LIÇÃO 4

Jesus perante Herodes

4º trimestre de 2025
Sábado, 25 de Outubro de 2025
“[Ele] não cometeu pecado, nem na Sua boca se achou engano; o qual, quando O injuriavam, não injuriava, e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-Se Àquele que julga justamente; levando Ele mesmo os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas Suas feridas fostes sarados” (1 Pedro 2:22-24).
“A missão de Cristo não era apenas satisfazer curiosidades. Ele veio curar corações feridos. Se pudesse aliviar a dor dos sofredores, falaria sem hesitar. Mas para quem só desprezava e pisava a verdade, Ele guardava silêncio.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 730.
Estudo adicional: Primeiros escritos, pp. 172-175 (“O julgamento de Cristo”).

Domingo, 19 de outubro | 1. TENTANDO EVITAR O PROBLEMA
1A) Ao tentar se esquivar da responsabilidade pela condenação de Cristo, o que Pilatos fez? Lucas 23:5-7.
Lc 23:5-7 — Mas eles insistiam cada vez mais, dizendo: Alvoroça o povo ensinando por toda a Judeia, começando desde a Galileia até aqui. 6 Então Pilatos, ouvindo falar da Galileia perguntou se aquele homem era galileu. 7 E, sabendo que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que também naqueles dias estava em Jerusalém.

“[Os sacerdotes e anciãos] acusavam Pilatos em altos gritos, e o ameaçavam com a ira do governo romano. Afirmavam que ele se recusava a condenar Jesus, que — segundo diziam — havia Se colocado contra César. [...]
“Naquele momento, Pilatos não pensava em condenar Jesus. Sabia que os judeus O haviam acusado por ódio e preconceito. Sabia qual era seu dever. A justiça exigia que Cristo fosse imediatamente libertado. Mas Pilatos temia desagradar ao povo. Se recusasse entregá-lO em suas mãos, haveria uma revolta, e ele temia enfrentá-la. Contudo, ao saber que Cristo era da Galileia, decidiu enviá-lO a Herodes, governador daquela província, que se encontrava então em Jerusalém. Com isso, Pilatos esperava transferir a responsabilidade do julgamento para Herodes. Além disso, viu nessa circunstância uma oportunidade de resolver uma antiga inimizade entre ele e Herodes — o que, de fato, aconteceu. Os dois magistrados se tornaram amigos após o julgamento do Salvador.” — O Desejado de Todas as Nações, pp. 727 e 728.

Segunda-feira, 20 de outubro | 2. DIANTE DE HERODES
2A) Como Herodes se sentiu ao encontrar-se com Jesus, e o que pensou ao vê-lO? Lucas 23:8.
Lc 23:8 — E Herodes, quando viu a Jesus, alegrou-se muito; porque havia muito que desejava vê-lo, por ter ouvido dele muitas coisas; e esperava que lhe veria fazer algum sinal.

“Esse Herodes era o mesmo cujas mãos carregavam a culpa pelo sangue de João Batista. Quando ouviu falar pela primeira vez de Jesus, Herodes ficou tomado pelo medo e disse: ‘Este é João Batista; ressuscitou dos mortos, e, por isso, estas maravilhas operam nEle’ (Marcos 6:16; Mateus 14:2). Apesar disso, Herodes sentia um desejo ardente de ver Jesus. Talvez, pensava ele, ao encontrar-se com esse profeta, pudesse limpar da sua mente a lembrança angustiante daquela cabeça ensanguentada trazida numa bandeja. Além disso, queria satisfazer sua curiosidade e achava que, se Cristo tivesse esperança de ser liberto, faria tudo o que Lhe fosse pedido.
“Um grupo numeroso de sacerdotes e anciãos tinha seguido Jesus até o palácio de Herodes. Quando o Salvador foi levado à presença do governador, essas autoridades começaram a gritar acusações contra Ele, tentando convencer Herodes a condená-lo. Contudo, Herodes mal prestou atenção às suas palavras. Mandou que todos se calassem, pois queria interrogar Jesus pessoalmente. Ordenou que as retirassem as cordas que prendiam Jesus, e repreendeu Seus algozes por tratarem alguém bondoso assim de maneira tão cruel. Ao olhar para o rosto tranquilo do Filho de Deus, Herodes notou ali apenas sabedoria e pureza, como nunca tinha visto. Assim como Pilatos, ele percebeu que Jesus não era culpado de crime algum, mas fora acusado por inveja e maldade.” — O Desejado de Todas as Nações, pp. 728 e 729.

2B) Como começou o interrogatório de Herodes com Jesus? Lucas 23:9 (primeira parte) e 10.
Lc 23:9 [p.p.] e 10 — E interrogava-o com muitas palavras [...]. 10 E estavam os principais dos sacerdotes, e os escribas, acusando-o com grande veemência.

