LIÇÃO 10

O discípulo amado

4º trimestre de 2025
Sábado, 06 de Dezembro de 2025
“Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada” (1 João 1:2).
“Acima de todos os seus companheiros, João, o discípulo amado, se rendeu ao poder da maravilhosa vida [de Cristo].” — O Desejado de Todas as Nações, p. 250.
Estudo adicional: Testemunhos para a igreja, vol. 5, pp. 236-248 (capítulo 25: “Unidade cristã”).

Domingo, 30 de novembro | 1. O CARÁTER DE JOÃO
1A) Que defeitos graves de caráter João tinha? Marcos 3:17.
Mc 3:17 — E a Tiago, filho de Zebedeu, e a João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão.

“João não tinha, por natureza, a amabilidade de caráter que sua experiência futura revelou. Naturalmente, tinha sérios defeitos. Era não apenas orgulhoso, autoconfiante e ambicioso por honra, mas também impetuoso e ressentido diante de qualquer ofensa. Ele e seu irmão foram chamados ‘filhos do trovão’. Temperamento explosivo, desejo de vingança e mentalidade crítica estavam todos presentes no discípulo amado.” — Atos dos apóstolos, p. 540.

1B) Que experiência revelou claramente a tendência vingativa de João e seu irmão Tiago? Lucas 9:51-56.
Lc 9:51-56 — E aconteceu que, completando-se os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém. 52 E mandou mensageiros adiante de si; e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada, 53 Mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém. 54 E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? 55 Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. 56 Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia.

“Não faz parte da missão de Cristo forçar os homens a receberem-nO. É Satanás, e os que agem sob seu comando, que tentam forçar a consciência. Sob a desculpa de zelo pela justiça, homens aliados a anjos maus às vezes infligem sofrimento aos semelhantes para convertê-los às suas ideias de religião; mas Cristo sempre demonstra misericórdia, sempre procura conquistar revelando Seu amor. Ele não admite rival na alma, nem aceita serviço parcial; mas deseja somente serviço voluntário, a entrega do coração sob a atração do amor.” — Ibidem, p. 541.

Segunda-feira, 1º de dezembro | 2. A SEDE POR SUPREMACIA
2A) O que precisamos aprender com o pedido que João fez, o qual quase levou a uma divisão séria entre os apóstolos? Marcos 10:35-37; Marcos 9:35.
Mc 10:35-37 — E aproximaram-se dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo: Mestre, queremos que nos faças o que te pedirmos. 36 E ele lhes disse: Que quereis que vos faça? 37 E eles lhe disseram: Concede-nos que na tua glória nos assentemos, um à tua direita, e outro à tua esquerda.
Mc 9:35 — E ele, assentando-se, chamou os doze, e disse-lhes: Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos.

“Certa vez, João se envolveu num debate com alguns de seus irmãos quanto a qual deles seria considerado o maior. Nem um deles queria que o Mestre ficasse sabendo dessa conversa, mas Jesus leu o coração do grupo e aproveitou o momento para lhes ensinar uma lição de humildade. Essas orientações não deveriam beneficiar apenas aquele pequeno grupo que ouviu Suas palavras, mas todos os Seus seguidores até o fim dos tempos. [Marcos 9:35 é citado aqui.]
“Aqueles que têm a mentalidade de Cristo não desejam ser mais honrados que seus irmãos. São os que se consideram pequenos aos próprios olhos que serão considerados grandes aos olhos de Deus.” — Santificação, pp. 55 e 56.

2B) Que esperança equivocada motivou aquele pedido? Atos 1:6.
At 1:6 — Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?

“Apesar das repetidas instruções de Cristo quanto à natureza de Seu reino, esses jovens discípulos ainda nutriam a esperança de um Messias que tomaria o trono e o poder real conforme os desejos humanos.” — Atos dos apóstolos, pp. 541 e 542.

2C) Como Jesus corrigiu João e os demais discípulos? Marcos 9:38-41.
Mc 9:38-41 — E João lhe respondeu, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue. 39 Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim. 40 Porque quem não é contra nós, é por nós. 41 Porquanto, qualquer que vos der a beber um copo de água em meu nome, porque sois discípulos de Cristo, em verdade vos digo que não perderá o seu galardão.

