“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos” (Daniel 9:25).
“O anjo tinha sido enviado a Daniel com o propósito expresso de explicar o ponto que o profeta não havia conseguido entender na visão do capítulo 8: a declaração referente ao tempo.” — O grande conflito, p. 326.
Estudo adicional: O grande conflito, pp. 409-422 (capítulo 23: “O santuário celestial, centro de nossa esperança”).
Domingo, 3 de maio | 1. LER PARA COMPREENDER
1A) Por volta da época em que os medos e persas conquistaram Babilônia, que assunto Daniel estava estudando? Daniel 9:1 e 2.
Dn 9:1 e 2 — NO ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos cal deus, 2 No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos.
“Enquanto aqueles que tinham permanecido leais a Deus em Babilônia buscavam o Senhor e estudavam as profecias que apontavam para o seu livramento, Deus estava preparando o coração dos reis para demonstrarem favor ao Seu povo arrependido.” — The SDA Bible Commentary [E. G. White Comments], vol. 4, p. 1172.
1B) Explique o significado da profecia que Daniel estava lendo. Jeremias 25:8-14.
Jr 25:8-14 — Portanto assim diz o Senhor dos Exércitos: Visto que não escutastes as minhas palavras, 9 Eis que eu enviarei, e tomarei a todas as famílias do norte, diz o Senhor, como também a Nabucodonosor, rei de Babilônia, meu servo, e os trarei sobre esta terra, e sobre os seus moradores, e sobre todas estas nações em redor, e os destruirei totalmente, e farei que sejam objeto de espanto, e de assobio, e de perpétuas desolações. 10 E farei desaparecer dentre eles a voz de gozo, e a voz de alegria, a voz do esposo, e a voz da esposa, como também o som das mós, e a luz do candeeiro. 11 E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos. 12 Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei de Babilônia, e esta nação, diz o Senhor, castigando a sua iniquidade, e a da terra dos caldeus; farei deles ruínas perpétuas. 13 E trarei sobre aquela terra todas as minhas palavras, que disse contra ela, a saber, tudo quanto está escrito neste livro, que profetizou Jeremias contra todas estas nações. 14 Porque também deles se servirão muitas nações e grandes reis; assim lhes retribuirei segundo os seus feitos, e segundo as obras das suas mãos.
1C) O que a profecia de Jeremias exortava o povo de Deus a fazer? Jeremias 29:10-14.
Jr 29:10-14 — Porque assim diz o Senhor: Certamente que passados setenta anos em Babilônia, vos visitarei, e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar. 11 Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais. 12 Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. 13 E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração. 14 E serei achado de vós, diz o Senhor, e farei voltar os vossos cativos e congregar-vos-ei de todas as nações, e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o Senhor, e tornarei a trazer-vos ao lugar de onde vos transportei.
“Os escritos de Jeremias estavam ao alcance [dos exilados]. Neles, estava claramente determinado o período que deveria se passar antes da libertação de Israel do cativeiro de Babilônia. [...] O remanescente de Judá receberia favor em resposta à oração fervorosa.” — Profetas e reis, p. 552.
Segunda-feira, 4 de maio | 2. A ORAÇÃO DE DANIEL
2A) O que Daniel fez após ter lido a profecia de Jeremias? Daniel 9:3.
Dn 9:3 — E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza.
“Com fé baseada na segura palavra da profecia, Daniel suplicou ao Senhor o imediato cumprimento dessas promessas. Implorou para que a honra divina fosse preservada. Em sua súplica, o profeta se identificou totalmente com aqueles que haviam fracassado em alcançar o propósito divino, confessando os pecados dessas pessoas como se fossem seus.” — Profetas e reis, pp. 554 e 555.
2B) Depois de ler a oração de Daniel, que observações você destacaria sobre o modo com que o profeta se humilhou e intercedeu junto a Deus? Daniel 9:4-19.