“Herodes interrogou Cristo com muitas palavras, mas o Salvador permaneceu em profundo silêncio. Por ordem do rei, entraram enfermos e deficientes físicos, e Cristo recebeu ordens para provar Suas alegações realizando um milagre. ‘Dizem que podes curar os doentes’, disse Herodes. ‘Quero saber se Tua fama é verdadeira’. Jesus não respondeu. Herodes insistiu: ‘Se podes realizar milagres pelos outros, faze agora por Ti mesmo — isso Te será útil’. Mais uma vez ordenou: ‘Mostra-nos um sinal de que tens o poder que outros dizem acerca de Ti’.” — Ibidem, p. 729.

Terça-feira, 21 de outubro | 3. INTERROGATÓRIO, ACUSAÇÃO E MAUS-TRATOS
3A) Descreva a atitude de Cristo diante de Seus interrogadores — e a razão por trás disso. Lucas 23:9 (última parte); 1 Pedro 2:22-24.
Lc 23:9 [ú.p.] — [...] mas ele nada lhe respondia.
1Pe 2:22-24 — O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. 23 O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente; 24 Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.

“Cristo Se portava como quem não ouvia nem via. O Filho de Deus havia assumido a natureza humana. Precisava agir como um humano agiria em circunstâncias semelhantes. Por isso, não operaria nenhum milagre para livrar-Se da dor e da humilhação que uma pessoa deve suportar quando colocada em situação semelhante. [...]
“A consciência de Herodes estava agora muito menos sensível do que quando tremeu de horror ao ouvir o pedido de Herodias pela cabeça de João Batista. [...] E agora ele ameaçava Jesus, repetindo várias vezes que tinha poder para libertá-lO ou condená-lO. Mas nenhum sinal por parte de Jesus indicava que Ele Se importasse com uma só palavra.
“Herodes irritou-se com esse silêncio. Isso parecia indicar completa indiferença à sua autoridade. Para o rei vaidoso e presunçoso, uma repreensão direta teria sido menos ofensiva do que ser simplesmente ignorado. Mais uma vez, ameaçou Jesus com raiva — o qual permaneceu impassível e em silêncio.
“A missão de Cristo não era apenas satisfazer curiosidades. Ele veio curar corações feridos. Se pudesse aliviar a dor dos sofredores, falaria sem hesitar. Mas para quem só desprezava e pisava a verdade, Ele guardava silêncio.” — O Desejado de Todas as Nações, pp. 729 e 730.

3B) O que podemos aprender com o exemplo de Cristo nesse episódio? Provérbios 26:4.
Pv 26:4 — Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também não te faças semelhante a ele.

“Cristo poderia ter dito palavras tão profundas e penetrantes que atravessariam o coração do rei Herodes, mesmo sendo ele um homem de coração endurecido. Poderia tê-lo enchido de medo e tremor ao revelar todos os pecados escondidos de sua vida e mostrar-lhe o peso terrível do juízo que estava por vir. No entanto, o silêncio de Cristo foi a mais contundente resposta que poderia dar. Herodes já havia desprezado a verdade anunciada pelo maior dos profetas, João Batista, e agora não merecia ouvir uma só palavra dAquele que era o próprio Rei do Céu. Os ouvidos de Jesus, sempre atentos ao clamor dos aflitos e aos pedidos dos sofredores, permaneceram fechados às ordens arrogantes de Herodes. Seus olhos, que tantas vezes se voltaram para os pecadores arrependidos com amor e compaixão, não encontraram motivo para encarar o rosto daquele rei presunçoso. E seus lábios, que proclamaram verdades eternas e falaram com ternura aos corações mais perdidos e desesperados, mantiveram-se quietos diante do orgulhoso rei que não reconhecia sua necessidade de salvação.” — Ibidem, p. 730.

Quarta-feira, 22 de outubro | 4. CRISTO É MALTRATADO POR HERODES
4A) Como Herodes reagiu ao perceber que não conseguiria intimidar Jesus? Lucas 23:11 (primeira parte).
Lc 23:11 [p.p.] — E Herodes, com os seus soldados, desprezou-o [...].

