LIÇÃO 8

Jesus aparece aos discípulos

4º trimestre de 2025
Sábado, 22 de Novembro de 2025
“Alegraram-se, pois, os discípulos, vendo o Senhor” (João 20:20, última parte).
“A primeira obra de Cristo na Terra após Sua ressurreição foi convencer os discípulos de Seu amor imutável e terno por eles.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 793.
Estudo adicional: O Desejado de Todas as Nações, pp. 788-806 (capítulo 82: “Por que choras?”); Parábolas de Jesus, pp. 40-43 (capítulo 2: “A sementeira da verdade”).

Domingo, 16 de novembro | 1. MILAGRE NO TÚMULO
1A) Enquanto chorava, Maria Madalena olhou para dentro do sepulcro. O que viu ali? João 20:11-13.
Jo 20:11-13 — E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro. 12 E viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13 E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.

1B) A quem Jesus Se revelou primeiro, e de que forma? João 20:14-18.
Jo 20:14-18 — E, tendo dito isto, voltou-se para trás, e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus. 15 Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. 16 Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni, que quer dizer: Mestre. 17 Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. 18 Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor, e que ele lhe dissera isto.

“Por entre as lágrimas, Maria notou a forma de um homem e, pensando tratar-se do jardineiro, disse: ‘Senhor, se tu O levaste, dize-me onde O puseste, e eu O levarei’. Se o túmulo do rico não era digno de abrigar o corpo de Jesus, ela mesma providenciaria outro local. Havia um sepulcro que a voz do próprio Cristo havia deixado vazio — o túmulo de Lázaro. Será que ali não poderia encontrar um local de sepultamento para o seu Senhor? Sentia que cuidar daquele corpo precioso e crucificado lhe traria algum consolo em sua dor.
“Mas agora, em tom familiar, Jesus a chamou: ‘Maria!’. E então ela compreendeu que não era um estranho que lhe falava. Voltando-se, viu diante de si o Cristo vivo.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 790.
“Maria foi a primeira a chegar ao sepulcro após a ressurreição. E foi ela quem primeiro proclamou o Salvador ressuscitado.” — Ibidem, p. 568.

Segunda-feira, 17 de novembro | 2. NO CAMINHO DE EMAÚS
2A) O que aconteceu enquanto dois discípulos caminhavam em direção à aldeia de Emaús? Lucas 24:13-16.
Lc 24:13-16 — E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. 14 E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. 15 E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles. 16 Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem.

“[Dois dos discípulos] estavam voltando para casa a fim de meditar e orar. Tomados pela tristeza, seguiam seu caminho ao entardecer conversando sobre o julgamento e a crucifixão. Nunca haviam se sentido tão desanimados. Sem esperança nem fé, caminhavam sob a sombra da cruz.
“Não tinham caminhado muito quando um Estranho Se uniu a eles, mas estavam tão mergulhados na tristeza e decepção que não O observaram atentamente.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 795.

2B) Relate a conversa que se seguiu. Lucas 24:17-24.
Lc 24:17-24 — E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes? 18 E, respondendo um, cujo nome era Cléopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém, e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias? 19 E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus Nazareno, que foi homem profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; 20 E como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte, e o crucificaram. 21 E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. 22 É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro; 23 E, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive. 24 E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; porém, a ele não o viram.

“[Os dois discípulos] conversavam sobre os ensinamentos de Cristo, que pareciam não conseguir compreender. Ao falarem dos acontecimentos recentes, Jesus desejava consolá-los. Conhecia sua dor e os pensamentos confusos que geravam dúvidas: ‘Será que Aquele que Se entregou a tamanha humilhação poderia ser o Cristo?’ A dor transbordava, e choravam. Jesus sabia que seus corações estavam ligados ao dEle pelo amor, e ansiava consolá-los, enchendo-os de alegria. Mas, antes, precisava ensinar-lhes lições que jamais esqueceriam.” — Ibidem, pp. 795 e 796.

2C) Como Jesus lhes explicou gentilmente as profecias? Lucas 24:25-27.
Lc 24:25-27 — E ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! 26 Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória? 27 E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.