“Tiago e João encontraram um homem que, embora não fosse um seguidor reconhecido de Cristo, expulsava demônios em nome do Mestre. Os discípulos proibiram o homem de agir assim, e se sentiam certos por terem feito isso. Mas, ao contarem o ocorrido a Cristo, Ele os repreendeu. […] Ninguém que demonstrasse de alguma forma ser amigo de Cristo deveria ser rejeitado. Os discípulos não deviam cultivar uma mentalidade mesquinha e exclusiva, mas manifestar a mesma empatia abrangente que haviam visto em seu Mestre. Tiago e João pensaram que, ao proibir aquele homem, estavam zelando pela honra do Senhor; mas começaram a perceber que estavam, na verdade, zelando por si mesmos. Em seguida, reconheceram seu erro e aceitaram a repreensão.” — Ibidem, pp. 543 e 544.

Terça-feira, 2 de dezembro | 3. UM CARÁTER TRANSFORMADO
3A) O que aconteceu com João à medida que contemplava o caráter de Cristo? O que devemos aprender com isso? 1 João 1:2 e 3.
1Jo 1:2 e 3 — Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada; 3 O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.

“Dia após dia, em contraste com sua índole violenta, [João] contemplava a ternura e a longanimidade de Jesus, e ouvia Suas lições de humildade e paciência. Ele abriu o coração à influência divina, e não se tornou apenas ouvinte, mas praticante, das palavras do Salvador. O eu se ocultou em Cristo. Aprendeu a carregar o jugo de Cristo e a levar o Seu fardo.
“Jesus repreendeu Seus discípulos, advertiu-os e os exortou; mas João e seus irmãos não O abandonaram; escolheram permanecer com Jesus, apesar das repreensões. O Salvador não Se afastou deles por causa de suas fraquezas e erros. Permaneceram com Ele até o fim, partilhando de Suas provações e aprendendo as lições de Sua vida. Ao contemplar Cristo, o caráter de João foi transformado.” — O Desejado de Todas as Nações, pp. 295 e 296.
“Pode haver defeitos notáveis no caráter de uma pessoa; no entanto, quando ela se torna verdadeira discípula de Jesus, o poder da graça divina a transforma em nova criatura. O amor de Cristo a transforma e santifica. Mas quando alguém afirma ser crente, e sua religião não o torna melhor em todos os aspectos da vida — representando Cristo no caráter e na disposição —, essa pessoa não pertence a Ele.” — Santificação, p. 55.

3B) Tendo sido transformado pelo amor de Jesus, que mensagem João transmite a todos os crentes? 1 João 2:3-5; 1 João 3:18; 1 João 4:7 e 16.
1Jo 2:3-5 — E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. 4 Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. 5 Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele.
1Jo 3:18 — Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.
1Jo 4:7 e 16 — Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. [...] 16 — E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.

“João buscava ensinar aos crentes os grandes privilégios que receberiam ao praticarem o amor. Esse poder que transforma, ao encher o coração, controlaria todos os outros desejos e os elevaria acima das influências corruptas do mundo. À medida que esse amor crescer e se tornar a força principal da vida, sua confiança e fé em Deus, assim como em Seu cuidado para com eles, se tornarão completas. Assim, poderão se aproximar de Deus com total segurança, certos de que Ele lhes dará tudo de que precisam para o seu bem, tanto presente quanto eterno.” — Atos dos apóstolos, pp. 551 e 552.

Quarta-feira, 3 de dezembro | 4. E QUANTO A NÓS?
4A) Assim como no caso de João, que condição perigosa prevalecia na igreja de Corinto, a qual também pode facilmente nos dominar hoje? 1 Coríntios 3:1-3.
1Co 3:1-3 — E EU, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. 2 Com leite vos criei, e não com carne, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis, 3 Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?

“O Senhor concede grandes bênçãos à Sua igreja. A justiça exige que Seu povo devolva esses talentos com juros. À medida que os tesouros da verdade confiados à sua guarda se multiplicaram, suas responsabilidades também aumentaram. Mas, em vez de aproveitarem esses dons e avançarem rumo à perfeição, Seus seguidores decaíram daquilo que já haviam alcançado em sua experiência inicial. A mudança em sua condição espiritual ocorreu gradualmente, de modo quase imperceptível. Ao buscarem o louvor e a amizade do mundo, sua fé diminuiu, seu zelo se enfraqueceu, sua fervorosa devoção foi substituída por uma formalidade morta. Cada passo em direção ao mundo foi um passo de afastamento de Deus. Ao alimentarem o orgulho e a ambição mundana, o espírito de Cristo se retirou, e vieram a disputa, a dissensão e a contenda, que distraíram e enfraqueceram a igreja.” — Testemunhos para a igreja, vol. 5, pp. 240 e 241.
“É impossível que mentes distraídas pela inveja e contenda compreendam as profundas verdades espirituais da Palavra de Deus.” — Ibidem, p. 241.