“O rosto de Herodes se encheu de fúria ao perceber o silêncio inabalável de Cristo. Virando-se para a multidão, despejou sua ira contra Jesus, chamando-O de impostor. Com desprezo na voz, dirigiu-se diretamente a Ele: ‘Se não queres provar quem dizes ser com sinais ou maravilhas, então entrego-Te aos soldados e ao povo. Talvez eles consigam arrancar de Ti alguma palavra. Se és um enganador, a morte pelas mãos deles será o Teu destino; mas se és realmente o Filho de Deus, salva-Te agora, operando um milagre diante de nós!’
“Mal essas palavras cruéis haviam saído de seus lábios, a multidão caiu sobre Jesus como uma matilha de lobos famintos sobre sua presa. Arrastaram-no de um lado para o outro, enquanto insultos e zombarias ecoavam no ar. Herodes, longe de mostrar qualquer respeito ou compaixão, juntou-se à cena cruel, divertindo-se com o sofrimento do Filho de Deus. A violência crescia a cada instante, e se os soldados romanos não tivessem agido para conter a multidão enfurecida, Jesus teria sido despedaçado ali mesmo, tal era a ferocidade daqueles que O cercavam.
“‘E Herodes, com os seus soldados, desprezou-o, e, escarnecendo dEle, vestiu-O com uma roupa resplandecente’. Os soldados romanos também participaram desses abusos. Tudo o que esses homens ímpios e corruptos puderam inventar, incentivados por Herodes e pelas autoridades judaicas, foi lançado sobre o Salvador. No entanto, Sua paciência divina não fracassou.” — O Desejado de Todas as Nações, pp. 730 e 731.

4B) Por que Herodes enviou Jesus de volta a Pilatos? Lucas 23:11 (última parte).
Lc 23:11 [ú.p.] — [...] escarnecendo dele, vestiu-o de uma roupa resplandecente e tornou a enviá-lo a Pilatos.

“Os perseguidores de Cristo tentaram medir Seu caráter pelo deles mesmos, representando-O de modo tão vil quanto eles. Mas por trás de toda aquela aparência presente, outra cena se insinuava — uma cena que um dia eles testemunhariam em toda a sua glória. Houve alguns que tremeram na presença de Cristo. Enquanto a multidão rude se curvava em zombaria diante dEle, alguns que haviam se aproximado com essa intenção recuaram amedrontados e silenciados. Herodes ficou convencido. Os últimos raios de luz misericordiosa brilharam sobre seu coração endurecido pelo pecado. Sentiu que Aquele não era um homem comum; pois a divindade havia brilhado através da humanidade. No exato momento em que Cristo estava cercado por zombadores, adúlteros e assassinos, Herodes teve a impressão de estar diante de um Deus em Seu trono.
“Mesmo endurecido como era, Herodes não ousou confirmar a condenação de Cristo. Queria livrar-se daquela terrível responsabilidade, e devolveu Jesus ao tribunal romano.” — Ibidem, p. 731.

Quinta-feira, 23 de outubro | 5. COMO UM CORDEIRO LEVADO AO MATADOURO
5A) Qual é a condição da pessoa separada de Deus? Isaías 53:6 (primeira parte).
Is 53:6 [p.p.] — Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas [...].

“O pecado havia se tornado uma ciência, e o vício era visto como parte da religião. A revolta havia lançado raízes profundas no coração, e a hostilidade humana era violentamente dirigida contra o Céu. Ficou demonstrado perante o universo que, separado de Deus, o ser humano não podia ser elevado.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 37.

5B) De que maneira Deus abriu a porta para nossa restauração? Isaías 53:5, 6 e 11.
Is 53:5, 6 e 11 — Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. [...] 11 Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si.

“A Majestade do Céu não agradou a Si mesma. Tudo o que fez foi em favor da salvação do ser humano. Toda forma de egoísmo era repreendida em Sua presença. Jesus assumiu nossa natureza para sofrer em nosso lugar, tornando Sua alma uma oferta pelo pecado. Foi ferido por Deus e afligido a fim de salvar a humanidade do castigo que ela merecia por transgredir a Lei divina. Pela luz que irradia da cruz, Cristo Se propôs a atrair todos a Si. Seu coração humano 0ansiava pela raça humana. Seus braços estavam abertos para recebê-la, e convidava todos a virem a Ele. Sua vida na Terra foi um contínuo ato de abnegação e condescendência.” — Testemunhos para a igreja, vol. 4, p. 418.
“Cristo foi tratado como nós merecemos, para que fôssemos tratados como Ele merece. Foi condenado por nossos pecados, nos quais não teve parte, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não temos participação. Sofreu a morte que era nossa, para que recebêssemos a vida que era dEle.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 25.

Sexta-feira, 24 de outubro | PARA VOCÊ REFLETIR
1. O que posso aprender com a decisão de Cristo de permanecer em silêncio diante de Herodes?
2. Assim como Herodes, em que circunstâncias posso estar em risco de agir com impaciência?
3. Como o fato de contemplar o sofrimento de Jesus em meu favor afeta minha atitude?
4. Descreva os sofrimentos de Jesus no palácio de Herodes.
5. Resuma o capítulo 53 de Isaías.



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