“Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a Sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim Ele não abriu a Sua boca” (Isaías 53:7).
“Que o pecador arrependido fixe o olhar no ‘Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’.” — A fé pela qual eu vivo, p. 107.
Estudo adicional: O Desejado de Todas as Nações, pp. 132-143 (cap. 14: “Achamos o Messias”).
1. O TESTEMUNHO DE JOÃO BATISTA | Domingo, 5 de janeiro
1A) O que João Batista declarou a respeito de Jesus? João 1:15-18.
Jo 1:15-18 — João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu. 16 E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça. 17 Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. 18 Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.
1B) Como João se identificou com os líderes religiosos? João 1:19-23. Que profecia ele cumpriu — e como devemos nos relacionar com ela? Isaías 40:3-5.
Jo 1:19-23 — E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu? 20 E confessou, e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo. 21 E perguntaram-lhe: Então quê? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu profeta? E respondeu: Não. Disseram-lhe pois: Quem és? para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes de ti mesmo? 23 Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.
Is 40:3-5 — Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. 4 Todo o vale será exaltado, e todo o monte e todo o outeiro será abatido; e o que é torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará. 5 E a glória do Senhor se manifestará, e toda a carne juntamente a verá, pois a boca do Senhor O disse.
“Em todas as etapas da história da Terra, Deus teve Seus instrumentos para desenvolverem a obra, que deve ser feita da maneira indicada. João Batista tinha uma obra especial, para a qual nasceu e para a qual foi apontado — a obra de preparar o caminho do Senhor. [...]
“[Seu ministério no deserto] foi o mais impressionante e literal cumprimento da profecia.” — The Southern Watchman, 21 de março de 1905.
“O Senhor deu [a João Batista] uma mensagem. Será que ele foi aos sacerdotes e príncipes perguntar se podia anunciar essa mensagem? — Não, pois Deus o afastou deles para que a mentalidade e o ensino desses líderes não o afetassem. João era a voz de alguém que clamava no deserto: [Isaías 40:3-5 é citado aqui]. Esta é a mensagem que deve ser transmitida ao nosso povo; estamos perto do fim dos tempos, e o recado é: Limpem a estrada do Rei; recolham as pedras; ergam um estandarte para o povo. As pessoas devem ser despertadas. Não é hora de clamar ‘paz e segurança’.” — Mensagens escolhidas, vol. 1, p. 410.
2. UMA MISSÃO DE SACRIFÍCIO | Segunda-feira, 6 de janeiro
2A) Quando Jesus foi até João para ser batizado, como o profeta O identificou e testemunhou de Sua missão ao público? João 1:29 e 34. Que profecia esse evento cumpriu? Isaías 53:4-7.
Jo 1:29 e 34 — No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. [...] 34 E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus.
Is 53:4-7 — Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. 5 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. 7 Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.
“Já no início do mundo, Cristo era tão Redentor do ser humano quanto hoje. Antes de revestir Sua divindade com a humanidade e vir ao nosso mundo, Adão, Sete, Enoque, Matusalém e Noé anunciaram a mensagem do evangelho. Abraão em Canaã e Ló em Sodoma transmitiram a mensagem, e de geração em geração mensageiros fiéis proclamaram Aquele que havia de vir. Foi o próprio Cristo que estabeleceu os rituais do sistema judaico. Ele era o fundamento desse sistema de ofertas sacrificiais, a verdadeira representação (antítipo) de todo o seu serviço religioso. O sangue derramado quando se ofereciam sacrifícios apontava para o sacrifício do Cordeiro de Deus. Todas as ofertas simbólicas se cumpriram nEle.” — Parábolas de Jesus, p. 126.
2B) Como João apresentou Jesus aos seus discípulos? João 1:35 e 36. Que efeito suas palavras exerceram neles? A seguir, o que aconteceu na própria vida de João? João 1:37.
Jo 1:35 e 36 — No dia seguinte João estava outra vez ali, e dois dos seus discípulos; 36 E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus.