4B) Como somos chamados a uma vocação mais elevada do que essa? Gálatas 5:13-16.
Gl 5:13-16 — Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. 14 Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. 15 Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros. 16 Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.

“No plano de Deus, não há lugar para rivalidade egoísta.” — Educação, p. 225.
“Os cristãos devem considerar como um dever religioso reprimir a inveja e a disputa. Devem alegrar-se com a reputação ou prosperidade superiores de seus irmãos, mesmo quando seu próprio caráter ou realizações parecerem obscurecidos. Foi o orgulho e a ambição acariciados no coração de Satanás que o expulsaram do Céu. Esses males estão profundamente enraizados em nossa natureza decaída e, se não forem extirpados, obscurecerão todas as boas e nobres qualidades, produzindo inveja e contenda como frutos amaldiçoados.
“Devemos buscar a verdadeira bondade em vez da grandeza. Os que têm a mente de Cristo nutrirão um conceito humilde de si mesmos. Trabalharão pela pureza e prosperidade da igreja, e estarão prontos a sacrificar seus próprios interesses e desejos, evitando causar dissensão entre os irmãos.” — Testemunhos para a igreja, vol. 5, p. 242.

Quinta-feira, 4 de dezembro | 5. EDUCAÇÃO — O FATOR DECISIVO
5A) Como o preparo intelectual e a escolaridade podem favorecer ou impedir nossa tendência a competir uns com os outros? 2 Coríntios 10:12; Filipenses 2:3; Colossenses 2:8.
2Co 10:12 — Porque não ousamos classificar-nos, ou comparar-nos com alguns, que se louvam a si mesmos; mas estes que se medem a si mesmos, e se comparam consigo mesmos, estão sem entendimento.
Fp 2:3 — Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.
Cl 2:8 — Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.

“Nossas instituições de ensino deveriam ser um contraponto às influências negativas do mundo, em vez de incentivarem práticas como o excesso no apetite, a busca egoísta pelo prazer dos sentidos, o orgulho, a ambição desmedida, o apego ao vestuário e à aparência, o desejo por elogios e bajulação, ou ainda a corrida por recompensas e honrarias como reconhecimento pelo bom desempenho acadêmico. Tudo isso deveria ser desestimulado em nossas escolas. Seria praticamente impossível evitar essas influências se enviássemos as crianças para as escolas públicas, onde estariam expostas diariamente a tudo aquilo que corrompe a moral. Além disso, há uma grande negligência na educação adequada dentro dos lares em todo o mundo, e muitas das crianças encontradas nas escolas públicas são, na maioria dos casos, indisciplinadas e mergulhadas em hábitos corruptos.
“A obra que, como povo, nos foi confiada nesse campo, era estabelecer uma escola e cumprir a missão que Jesus Cristo, do alto da coluna de nuvem, designou ao Seu povo: preparar e educar nossas crianças e jovens para que respeitem os mandamentos de Deus. O claro desprezo do mundo pela Lei de Deus estava corrompendo a moral até mesmo daqueles que afirmavam guardá-la. Contudo, fomos chamados a seguir o exemplo de Abraão. A respeito dele, o Senhor declarou: ‘Eu o conheço, que ele ordenará a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para agirem com justiça e juízo’.
“Abraão teve de deixar sua terra e a casa de seu pai, e peregrinar numa terra estranha, a fim de implantar com sucesso uma nova ordem em sua família.” — Fundamentos da educação cristã, p. 286.

Sexta-feira, 5 de dezembro | PARA VOCÊ REFLETIR
1. Que traços negativos de caráter Cristo deseja transformar em mim?
2. Como devo reagir quando os outros parecem não valorizar meu esforço?
3. O que posso aprender com o foco principal de João após ter sido transformado?
4. Por que a tendência à rivalidade representa um problema tão grave hoje?
5. De que maneira a educação recebida por uma criança pode fazer grande diferença em sua vida?



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