Dn 9:4-19 — E orei ao Senhor meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; 5 Pecamos, e cometemos iniquidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; 6 E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra. 7 A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós a confusão de rosto, como hoje se vê; aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, e a todo o Israel, aos de perto e aos de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas rebeliões que cometeram contra ti. 8 O Senhor, a nós pertence a confusão de rosto, aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, porque pecamos contra ti. 9 Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia, e o perdão; pois nos rebelamos contra ele, 10 E não obedecemos à voz do Senhor, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas. 11 Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se para não obedecer à tua voz; por isso a maldição e o juramento, que estão escritos na lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós; porque pecamos contra ele. 12 E ele confirmou a sua palavra, que falou contra nós, e contra os nossos juízes que nos julgavam, trazendo sobre nós um grande mal; porquanto debaixo de todo o céu nunca se fez como se tem feito em Jerusalém. 13 Como está escrito na lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não suplicamos à face do Senhor nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniquidades, e para nos aplicarmos à tua verdade. 14 Por isso o Senhor vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós; porque justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as suas obras, que fez, pois não obedecemos à sua voz. 15 Agora, pois, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e ganhaste para ti nome, como hoje se vê; temos pecado, temos procedido impiamente. 16 Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte; porque por causa dos nossos pecados, e por causa das iniquidades de nossos pais, tornou-se Jerusalém e o teu povo um opróbrio para todos os que estão em redor de nós. 17 Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor. 18 Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. 19 Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age sem tardar; por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.
“Embora Daniel tivesse servido a Deus por muito tempo e fosse considerado ‘mui amado’ pelos Céus, ele agora se prostrou perante Deus como um pecador, apresentando a grande necessidade do povo que amava.” — Ibidem, p. 555.
2C) Com o que Daniel estava particularmente preocupado? Daniel 9:16 e 17.
Dn 9:16 e 17 — Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte; porque por causa dos nossos pecados, e por causa das iniquidades de nossos pais, tornou-se Jerusalém e o teu povo um opróbrio para todos os que estão em redor de nós. 17 Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor.
“Ao longo de quase 70 anos Israel esteve em cativeiro. A terra que Deus havia escolhido para Sua própria posse estava agora nas mãos dos idólatras. A amada cidade, que tinha recebido a luz do Céu e que havia sido a alegria de toda a Terra, estava agora desprezada e degradada. O templo, que tinha guardado a arca da aliança divina e os querubins da glória que encobriam o propiciatório, estava em ruínas. O próprio local do sagrado edifício havia sido profanado por pés impuros. Pessoas fiéis, que tinham conhecido a antiga glória, ficaram angustiadas por verem a desolação da sagrada casa que uma vez havia distinguido Israel como o povo escolhido de Deus. Essas pessoas testemunharam as acusações que Deus tinha feito contra os pecados de Seu povo. Em seguida, contemplaram o cumprimento dessa palavra. Além do mais, também foram testemunhas das promessas de Seu favor, caso Israel retornasse a Deus e andasse com prudência diante dEle. Peregrinos idosos, de cabelos grisalhos, subiram a Jerusalém para orar em meio às suas ruínas. Beijaram as pedras e as umedeceram com as próprias lágrimas enquanto suplicavam ao Senhor que tivesse misericórdia de Sião e a cobrisse com a glória de Sua justiça. Daniel sabia que o tempo determinado para o cativeiro de Israel estava quase no fim. Contudo, o profeta não pensou que, pelo fato de Deus ter prometido libertá-los, eles mesmos não tivessem nenhuma parte a cumprir. Com jejum e contrição, Daniel buscou o Senhor, confessando seus próprios pecados e os pecados do povo.” — The SDA Bible Commentary [E. G. White Comments], vol. 4, p. 1172.
Terça-feira, 5 de maio | 3. UM VISITANTE CELESTIAL
3A) Como a oração de Daniel foi interrompida? Daniel 9:20 e 21.
Dn 9:20 e 21 — Estando eu ainda falando e orando, e confessando o meu pecado, e o pecado do meu povo Israel, e lançando a minha súplica perante a face do Senhor, meu Deus, pelo monte santo do meu Deus, 21 Estando eu, digo, ainda falando na oração, o homem Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio, voando rapidamente, e tocou-me, à hora do sacrifício da tarde.
“O Céu estava se inclinando para ouvir a súplica fervorosa do profeta. Antes mesmo que ele tivesse terminado seu pedido de perdão e restauração, o poderoso Gabriel surgiu novamente ao seu lado.” — Profetas e reis, p. 556.
“Foi Gabriel, o anjo mais próximo em posição do Filho de Deus, quem veio a Daniel com a mensagem divina. [...] Deus nos deu tudo isso, e Sua bênção se seguirá ao estudo reverente e acompanhado de oração das escrituras proféticas.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 234.
3B) Qual era o objetivo da visita de Gabriel, e como ela se relaciona com a visão do capítulo 8? Daniel 9:22 e 23.
Dn 9:22 e 23 — Ele me instruiu, e falou comigo, dizendo: Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido. 23 No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a palavra, e entende a visão.
“[Gabriel] chamou a atenção do profeta para a visão que ele havia tido antes da queda de Babilônia e da morte de Belsazar.” — Profetas e reis, p. 556.
