LIÇÃO 5

O açoitamento e a condenação de Jesus

4º trimestre de 2025
Sábado, 01 de Novembro de 2025
“Pilatos respondeu-lhes, dizendo: Quereis que vos solte o Rei dos judeus? Porque ele bem sabia que por inveja os principais dos sacerdotes O haviam entregado” (Marcos 15:9 e 10).
“[A humilhação de Cristo] foi a garantia de Sua exaltação. As gotas de sangue — expressão de angústia — que escorriam de Suas têmporas feridas, descendo pelo rosto e a barba, eram a garantia de Sua unção com ‘o óleo de alegria’ (Hebreus 1:9), como nosso grande Sumo Sacerdote.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 734.
Estudo adicional: Obreiros evangélicos, pp. 407-411 (“Menos pregar, mais ensinar”).

Domingo, 26 de outubro | 1. A FRAQUEZA DE PILATOS
1A) Quando trouxeram Jesus de volta ao tribunal de Pilatos, que argumento o governador apresentou em favor dEle? Lucas 23:13-15.
Lc 23:13-15 — E, convocando Pilatos os principais dos sacerdotes, e os magistrados, e o povo, 14 Disse-lhes: Haveis-me apresentado este homem como pervertedor do povo; e eis que, examinando-o na vossa presença, nenhuma culpa, das de que o acusais, acho neste homem. 15 Nem mesmo Herodes, porque a ele vos remeti, e eis que não tem feito coisa alguma digna de morte.

1B) Como a própria inconsistência de Pilatos o arruinou? Lucas 23:16; João 19:1.
Lc 23:16 — Castigá-lo-ei, pois, e soltá-lo-ei.
Jo 19:1 — PILATOS, pois, tomou então a Jesus, e o açoitou.

“[Pilatos] havia declarado que Jesus era inocente, mas estava disposto a que fosse açoitado para aplacar os acusadores. Estava disposto a sacrificar a justiça e os princípios a fim de fazer acordos transigentes com a multidão. Isso o colocou em desvantagem. O povo se aproveitou de sua indecisão e exigiu ainda mais a vida do Prisioneiro. Se desde o início Pilatos tivesse se mantido firme, recusando-se a condenar alguém que considerava inocente, teria rompido a corrente fatal que o prenderia ao remorso e à culpa por toda a vida. Se tivesse seguido suas convicções quanto ao que era certo, os judeus não teriam ousado dizer-lhe o que deveria ou não fazer. Cristo teria morrido, mas a culpa não recairia sobre Pilatos. No entanto, ele havia dado passo após passo na violação da consciência. Isentou-se de julgar com justiça e equidade, e agora se via quase impotente nas mãos dos sacerdotes e líderes. A hesitação e a indecisão foram sua ruína.” — O Desejado de Todas as Nações, pp. 731 e 732.

Segunda-feira, 27 de outubro | 2. A OBRA DE DEUS EM FAVOR DE PILATOS
2A) Que oportunidade adicional Deus concedeu a Pilatos? Mateus 27:19.
Mt 27:19 — E, estando ele assentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele.

“Em resposta à oração de Cristo, a esposa de Pilatos recebeu a visita de um anjo do Céu, e em sonho contemplou o Salvador e conversou com Ele. A esposa de Pilatos não era judia, mas, ao ver Jesus em sonho, não teve dúvidas quanto ao Seu caráter e missão. Reconheceu-O como o Príncipe de Deus. Viu-O em julgamento no tribunal, com as mãos amarradas como as de um criminoso. Viu Herodes e seus soldados praticando suas atrocidades. Ouviu os sacerdotes e líderes, tomados de inveja e ódio, acusando-O ferozmente. Ouviu as palavras: ‘Temos uma lei, e segundo essa lei Ele deve morrer’. Viu Pilatos entregar Jesus ao açoite depois de declarar: ‘Não acho nEle crime algum’. Ouviu a condenação pronunciada por Pilatos e viu-o entregar Cristo aos assassinos. Contemplou a cruz erguida no Calvário. Viu a Terra mergulhada em escuridão e ouviu o misterioso clamor: ‘Está consumado’. Outra cena ainda apareceu em seu sonho: viu Cristo assentado sobre a grande nuvem branca enquanto a Terra oscilava no espaço e os Seus assassinos fugiam diante de Sua glória. Com um grito de horror, ela despertou e imediatamente escreveu a Pilatos palavras de advertência.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 732.

2B) Que ideia Pilatos sugeriu à multidão para tentar libertar Jesus? Marcos 15:6-10.
Mc 15:6-10 — Ora, no dia da festa costumava soltar-lhes um preso qualquer que eles pedissem. 7 E havia um chamado Barrabás, que, preso com outros amotinadores, tinha num motim cometido uma morte. 8 E a multidão, dando gritos, começou a pedir que fizesse como sempre lhes tinha feito. 9 E Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que vos solte o Rei dos Judeus? 10 Porque ele bem sabia que por inveja os principais dos sacerdotes o tinham entregado.

