“Não sejas incrédulo, mas crente” (João 20:27, última parte).
“Nosso Salvador não tem palavras de elogio para os que são lentos em crer nestes últimos dias, mais do que teve para o incrédulo Tomé.” — Testemunhos para a igreja, vol. 2, p. 696.
Estudo adicional: Testemunhos para a igreja, vol. 1, pp. 328-338 (capítulo 65: “Norte do Wisconsin”); Ibidem, vol. 4, pp. 231-233 (capítulo 21: “Oposição a fiéis advertências”).
Domingo, 23 de novembro | 1. A INCREDULIDADE DE TOMÉ
1A) Como Tomé reagiu à notícia da ressurreição de Cristo? Por que somos exortados a vencer essa atitude? João 20:24 e 25; 2 Timóteo 2:8.
Jo 20:24 e 25 — Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25 Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.
2Tm 2:8 — Lembra-te de que Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dentre os mortos, segundo o meu evangelho.
“Quando Jesus apareceu pela primeira vez aos discípulos no cenáculo, Tomé não estava com eles. Ele ouviu os relatos dos outros e recebeu provas abundantes de que Jesus havia ressuscitado; mas a tristeza e a incredulidade encheram seu coração. Ao ouvir os discípulos contarem as maravilhosas manifestações do Salvador ressuscitado, isso apenas o mergulhou em desespero ainda mais profundo. Se Jesus realmente havia ressuscitado dentre os mortos, então não haveria mais esperança para um reino terrestre. E sua vaidade ficou ferida ao pensar que seu Mestre havia aparecido a todos os discípulos, menos a ele. Sendo assim, decidiu não crer, e por uma semana inteira alimentou essa angústia, que parecia ainda mais sombria em contraste com a esperança e fé dos irmãos. [...]
“Ele não queria ver através dos olhos dos outros, nem exercer uma fé baseada no testemunho deles. Amava ardentemente o Senhor, mas havia permitido que o ciúme e a incredulidade tomassem conta de sua mente e coração.” — O Desejado de Todas as Nações, pp. 806 e 807.
“Satanás está pronto para sugerir uma variedade de dúvidas, mas se você abrir os olhos com fé, encontrará provas suficientes para crer. Contudo, Deus jamais removerá de alguém todas as possibilidades de dúvida. [...] Jesus nunca elogiou a incredulidade; jamais aprovou dúvidas.” — Testemunhos para a igreja, vol. 4, pp. 232 e 233.
Segunda-feira, 24 de novembro | 2. LIDANDO COM INCRÉDULOS
2A) O que podemos aprender com a forma como Jesus reforçou, com amor, a fé de Seu discípulo incrédulo? João 20:26-28.
Jo 20:26-28 — E oito dias depois estavam outra vez os seus discípulos dentro, e com eles Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco. 27 Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente. 28 E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!
“Alguns dos discípulos tinham feito agora do cenáculo um lar temporário, e à tarde todos, exceto Tomé, ali se reuniam. Uma noite, Tomé decidiu rever os demais. Apesar de sua incredulidade, ele alimentava uma leve esperança de que as notícias fossem verdadeiras. Enquanto os discípulos tomavam a refeição da noite e conversavam sobre as evidências que Cristo lhes dera nas profecias, ‘chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-Se no meio, e disse: Paz seja convosco’.
“Voltando-Se para Tomé, disse: ‘Põe aqui o teu dedo, e vê as Minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no Meu lado; não sejas incrédulo, mas crente’. Essas palavras mostravam que o Salvador conhecia os pensamentos e as palavras de Tomé. O discípulo incrédulo sabia que nem um de seus companheiros havia visto Jesus durante aquela semana. Eles não poderiam ter contado ao Mestre sobre sua incredulidade. Reconheceu naquele instante que o Homem diante dele era o seu Senhor. Já não desejava mais provas. Seu coração exultou de alegria, e ele se lançou aos pés de Jesus, clamando: ‘Senhor meu, e Deus meu’.” — O Desejado de Todas as Nações, pp. 807 e 808.
2B) Como devemos tratar hoje os que duvidam da verdade presente — inclusive do Espírito de Profecia? 2 Timóteo 3:10.
2Tm 3:10 — Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência.
