária.” — Medicina e salvação, p. 14.
Sexta-feira, 19 de dezembro | PARA VOCÊ REFLETIR
1. Por que o dom de línguas foi necessário nos dias dos apóstolos?
2. O que estou fazendo com os talentos que me foram confiados?
3. Como posso melhorar meu serviço ao próximo na área da obra médico-missionária?
4. Em que circunstâncias Jesus oferece proteção contra perigos fatais?
5. Como posso ampliar minha utilidade na causa do Senhor?