“Era costume nessa festa libertar algum prisioneiro conforme a escolha do povo. Esse costume era de origem pagã; não havia sombra de justiça nele, mas era um hábito que os judeus valorizavam muito. As autoridades romanas, na época, tinham detido um homem chamado Barrabás, que estava condenado à morte. Esse homem havia se declarado o Messias. Afirmava ter autoridade para estabelecer uma nova ordem, para corrigir o mundo. Sob delírio satânico, alegava que tudo o que pudesse obter por furto e roubo lhe pertencia. Havia realizado atos impressionantes por meio de agentes demoníacos, conquistando seguidores e provocando rebeliões contra o governo romano. Com aparência de entusiasmo religioso, era um delinquente endurecido e perigoso, inclinado à rebelião e à crueldade. Ao oferecer ao povo a escolha entre esse homem e o Salvador inocente, Pilatos esperava despertar neles um senso de justiça, e, desse modo, despertar empatia em favor de Jesus visando frustrar os sacerdotes e líderes.” — Ibidem, p. 733.

Terça-feira, 28 de outubro | 3. CRISTO OU BARRABÁS?
3A) O que os sacerdotes fizeram para garantir a condenação de Cristo? No fim, o que isso significaria para eles? Mateus 27:20.
Mt 27:20 — Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram à multidão que pedisse Barrabás e matasse Jesus.

3B) Para surpresa de Pilatos, que escolha final a multidão fez? Mateus 27:21-23; João 18:39 e 40.
Mt 27:21-23 — E, respondendo o presidente, disse-lhes: Qual desses dois quereis vós que eu solte? E eles disseram: Barrabás. 22 Disse-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado. 23 O presidente, porém, disse: Mas que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: Seja crucificado.
Jo 18:39 e 40 — Mas vós tendes por costume que eu vos solte alguém pela Páscoa. Quereis, pois, que vos solte o Rei dos Judeus? 40 Então todos tornaram a clamar, dizendo: Este não, mas Barrabás. E Barrabás era um salteador.

“‘Que farei então de Jesus, chamado Cristo?’ — Perguntou Pilatos. Mais uma vez, a multidão enfurecida rugiu como demônios. Agentes satânicos em forma humana estavam ali, e o que se poderia esperar senão a resposta: ‘Seja crucificado’?” — O Desejado de Todas as Nações, p. 733.
“Os líderes judeus fizeram sua escolha. Essa decisão foi registrada no livro que João viu na mão dAquele que estava assentado no trono — o livro que ninguém podia abrir. Essa decisão se revelará diante deles, em toda a sua maldade, no dia em que o Leão da tribo de Judá abrir esse livro.
“O povo judeu nutria a ideia de que eram os favoritos do Céu e que sempre seriam exaltados como a igreja de Deus. Declaravam ser filhos de Abraão, e acreditavam que sua prosperidade estava tão firmemente garantida que desafiavam Céu e Terra a lhes retirarem os direitos. Mas, de fato, estavam se preparando para a condenação do Céu e para a separação de Deus como resultado de uma vida de infidelidade.” — Parábolas de Jesus, p. 294.

3C) Como essa cena se repete hoje — e qual é o nosso papel nisso? Josué 24:15.
Js 24:15 — Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.

“[Satanás] está cheio de ira porque não consegue unir o povo de Deus ao mundo, tornando-os totalmente submissos a ele. Reis, governadores e líderes assumiram sobre si a marca do anticristo, sendo representados como o dragão que sai a guerrear contra os santos — contra os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus. Em sua inimizade contra o povo de Deus, também demonstram ter a mesma culpa — de escolher Barrabás em lugar de Cristo.” — Obreiros evangélicos, p. 39.

Quarta-feira, 29 de outubro | 4. ODIADO POR HUMANOS E DEMÔNIOS
4A) Como os soldados romanos contribuíram para a tortura do Salvador, e como Ele reagiu? João 19:2 e 3; Marcos 15:16-19.
Jo 19:2 e 3 — E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram sobre a cabeça, e lhe vestiram roupa de púrpura. 3 E diziam: Salve, Rei dos Judeus. E davam-lhe bofetadas. Mc 15:16-19 — E os soldados o levaram dentro à sala, que é a da audiência, e convocaram toda a coorte. 17 E vestiram-no de púrpura, e tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça. 18 E começaram a saudá-lo, dizendo: Salve, Rei dos Judeus! 19 E feriram-no na cabeça com uma cana, e cuspiram nele e, postos de joelhos, o adoraram.