“Foi-me mostrado que alguns conseguem aceitar as visões publicadas porque julgam a árvore pelos seus frutos. Outros já são como o incrédulo Tomé; não conseguem crer nos Testemunhos publicados, nem aceitar evidências com base no testemunho de outros; precisam ver e ter provas por si mesmos. Esses não devem ser rejeitados, mas devemos exercer para com eles muita paciência e amor fraternal até que encontrem sua posição e se decidam a favor ou contra. Caso se voltem contra as visões, das quais não têm conhecimento; caso levem sua oposição a ponto de se irritarem quando os que creem que as visões são de Deus falam delas nas reuniões e se consolam com as instruções recebidas por meio delas, a igreja poderá saber que essas pessoas não estão em boa condição. O povo de Deus não deve se curvar e ceder, renunciando a sua liberdade por causa de tais pessoas descontentes.” — Testemunhos para a igreja, vol. 1, p. 328.
Terça-feira, 25 de novembro | 3. FORTALECENDO A FÉ DOS QUE DUVIDAM
3A) Que repreensão gentil Jesus dirigiu a Tomé? João 20:29. Que lição podemos extrair da maneira como Jesus tratou o apóstolo incrédulo?
Jo 20:29 — Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram.
“A fé que Tomé tinha teria sido mais agradável a Cristo se o discípulo estivesse disposto a crer com base no testemunho de seus irmãos. Se o mundo hoje seguisse o exemplo de Tomé, ninguém creria para salvação, pois todos os que recebem a Cristo o fazem por meio do testemunho de outros.
“Muitos que se apegam à dúvida se desculpam dizendo que, se tivessem as mesmas provas que Tomé teve, creriam. Não percebem que têm não apenas essas provas, mas muitas mais. Vários que, como Tomé, esperam que toda causa de dúvida seja removida, jamais verão seu desejo realizado. Aos poucos, firmam-se na incredulidade. Aqueles que se habituam a ver sempre o lado sombrio, a murmurar e reclamar, não sabem o que estão fazendo. Estão plantando sementes de dúvida, e obterão uma colheita de dúvida. Em tempos em que fé e confiança são mais essenciais, muitos ficarão incapazes de ter esperança e crer.
“Ao lidar com Tomé, Jesus deu uma lição a Seus seguidores. Seu exemplo mostra como devemos tratar aqueles cuja fé é fraca e que deixam muito claro que duvidam. Jesus não sobrecarregou Tomé com reprovações, nem entrou em debate com ele. Revelou-Se ao que duvidava. Tomé havia sido extremamente irracional ao impor condições para crer, mas Jesus, com Seu amor generoso e consideração, desfez todas as barreiras. A incredulidade raramente é vencida pelo debate. Como resultado, quem duvida tende a se defender e a buscar novos argumentos e justificativas. Mas, quando Jesus Se revela como o Salvador crucificado, muitos, antes relutantes, declararão como Tomé: ‘Senhor meu, e Deus meu’.” — O Desejado de Todas as Nações, pp. 807 e 808.
3B) Por que os sinais e milagres de Cristo foram registrados? João 20:30 e 31.
Jo 20:30 e 31 — Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. 31 Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.
“Deus nunca nos pede que creiamos sem nos dar suficiente evidência sobre a qual possamos basear nossa fé. Sua existência, Seu caráter, a veracidade de Sua Palavra — tudo isso está fundamentado em depoimentos que apelam à nossa razão; e tais testemunhos são abundantes. Contudo, Deus jamais removeu a possibilidade da dúvida. Nossa fé deve repousar sobre evidências, não sobre demonstrações.” — Caminho a Cristo, p. 105.
Quarta-feira, 26 de novembro | 4. À BEIRA-MAR
4A) Em que circunstâncias Jesus Se revelou a Seus discípulos pela terceira vez? João 21:1-3.
Jo 21:1-3 — DEPOIS disto manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e manifestou-se assim: 2 Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos. 3 Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam.
4B) Enquanto os discípulos pescavam, como Jesus Se aproximou deles, o que lhes disse, e qual foi o resultado? João 21:4-6.
Jo 21:4-6 — E, sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus. 5 Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não. 6 E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes.
“Jesus tinha um objetivo ao mandar que lançassem a rede do lado direito do barco. Era daquele lado que Ele Se encontrava, em pé, à beira-mar. Era o lado da fé. Se trabalhassem ligados a Ele — o poder divino aliado ao esforço humano —, não poderiam fracassar.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 811.
4C) O que aconteceu quando os discípulos finalmente reconheceram Jesus? Relate o diálogo entre o Senhor e Pedro. João 21:7-17.
