“Eu olhava, e eis que este chifre fazia guerra contra os santos, e prevaleceu contra eles. Até que veio o Ancião de Dias, e fez justiça aos santos do Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino” (Daniel 7:21 e 22).
“À medida que nos aproximamos do fim da história deste mundo, as profecias que Daniel registrou exigem nossa atenção especial, pois se referem exatamente ao tempo em que estamos vivendo.” — Profetas e reis, p. 547.
Estudo adicional: O grande conflito, pp. 479-491 (capítulo 28: “O grande juízo investigativo”); Primeiros escritos, pp. 54-56 (“Fim dos 2.300 dias”).
Domingo, 19 de abril | 1. QUATRO VENTOS, QUATRO ANIMAIS
1A) Em que época Daniel recebeu sua primeira visão profética, e como ele reagiu a ela? Daniel 7:1, 15 e 16 (primeira parte).
Dn 7:1, 15 e 16 [p.p.] — NO primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve Daniel um sonho e visões da sua cabeça quando estava na sua cama; escreveu logo o sonho, e relatou a suma das coisas. [...] 15 Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi abatido dentro do corpo, e as visões da minha cabeça me perturbaram. 16 Cheguei-me a um dos que estavam perto, e pedi-lhe a verdade acerca de tudo isto. [...]
“Pouco antes da queda de Babilônia, enquanto Daniel meditava nessas profecias e buscava a Deus para compreender os períodos históricos, ele recebeu uma série de visões sobre o surgimento e queda de vários reinos. A primeira visão, registrada no capítulo sete do livro de Daniel, veio acompanhada de uma interpretação, mas nem tudo foi revelado com clareza ao profeta.” — Profetas e reis, p. 553.
1B) O que representavam os elementos naturais observados? Daniel 7:2; Apocalipse 17:15; Jeremias 25:31-33.
Dn 7:2 — Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando na minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar grande.
Ap 17:15 — E disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas.
Jr 25:31-33 — Chegará o estrondo até à extremidade da terra, porque o Senhor tem contenda com as nações, entrará em juízo com toda a carne; os ímpios entregará à espada, diz o Senhor. 32 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que o mal passa de nação para nação, e grande tormenta se levantará dos confins da terra. 33 E serão os mortos do Senhor, naquele dia, desde uma extremidade da terra até à outra; não serão pranteados, nem recolhidos, nem sepultados; mas serão por esterco sobre a face da terra.
1C) Como o anjo explicou o significado dos quatro grandes animais que surgiram? Daniel 7:3, 16 (última parte) e 17.
Dn 7:3, 16 [ú.p.] e 17 — E quatro animais grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar. [...] 16 [...] E ele me disse, e fez-me saber a interpretação das coisas. 17 Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da terra.
“Os grandes impérios que dominaram o mundo apareceram para o profeta Daniel como animais predadores.” — O grande conflito, pp. 439 e 440.
Segunda-feira, 20 de abril | 2. A SEQUÊNCIA DE IMPÉRIOS
2A) Qual foi o primeiro dos quatro grandes animais, e que império ele representa? Daniel 7:4; Jeremias 50:17; Habacuque 1:6-8.
Dn 7:4 — O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em pé como um homem, e foi-lhe dado um coração de homem.
Jr 50:17 — Cordeiro desgarrado é Israel; os leões o afugentaram; o primeiro a devorá-lo foi o rei da Assíria; e, por último Nabucodonosor, rei de Babilônia, lhe quebrou os ossos.
Hc 1:6-8 — Porque eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcha sobre a largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas. 7 Horrível e terrível é; dela mesma sairá o seu juízo e a sua dignidade. 8 E os seus cavalos são mais ligeiros do que os leopardos, e mais espertos do que os lobos à tarde; os seus cavaleiros espalham-se por toda parte; os seus cavaleiros virão de longe; voarão como águias que se apressam a devorar.
“[Babilônia] não cumpriu o propósito de Deus, e, quando chegou o tempo determinado por Ele, esse reino marcado pelo orgulho e poder — governado por homens da mais alta inteligência — foi quebrado, despedaçado e reduzido à impotência. Cristo declarou: ‘Sem Mim nada podereis fazer’. Os ilustres estadistas da Babilônia não se viam como dependentes de Deus. Pensavam que toda a glória e exaltação que haviam alcançado era fruto de seus próprios méritos. No entanto, quando Deus falou, eles secaram como a relva e murcharam como a flor do campo. Somente a Palavra e a vontade de Deus é que permanecem para sempre.” — The Youth’s Instructor, 29 de setembro de 1903.
2B) Como a Palavra descreve o segundo grande animal, e que império ele representa? Daniel 7:5.
Dn 7:5 — Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne.
“Toda nação que surge no cenário do mundo recebe permissão para ocupar seu lugar na história a fim de que demonstre se está disposta a cumprir o propósito dAquele que é o ‘Vigia e Santo’. A profecia traçou precisamente a ascensão e a queda dos grandes impérios do mundo — Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Com cada um deles, assim como ocorreu com nações de menor porte, a história se repetiu. Cada um teve seu tempo de prova, e todos fracassaram. Sua glória desapareceu, seu poder se foi, e outra potência ocupou seu lugar.