“Ó Céus, pasmem; ó Terra, estremeça! Vejam o opressor e o Oprimido. Uma multidão furiosa cerca o Salvador do mundo. Zombarias e escárnios se misturam aos juramentos blasfemos. O nascimento humilde e a vida modesta de Jesus são alvo de comentários cruéis por parte do povo insensível. Sua declaração de ser o Filho de Deus é ridicularizada, e piadas vulgares e insultos desrespeitosos passam de boca em boca.
“Satanás liderava aquela multidão cruel em seu abuso contra o Salvador. Seu objetivo era provocar Jesus, levando-O a reagir, ou forçá-lO a realizar um milagre para Se libertar — e assim destruir o plano da salvação. Bastaria uma mancha em Sua vida humana, uma falha diante da prova terrível, e o Cordeiro de Deus não seria uma oferta perfeita, e a redenção da humanidade teria fracassado. No entanto, Aquele que podia, com uma palavra, chamar os exércitos celestiais em Seu auxílio — Aquele que podia expulsar aquele povo, aterrorizando-os com o brilho de Sua majestade divina — submeteu-Se com perfeita calma aos mais grosseiros insultos e abusos.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 734.

4B) Após ferirem Jesus diante da multidão, que anúncio Pilatos fez? João 19:4 e 5.
Jo 19:4 e 5 — Então Pilatos saiu outra vez fora, e disse-lhes: Eis aqui vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum. 5 Saiu, pois, Jesus fora levando a coroa de espinhos e roupa de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis aqui o homem.

“Ali estava o Filho de Deus, vestindo o manto de zombaria e a coroa de espinhos. Despido até a cintura, Suas costas exibiam longas e cruéis marcas de açoites, de onde o sangue escorria abundantemente. Seu rosto estava manchado de sangue, marcado pela exaustão e pela dor; mas nunca havia Se mostrado tão belo como naquele momento. O rosto do Salvador não foi desfigurado diante de Seus inimigos. Cada traço expressava mansidão, resignação e a mais terna compaixão por Seus cruéis algozes. Em Seu porte, não havia fraqueza covarde, mas a força e dignidade da paciência sob maus-tratos. Por outro lado, em contraste gritante estava o prisioneiro ao Seu lado. Cada linha do rosto de Barrabás denunciava o criminoso endurecido que era. Essa diferença era visível para todos os presentes. Alguns espectadores choravam. Ao contemplarem Jesus, seus corações se enchiam de compaixão. Até mesmo os sacerdotes e líderes se convenceram de que Ele era tudo o que dizia ser.” — Ibidem, p. 735.

Quinta-feira, 30 de outubro | 5. O FILHO DE DEUS
5A) Que proposta contraditória Pilatos fez aos judeus? No entanto, que declaração dos sacerdotes o encheu de temor? João 19:6-8.
Jo 19:6-8 — Vendo-o, pois, os principais dos sacerdotes e os servos, clamaram, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós, e crucificai-o; porque eu nenhum crime acho nele. 7 Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque se fez Filho de Deus. 8 E Pilatos, quando ouviu esta palavra, mais atemorizado ficou.

“Pilatos se assustou. Não compreendia bem quem era Cristo ou Sua missão, mas tinha uma confiança vaga em Deus e em seres superiores à humanidade. Um pensamento, que já havia surgido em sua mente, tomou agora uma forma mais definida. Começou a se perguntar se não estaria de fato diante de um Ser divino vestido com o manto do deboche e coroado de espinhos.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 736.

5B) Que diálogo ocorreu entre Jesus e Pilatos? João 19:9-11.
Jo 19:9-11 — E entrou outra vez na audiência, e disse a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta. 10 Disse-lhe, pois, Pilatos: Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar? 11 Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem.

5C) Que argumento desonesto dos judeus levou Pilatos a ceder covardemente à exigência deles? João 19:12-16. Quem merecia a maior culpa por esse crime?
Jo 19:12-16 — Desde então Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamavam, dizendo: Se soltas este, não és amigo de César; qualquer que se faz rei é contra César. 13 Ouvindo, pois, Pilatos este dito, levou Jesus para fora, e assentou-se no tribunal, no lugar chamado Litóstrotos, e em hebraico Gabatá. 14 E era a preparação da Páscoa, e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso Rei. 15 Mas eles bradaram: Tira, tira, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso Rei? Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão César. 16 Então, consequentemente entregou-lho, para que fosse crucificado. E tomaram a Jesus, e o levaram.

“Pilatos cedeu às exigências da multidão. Preferiu manter um cargo a defender a justiça e, assim, entregou Jesus para ser crucificado. Mas, apesar de todos os seus cuidados, o que ele mais temia acabou acontecendo. Perdeu as honrarias e o alto cargo, e, consumido pelo remorso e ferido no orgulho, suicidou-se algum tempo depois da crucifixão. Assim acontece com todos os que cedem ao pecado — colhem apenas tristeza e ruína.” — Ibidem, p. 738.
“A maior culpa e responsabilidade recaía sobre aqueles que ocupavam as mais altas posições na nação, depositários de sagrados encargos, que estavam indignamente traindo.” — Ibidem, p. 737.

Sexta-feira, 31 de outubro | PARA VOCÊ REFLETIR
1. Que características de Pilatos eu corro o risco de imitar?
2. Quantas vezes já ignorei advertências confiáveis, como Pilatos fez?
3. Como eu reagiria se passasse pela pressão que Pilatos enfrentou?
4. Que recurso Pilatos tentou usar para livrar Jesus?
5. Quem é o verdadeiro responsável pela morte do Filho de Deus — e por quê?



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