“Deus tinha ordenado ao Seu mensageiro: ‘Faça este homem entender a visão’. Essa incumbência precisava ser cumprida. Obedecendo a ela, o anjo voltou a Daniel algum tempo depois, dizendo: ‘Saí para fazer-te entender o sentido’; ‘toma, pois, bem sentido na palavra e entende a visão’. Daniel 8:27 e 16; Daniel 9:22 e 23, 25-27. Existia um ponto importante na visão do capítulo 8 para o qual ainda não havia explicação, ou seja, aquele relacionado ao período dos 2.300 dias. Por isso, ao retomar a explicação, o anjo trata principalmente do assunto do tempo.” — O grande conflito, p. 325.
3C) Que espaço de tempo deveria ser reservado para a nação judaica, e o que ocorreria ao longo desse período? Daniel 9:24.
Dn 9:24 — Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.
“A essência da pregação de Cristo era: ‘O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos, pois, e crede no evangelho’. Por isso, a mensagem do evangelho que o Salvador anunciava estava fundamentada nas profecias. O ‘tempo’ que Ele declarava estar cumprido era o período a que o anjo Gabriel havia se referido a Daniel. [...] Em profecia, um dia representa um ano. Veja Números 14:34 e Ezequiel 4:6. As 70 semanas, ou 490 dias, representam 490 anos.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 233.
Quarta-feira, 6 de maio | 4. O PONTO DE PARTIDA É REVELADO
4A) Que importante mandato real deveria marcar o início das 70 semanas? Daniel 9:25.
Dn 9:25 — Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.
“A ordem para restaurar e edificar Jerusalém, que o decreto do rei Artaxerxes Longímano confirmou (ler Esdras 6:14; Esdras 7:1 e 9), entrou em vigor no outono de 457 a.C. Aquela data marcou o início do período de 483 anos [ou 69 semanas proféticas] que se estenderia até o outono de 27 d.C.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 233.
4B) Descreva os termos e condições do decreto que cumpriram essa profecia. Esdras 7:11-13, 21-27.
Ed 7:11-13, 21-27 — Esta é, pois, a cópia da carta que o rei Artaxerxes deu ao sacerdote Esdras, o escriba das palavras dos mandamentos do Senhor, e dos seus estatutos sobre Israel: 12 Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da lei do Deus do céu, paz perfeita, em tal tempo. 13 Por mim se decreta que no meu reino todo aquele do povo de Israel, e dos seus sacerdotes e levitas, que quiser ir contigo a Jerusalém, vá. [...] 21 E por mim mesmo, o rei Artaxerxes, se decreta a todos os tesoureiros que estão dalém do rio que tudo quanto vos pedir o sacerdote Esdras, escriba da lei do Deus dos céus, prontamente se faça. 22 Até cem talentos de prata, e até cem coros de trigo, e até cem batos de vinho, e até cem batos de azeite; e sal à vontade. 23 Tudo quanto se ordenar, segundo o mandado do Deus do céu, prontamente se faça para a casa do Deus do céu; pois, para que haveria grande ira sobre o reino do rei e de seus filhos? 24 Também vos fazemos saber acerca de todos os sacerdotes e levitas, cantores, porteiros, servidores do templo e ministros desta casa de Deus, que não será lícito impor-lhes, nem tributo, nem contribuição, nem renda. 25 E tu, Esdras, conforme a sabedoria do teu Deus, que possues, nomeia magistrados e juízes, que julguem a todo o povo que está dalém do rio, a todos os que sabem as leis do teu Deus; e ao que não as sabe, lhe ensinarás. 26 E todo aquele que não observar a lei do teu Deus e a lei do rei, seja julgado prontamente; quer seja morte, quer desterro, quer multa sobre os seus bens, quer prisão. 27 Bendito seja o Senhor Deus de nossos pais, que tal inspirou ao coração do rei, para ornar a casa do Senhor, que está em Jerusalém.
“O Senhor [...] tocou o coração do rei, de modo que Esdras encontrou graça aos olhos do governante. O rei colocou amplos recursos nas mãos do sacerdote para a reconstrução do templo, e possibilitou a volta dos judeus [à sua terra natal].” — The SDA Bible Commentary [E. G. White Comments], vol. 3, p. 1134.
4C) O que mais a profecia previu sobre o ministério do Messias? Daniel 9:26 (primeira parte) e 27 (primeira parte).
Dn 9:26 [p.p] e 27 [p.p] — E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo [...]. 27 E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação [...].