“Mesmo quando as nações rejeitavam os princípios de Deus e, por isso, provocavam a própria destruição, ainda assim ficou evidente que o propósito divino e soberano continuava agindo por trás de todos os seus movimentos.” — Educação, pp. 176 e 177.
2C) Que elementos incomuns caracterizavam o terceiro animal, o qual representa o império grego? Daniel 7:6.
Dn 7:6 — Depois disto, eu continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha quatro asas de ave nas suas costas; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio.
“Se esses reinos tivessem mantido o temor a Deus diante de si em todo o tempo, teriam recebido sabedoria e poder — forças que os uniriam e os teriam mantido firmes. No entanto, os governantes dos impérios só recorriam a Deus quando estavam cercados de dificuldades e confusão. [...] Sempre que se viam diante de mistérios que não conseguiam entender, eram obrigados a buscar a ajuda daqueles cuja mente havia sido iluminada pela luz do Céu.” — The Youth’s Instructor, 29 de setembro de 1903.
Terça-feira, 21 de abril | 3. ROMA, O QUARTO IMPÉRIO
3A) Por que o quarto animal era tão difícil de descrever com elementos naturais? Daniel 7:7.
Dn 7:7 — Depois disto eu continuei olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres.
“O Espírito Santo representa os reinos do mundo por meio do símbolo de feras selvagens e predadoras. Mas Cristo é ‘o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’. João 1:29. Em Seu plano de governo não há espaço para o uso da força bruta com o objetivo de forçar a consciência.” — Parábolas de Jesus, p. 77.
“A cruz estava associada ao poder de Roma. Era o instrumento do tipo mais cruel e humilhante de morte. Os criminosos mais desprezíveis eram obrigados a carregar a cruz até o local da execução, e, muitas vezes, quando ela estava prestes a ser colocada sobre seus ombros, resistiam com violência desesperada, até que fossem dominados à força, e o instrumento de tortura fosse amarrado a eles.” — O Desejado de Todas as Nações, pp. 416 e 417.
3B) O que apareceu entre os chifres do quarto animal? Daniel 7:8.
Dn 7:8 — Estando eu a considerar os chifres, eis que, entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas.
“No século seis, o papado já estava muito bem estabelecido. A sede do seu poder estava localizada na cidade imperial, e declarou-se ser o bispo de Roma o chefe de toda a igreja. O paganismo deu lugar ao papado. O dragão entregou à besta ‘o seu poder, e o seu trono, e grande poderio’. Apocalipse 13:2. E assim teve início o período de 1.260 anos de opressão papal, previsto nas profecias de Daniel e do Apocalipse. (Daniel 7:25; Apocalipse 13:5-7.) Os cristãos foram forçados a escolher entre renunciar à fidelidade e aceitar os rituais e a adoração papal, ou apodrecer em masmorras ou enfrentar a morte na roda de tortura, na fogueira ou sob o machado do carrasco. Cumpriram-se então as palavras de Jesus: ‘E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós. E sereis odiados por todos os homens por causa do Meu nome’. Lucas 21:16 e 17. A perseguição se abateu sobre os fiéis com fúria jamais vista, transformando o mundo em um imenso campo de batalha. Por séculos,0 a igreja de Cristo encontrou refúgio apenas na solidão e no anonimato. Assim diz o profeta: ‘E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias’. Apocalipse 12:6.” — O grande conflito, pp. 54 e 55.
3C) O que Daniel quis saber após ter saído da visão? Daniel 7:19 e 20.
Dn 7:19 e 20 — Então tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro e as suas unhas de bronze; que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava; 20 E também a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça, e do outro que subiu, e diante do qual caíram três, isto é, daquele que tinha olhos, e uma boca que falava grandes coisas, e cujo parecer era mais robusto do que o dos seus companheiros.
Quarta-feira, 22 de abril | 4. O CHIFRE PEQUENO
4A) O que o anjo explicou a respeito do terrível quarto animal, que representava o Império Romano? Daniel 7:23.
Dn 7:23 — Disse assim: O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços.
4B) O que o anjo revelou acerca do chifre pequeno? Daniel 7:24.
Dn 7:24 — E, quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis.
“O vasto império de Roma se despedaçou, e de suas ruínas surgiu um poder ainda maior: a Igreja Católica Romana. Essa igreja se orgulha de sua infalibilidade e de sua religião herdada ao longo dos séculos. No entanto, essa religião se torna um horror para todos os que conhecem os segredos do mistério da iniquidade. Os sacerdotes dessa instituição preservam seu controle por manterem o povo na ignorância a respeito da vontade de Deus revelada nas Escrituras.” — The Youth’s Instructor, 22 de setembro de 1903.
4C) Contra quem o chifre pequeno canalizaria sua ira? Daniel 7:21 e 25.
Dn 7:21 e 25 — Eu olhava, e eis que este chifre fazia guerra contra os santos, e prevaleceu contra eles. [...] 25 E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo.