“Se Cristo tivesse Se revelado assim que os encontrou, seus corações teriam ficado satisfeitos. Na plenitude da alegria, não sentiriam falta de nada. Entretanto, era essencial entenderem o testemunho que os símbolos e profecias do Antigo Testamento prestavam sobre o Messias. Sua fé deveria firmar-se nessas evidências. Cristo não realizou milagre algum para convencê-los. Sua primeira obra foi explicar as Escrituras. Os discípulos haviam interpretado a morte de Cristo como o fim de todas as esperanças. Agora, Ele lhes mostrava, por meio dos profetas, que essa era a prova mais forte de sua fé.” — Ibidem, pp. 796-799.

Terça-feira, 18 de novembro | 3. CORAÇÕES ARDENDO
3A) Quando Jesus deu a entender que continuaria viajando além de Emaús, que proposta os dois discípulos Lhe fizeram? Lucas 24:28 e 29.
Lc 24:28 e 29 — E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe. 29 E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.

“Se os discípulos não tivessem insistido com o convite, jamais teriam sabido que o companheiro de viagem era o Senhor ressuscitado. Cristo nunca força Sua presença a ninguém. Ele Se interessa por aqueles que reconhecem a própria necessidade. Com alegria, entra no lar mais humilde e conforta o coração mais simples. Mas, se as pessoas são indiferentes demais para pensar no Convidado celestial ou para insistirem com Ele a fim de que fique com elas, Jesus segue adiante. Assim, muitos sofrem grande perda. Não conhecem a Cristo mais do que os discípulos O conheceram enquanto caminhava ao lado deles.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 800.

3B) Como e quando os dois discípulos finalmente reconheceram o Salvador ressuscitado? Como podemos experimentar essa mesma alegria? Lucas 24:30-32.
Lc 24:30-32 — E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lho deu. 31 Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes. 32 E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?

“A simples refeição noturna com pão é logo preparada e servida perante o hóspede, que toma assento à cabeceira da mesa. Então Ele estende as mãos para abençoar o alimento. Os discípulos recuam, surpresos. Seu companheiro estende as mãos exatamente do mesmo modo como o Mestre costumava fazer. Olham novamente — e eis que veem, em Suas mãos, as marcas dos cravos. Ambos exclamam: ‘É o Senhor Jesus! Ele ressuscitou dos mortos!’
“Levantam-se para se lançarem em adoração a Seus pés, mas Ele desaparece de sua vista. Olham para o lugar ocupado por Aquele cujo corpo havia estado no túmulo, e dizem um ao outro: ‘Porventura não ardia em nós o nosso coração, quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?’” — Ibidem, pp. 800 e 801.
“Muitos clamam por um Deus vivo, ansiando por Sua presença. Que a Palavra de Deus fale ao coração. Que aqueles que só ouviram tradições, teorias humanas e dogmas escutem a voz dAquele que pode renovar a alma para a vida eterna.
“Se os santos do Antigo Testamento deram tão brilhante testemunho de lealdade, não deveriam aqueles sobre quem brilha a luz acumulada de séculos dar ainda mais poderoso testemunho do poder da verdade?” — Profetas e reis, p. 626.

Quarta-feira, 19 de novembro | 4. ZELO PARA COMPARTILHAR A MENSAGEM
4A) Assim que os dois discípulos de Emaús reconheceram o Mestre, o que fizeram imediatamente? Lucas 24:33-35.
Lc 24:33-35 — E na mesma hora, levantando-se, tornaram para Jerusalém, e acharam congregados os onze, e os que estavam com eles, 34 Os quais diziam: Ressuscitou verdadeiramente o Senhor, e já apareceu a Simão. 35 E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles fora conhecido no partir do pão.

“Diante de tão grande notícia, não conseguem permanecer sentados. O cansaço e a fome desaparecem. Deixam a refeição intacta e, cheios de alegria, retornam imediatamente pelo mesmo caminho por onde vieram, apressando-se para levar a notícia aos discípulos na cidade. Em certos trechos, a estrada é perigosa, mas sobem por encostas íngremes, escorregando nas pedras lisas. Não percebem — na verdade, não sabem! — que estão sendo protegidos por Aquele que os havia acompanhado no caminho. Com o cajado nas mãos, prosseguem, desejando andar mais rápido do que se atrevem. Perdem o caminho, mas logo o reencontram. Ora correndo, ora tropeçando, avançam, e seu Companheiro invisível os acompanha o tempo todo.
“A noite é escura, mas o Sol da Justiça brilha sobre eles. Seus corações saltam de alegria. Sentem-se em um novo mundo. Cristo está vivo! Já não O choram como morto. ‘Cristo ressuscitou!’ — repetem isso várias vezes. Essa é a mensagem que levam aos aflitos. Precisam contar a maravilhosa história da caminhada a Emaús. Devem dizer quem Se juntou a eles pelo caminho. Carregam a maior mensagem já confiada ao mundo — uma mensagem de boas-novas sobre a qual repousa a esperança da raça humana para o tempo e para a eternidade.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 801.