Jo 21:7-17 — Então aquele discípulo, a quem Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor. E, quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se ao mar. 8 E os outros discípulos foram com o barco (porque não estavam distantes da terra senão quase duzentos côvados), levando a rede cheia de peixes. 9 Logo que desceram para terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima, e pão. 10 Disse-lhes Jesus: Trazei dos peixes que agora apanhastes. 11 Simão Pedro subiu e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes e, sendo tantos, não se rompeu a rede. 12 Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. E nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? sabendo que era o Senhor. 13 Chegou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lhes e, semelhantemente o peixe. 14 E já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dentre os mortos. 15 E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. 16 Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. 17 Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.
“Pedro certa vez havia declarado: ‘Ainda que todos se escandalizem em Ti, eu nunca me escandalizarei’ (Mateus 26:33). Agora, porém, ele tinha uma visão mais realista de si mesmo. ‘Sim, Senhor’, respondeu, ‘Tu sabes que Te amo’. Não houve nenhuma afirmação veemente de que seu amor era maior do que o dos outros. Ele não expressou a própria opinião sobre sua devoção. [...]
“Três vezes Pedro havia negado abertamente seu Senhor, e três vezes Jesus extraiu dele a confissão de seu amor e lealdade, fazendo aquela pergunta cortante penetrar-lhe o coração ferido como uma flecha. Diante dos discípulos, Jesus revelou a profundidade do arrependimento de Pedro, mostrando o quanto o antes presunçoso discípulo havia se humilhado.” — Ibidem, pp. 811 e 812.
“[Pedro] estava sempre pronto a corrigir os outros e a expressar seus pensamentos antes de compreender plenamente a si mesmo ou o que estava dizendo. Mas o Pedro convertido era bem diferente. Conservava seu antigo fervor, mas a graça de Cristo controlava seu zelo. Já não era precipitado, autoconfiante e arrogante, mas calmo, equilibrado e disposto a aprender. Agora, podia alimentar tanto os cordeiros quanto as ovelhas do rebanho de Cristo.” — Ibidem, pp. 812-815.
Quinta-feira, 27 de novembro | 5. RESTITUIÇÃO
5A) Que declaração profética Jesus pronunciou a respeito de Pedro? João 21:18 e 19. Como essa profecia se cumpriu?
Jo 21:18 e 19 — Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queiras. 19 E disse isto, significando com que morte havia ele de glorificar a Deus. E, dito isto, disse-lhe: Segue-me.
“[Pedro] mal podia imaginar a que alturas e profundidades os passos de Cristo o conduziriam. Ele fracassou quando ao ter sido posto à prova, mas receberia outra oportunidade de demonstrar seu amor por Cristo. Para fortalecê-lo diante da prova final de sua fé, o Salvador lhe revelou o futuro. Disse-lhe que, após viver uma vida de utilidade, quando os anos já tivessem enfraquecido suas forças, ele de fato seguiria seu Senhor. [...]
“Jesus [...] revelou a Pedro a própria maneira de sua morte; chegou a predizer que suas mãos seriam estendidas sobre a cruz. Mais uma vez, ordenou ao discípulo: ‘Segue-Me’. Pedro não se desanimou com essa revelação. Sentia-se disposto a sofrer qualquer morte por amor a seu Senhor.” — Ibidem, p. 815.
“Pedro, sendo judeu e estrangeiro, foi condenado a ser açoitado e crucificado. Diante dessa morte terrível, o apóstolo recordava-se de seu grande pecado ao negar Jesus na hora da provação. Aquele que antes havia se mostrado relutante em reconhecer a cruz, agora considerava uma alegria entregar a vida pelo evangelho, sentindo apenas que, para quem havia negado seu Senhor, morrer da mesma maneira que Ele havia morrido era uma honra grande demais. Pedro sinceramente se arrependeu daquele pecado e recebeu o perdão de Cristo, como se vê na elevada missão que lhe foi confiada de apascentar as ovelhas e os cordeiros do rebanho. Mas o apóstolo nunca conseguiu se perdoar. Nem mesmo o pensamento nas agonias da cena final conseguiu diminuir a amargura de sua tristeza e arrependimento. Como último favor, pediu aos seus algozes que o crucificassem de cabeça para baixo. Em seguida, eles atenderam seu pedido, e assim morreu o grande apóstolo Pedro.” — Atos dos apóstolos, pp. 537 e 538.
Sexta-feira, 28 de novembro | PARA VOCÊ REFLETIR
1. Em que aspecto posso correr o risco de agir como Tomé em sua atitude depressiva?
2. O que devo aprender com a maneira como Jesus tratou o incrédulo Tomé?
3. Por que o amor convence mais do que a discussão?
4. Qual foi o propósito de Cristo ao realizar o milagre da pesca?
5. Descreva a mudança de atitude de Pedro após sua conversão.