“A ascensão da Igreja Romana ao poder marcou o início da Idade das Trevas. E, à medida que seu poder aumentava, a escuridão espiritual se aprofundava. Ela desviou a fé de Cristo — o verdadeiro fundamento — e a colocou no papa de Roma. Em vez de confiarem no Filho de Deus para o perdão dos pecados e a salvação eterna, as pessoas passaram a olhar para o papa, para os sacerdotes e altos cargos eclesiásticos, aos quais ele concedia autoridade. Ensinaram ao povo que o papa era seu mediador terrestre e que ninguém poderia se aproximar de Deus senão por meio dele. Mais ainda: afirmavam que ele ocupava o lugar de Deus na Terra e que, por isso, deveria ser obedecido sem questionamento. Qualquer desvio de suas ordens era motivo suficiente para a aplicação das punições mais severas — tanto sobre o corpo quanto sobre a alma dos que ousassem desobedecer. Assim, a mente do povo foi desviada de Deus e submetida a homens falhos, errantes e cruéis — ou melhor, ao próprio Príncipe das Trevas, que exercia seu poder por meio deles. O pecado se disfarçou com roupas de santidade. Quando as Escrituras são suprimidas e o ser humano passa a se considerar supremo, o que se segue é inevitável: fraude, engano e uma iniquidade degradante. Com a exaltação das leis e tradições humanas, manifestou-se a corrupção que sempre resulta do desrespeito à Lei de Deus.
“Aqueles foram dias de perigo para a igreja de Cristo. Eram poucos os que permaneciam verdadeiramente fiéis à causa. Embora a verdade nunca tenha deixado o mundo sem testemunhas, em certos momentos parecia que o erro e a superstição iriam dominar por completo, e que a verdadeira religião desapareceria da face da Terra. De modo geral, havia um esquecimento do evangelho, mas os rituais religiosos se multiplicaram, e o povo foi sobrecarregado com exigências rigorosas.” — O grande conflito, p. 55.
Quinta-feira, 23 de abril | 5. O JUÍZO
5A) O que precisaria ocorrer para pôr fim ao poder do chifre pequeno? Daniel 7:26.
Dn 7:26 — Mas o juízo será estabelecido, e eles tirarão o seu domínio, para o destruir e para o desfazer até ao fim.
“Os 42 meses [mencionados em Apocalipse 13:5] correspondem à expressão ‘tempo, tempos e metade de um tempo’ — ou seja, a três anos e meio, ou 1.260 dias — profetizados no capítulo 7 de Daniel. Esse foi o período em que o poder papal oprimiria o povo de Deus. Esse tempo [...] começou com o estabelecimento da supremacia papal em 538 d.C., terminando em 1798. Nesse mesmo ano, o papa foi feito prisioneiro pelo exército francês, o poder papal foi ferido mortalmente, e cumpriu-se a predição: ‘Se alguém levar em cativeiro, em cativeiro irá’.” — O grande conflito, p. 439.
5B) Como a cena do juízo é descrita? Daniel 7:9, 10 e 13.
Dn 7:9, 10 e 13 — Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; a sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça como a pura lã; e seu trono era de chamas de fogo, e as suas rodas de fogo ardente. 10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões assistiam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros. [...] 13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele.
“A vinda de Cristo descrita aqui não se refere ao Seu retorno à Terra. Trata-se de Sua apresentação diante do Ancião de Dias, no Céu, para receber domínio, glória e um reino — o qual Lhe será concedido ao final de Sua obra como Mediador.” — Ibidem, p. 480.
5C) Qual seria o resultado do juízo? Daniel 7:11, 14, 18, 22, 26 e 27.
Dn 7:11, 14, 18, 22, 26 e 27 — Então estive olhando, por causa da voz das grandes palavras que o chifre proferia; estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito, e entregue para ser queimado pelo fogo; [...] 14 E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído. [...] 18 Mas os santos do Altíssimo receberão o reino, e o possuirão para todo o sempre, e de eternidade em eternidade. [...] 22 Até que veio o ancião de dias, e fez justiça aos santos do Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino. [...] 26 Mas o juízo será estabelecido, e eles tirarão o seu domínio, para o destruir e para o desfazer até ao fim. 27 E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão.
“O resultado do grande plano da redenção é a restauração plena da humanidade ao favor de Deus. Tudo o que se perdeu por causa do pecado, a redenção restaurará, redimindo não apenas a humanidade, mas a própria Terra, para ser a morada eterna dos obedientes. Por seis mil anos, Satanás tem lutado para manter o domínio sobre a Terra. Mas agora o propósito original de Deus ao criar a Terra se cumpre. ‘Mas os santos do Altíssimo receberão o reino, e o possuirão para todo o sempre, e de eternidade em eternidade’. Daniel 7:18.” — Patriarcas e profetas, p. 342.
Sexta-feira, 24 de abril | PARA VOCÊ REFLETIR
1. Descreva os quatro grandes animais que Daniel viu subir do mar.
2. Cite os impérios que esses animais representavam, e como suas características se cumpriram.
3. O que diferenciava o poder do chifre pequeno da força dos outros reinos?
4. Quais eram as “grandes coisas” que o poder representado pelo chifre pequeno dizia?
5. A quem o juízo concederá o domínio da Terra, e quando?