4B) B. Enquanto a maioria dos discípulos estava reunida no cenáculo em Jerusalém, o que aconteceu inesperadamente? Lucas 24:36-40; João 20:19-21.
Lc 24:36-40 — E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco. 37 E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. 38 E ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações? 39 Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. 40 E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés.
Jo 20:19-21 — Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco. 20 E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor. 21 Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.

“[Os dois discípulos] dirigem-se ao cenáculo, onde Jesus passara as últimas horas antes de Sua morte. [...] Encontram a porta trancada. Batem, mas ninguém responde. Tudo está em silêncio. Então dizem seus nomes. A porta é cuidadosamente destrancada, e eles entram — e Outro, invisível, entra com eles. A porta é novamente trancada para manter os espiões afastados. [...]
“Eis que outra Pessoa Se encontra entre eles. Todos os olhos se voltam para o Estranho. Ninguém ouviu batidas. Não ouviram passo algum. Os discípulos ficam assustados, perguntando-se o que aquilo significa. Então ouvem uma voz — a voz de seu Mestre. Clara e distinta, segue-se a saudação: ‘Paz seja convosco’.” — Ibidem, pp. 802 e 803.

Quinta-feira, 20 de novembro | 5. INCUMBIDOS DE UM DEVER
5A) De que responsabilidade Jesus incumbiu a igreja quanto ao pecado e aos pecadores? João 20:22 e 23.
Jo 20:22 e 23 — E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. 23 Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.
“Antes que os discípulos pudessem cumprir seus deveres oficiais em relação à igreja, Cristo soprou sobre eles Seu Espírito. Estava confiando a eles uma santíssima missão. [...]

“Cristo confiou à igreja organizada a responsabilidade por cada um de seus membros. Em relação aos que caem em pecado, a igreja tem o dever de advertir, instruir e, se possível, restaurar. ‘Repreende, repreende, exorta’, diz o Senhor, ‘com toda longanimidade e doutrina’ (2 Timóteo 4:2). Tratem com fidelidade os erros. Advirtam toda alma em perigo. Não deixem ninguém se iludir. Chamem o pecado pelo nome. Declarem o que Deus diz sobre a mentira, a quebra do sábado, o roubo, a idolatria e todo tipo de mal: ‘os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus’ (Gálatas 5:21). Se persistirem no pecado, o Céu confirmará o juízo que vocês declararam com base na Palavra de Deus. Ao escolherem pecar, essas pessoas rejeitam a Cristo; a igreja deve mostrar que não aprova seus atos, ou desonrará seu Senhor. Ela deve dizer sobre o pecado o que Deus diz. Deve lidar com ele conforme Deus orienta — e suas ações serão confirmadas no Céu. Quem despreza a autoridade da igreja, despreza a autoridade do próprio Cristo.
“Mas há um lado mais animador nesse quadro: ‘Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes são perdoados’. Que essa seja a ideia principal em nossa mente. Ao trabalhar pelos que erram, dirijam todos os olhares a Cristo. Que os pastores tenham carinho pelo rebanho do Senhor. Falem aos que erram sobre a misericórdia perdoadora do Salvador. Encorajem o pecador a se arrepender e a crer nAquele que pode perdoar.” — O Desejado de Todas as Nações, pp. 805 e 806.

Sexta-feira, 21 de novembro | PARA VOCÊ REFLETIR
1. O que posso aprender com a hora em que Maria buscou a Jesus?
2. Explique como Jesus instruiu os dois discípulos no caminho de Emaús.
3. O que posso aprender com o zelo desses dois discípulos?
4. Ao definir prioridades, estou realmente seguindo o exemplo deles?
5. Como posso cumprir melhor meus deveres como sendo parte da igreja organizada?



  Baixar a lição em DOC  


  Baixar a lição em PDF