“De acordo com a declaração profética, esse período devia alcançar o Messias, o Ungido. Portanto, no ano 27 d.C., Jesus recebeu a unção do Espírito Santo em Seu batismo, e imediatamente começou Seu ministério. Por isso é que a mensagem ‘O tempo está cumprido’ foi proclamada.
“Na sequência, o anjo disse: ‘E Ele firmará um concerto com muitos por uma semana [sete anos]’. Após o Salvador ter dado início ao Seu ministério, o evangelho devia ser pregado ao longo de sete anos, especialmente para os judeus: três anos e meio pelo próprio Cristo, e o restante do período pelos apóstolos. ‘E, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares’. Daniel 9:27. Sendo assim, na primavera do ano 31 da nossa era, Cristo, o verdadeiro sacrifício, Se ofereceu no Calvário. Na mesma hora, o véu do templo se rasgou em dois, demonstrando que a santidade e o significado do serviço sacrifical perderam seu objetivo. Isso foi um sinal de que a hora de acabar com o sacrifício e as ofertas terrestres havia chegado.
“Assim, o período da última semana — sete anos — encerrou-se no ano 34. Nesse ano, ao apedrejarem Estêvão, os judeus finalmente confirmaram sua rejeição ao evangelho. Como resultado, os discípulos, a quem a perseguição [dos sacerdotes] espalhou por vários lugares, ‘iam por toda parte pregando a Palavra’ (Atos 8:4).” — O Desejado de Todas as Nações, p. 233.
Quinta-feira, 7 de maio | 5. A CONCLUSÃO DAS 70 SEMANAS
5A) Que tragédia ocorreria após o término das 70 semanas, ou 490 anos? Daniel 9:26 (última parte) e 27 (última parte); Lucas 21:20.
Dn 9:26 [ú.p.] e 27 [ú.p.] — [...] e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. 27 [...] e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.
Lc 21:20 — Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação.
“A longanimidade de Deus para com Jerusalém apenas confirmou a impenitência rebelde dos judeus. [...] Em sua presunção cega e irreverente, [os líderes judaicos] declararam em público não terem medo de que Jerusalém fosse destruída, pois era a cidade de Deus. Para fortalecer ainda mais seu poder, subornaram falsos profetas para que declarassem, mesmo enquanto as legiões romanas cercavam o templo, que o povo deveria esperar a libertação vinda de Deus. Como resultado, multidões se mantiveram firmes na crença de que o Altíssimo interviria para derrotar seus adversários. No entanto, o problema era que Israel havia desprezado a proteção divina, e agora não tinha defesa. Ó infeliz Jerusalém! As dissensões internas a dilaceravam. Seus próprios filhos se matavam uns aos outros, e o sangue deles pintava as ruas de vermelho. Enquanto isso, exércitos estrangeiros destruíam as suas fortificações e massacravam os seus guerreiros!” — O grande conflito, pp. 28 e 29.
5B) Com a primeira parte dos dias compreendida, o que podemos identificar em seguida? Daniel 8:14; Daniel 9:24.
Dn 8:14 — E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.
Dn 9:24 — Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.
“Até o momento, todas as especificações proféticas se cumpriram de forma impressionante. Além disso, o início das setenta semanas se estabeleceu, sem nenhuma dúvida, em 457 a.C., e seu término em 34 d.C. Com base nesses dados, fica fácil encontrar o término do período completo dos 2.300 dias. Ao diminuirmos setenta semanas — 490 anos — dos 2.300 anos, sobram 1.810 anos. Após o fim dos 490 dias, restavam 1.810 dias [anos] para o final. A partir do ano 34, o período restante de 1.810 anos nos leva até 1844. Desse modo, os 2.300 anos de Daniel 8:14 terminam em 1844. Ao fim desse grande período profético, mediante o testemunho do anjo de Deus, ‘o santuário será purificado’. Assim, o tempo da purificação do santuário [...] foi definitivamente determinado.” — Ibidem, p. 328.
Sexta-feira, 8 de maio | PARA VOCÊ REFLETIR
1. Apesar de ser ele mesmo um profeta, o que Daniel estava ansioso para compreender?
2. Por que Daniel se incluiu na oração de arrependimento pelos pecados passados de Israel?
3. Como podemos saber, de forma conclusiva, que Daniel 9 resolve o mistério de Daniel 8?
4. Explique o evento que marcou o início da profecia de 490 anos, ou de 70 semanas.
5. Descreva a destruição de Jerusalém, conforme predito por Daniel e Jesus.