Jo 1:37 — E os dois discípulos ouviram-no dizer isto, e seguiram a Jesus.
“No dia seguinte [ao batismo de Cristo], enquanto dois discípulos estavam próximos, João viu Jesus outra vez entre o povo. Novamente a glória do Invisível iluminou o rosto do profeta enquanto ele clamava: ‘Eis o Cordeiro de Deus!’. As palavras agitaram o coração dos discípulos. No entanto, eles não as entenderam completamente. Qual seria o significado do título que João Lhe dera — ‘o Cordeiro de Deus’? O próprio João não explicou. Afastando-se do profeta, eles saíram atrás de Jesus.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 138.
“João disse a seus discípulos que Jesus era o Messias prometido, o Salvador do mundo. Quando sua obra estava terminando, o profeta ensinou os discípulos a olharem para Jesus e O seguirem como o grande Mestre. A vida de João foi de tristeza e altruísmo. Ele anunciou a primeira vinda de Cristo, mas não recebeu a permissão de testemunhar-Lhe os milagres, nem de desfrutar do poder que Jesus manifestou. João sabia que, quando Jesus Se estabelecesse como Mestre, ele mesmo devia morrer. As pessoas raramente ouviam sua voz, a não ser no deserto. Sua vida era solitária. Ele não se apegou à família dos seus pais, para desfrutar de sua companhia, mas os deixou para cumprir a própria missão.” — Primeiros escritos, p. 154.
3. OS PRIMEIROS DISCÍPULOS DE JESUS | Terça-feira, 7 de janeiro
3A) Identifique alguns dos primeiros discípulos de Jesus. Mateus 4:18 e 21. Que interesse em Cristo eles demonstraram, e quanto tempo durou o primeiro encontro com o Mestre? João 1:38 e 39.
Mt 4:18 e 21 — E Jesus, andando junto ao mar da Galileia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores; [...] 21 E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com seu pai, Zebedeu, consertando as redes;
Jo 1:38 e 39 — E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais? E eles disseram: Rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde moras? 39 Ele lhes disse: Vinde, e vede. Foram, e viram onde morava, e ficaram com ele aquele dia; e era já quase a hora décima.
“Um dos dois [que seguiram Jesus] foi André, irmão de Simão. O outro foi João, o evangelista. Eles foram os primeiros discípulos de Cristo. Movidos por um impulso irresistível, eles seguiram Jesus ansiosos para falar com Ele e, ao mesmo tempo, admirados e em silêncio, perdidos no significado avassalador deste pensamento: ‘Será Este o Messias?’
“Jesus sabia que os discípulos O estavam seguindo. Eles eram os primeiros frutos de Seu ministério, e havia alegria no coração do Mestre divino à medida que essas pessoas respondiam à Sua graça. No entanto, virando-Se, Cristo apenas perguntou: ‘Que buscais?’. Ele os deixou à vontade para voltarem atrás ou expressarem seu desejo.
“Eles estavam conscientes de um único propósito. Uma presença preenchia seus pensamentos. Eles exclamaram: ‘Rabi, [...] onde moras?’. Uma rápida conversa à beira do caminho não seria suficiente para receberem o que tanto ansiavam. Eles queriam ficar a sós com Jesus, sentarem-se a Seus pés e ouvirem Suas palavras. [...]
“Se João e André tivessem a mesma mentalidade incrédula dos sacerdotes e príncipes, não teriam agido como aprendizes aos pés de Jesus. Pelo contrário, teriam se dirigido a Ele como críticos, para julgar Suas palavras. Ao agirem assim, muitos fecham a porta para as mais preciosas oportunidades. Mas, felizmente, isso não aconteceu com esses primeiros discípulos. Eles haviam atendido ao chamado do Espírito Santo na pregação de João Batista. Portanto, reconheceram a voz do Mestre celestial. Para eles, as palavras de Jesus estavam cheias de frescor, verdade e beleza. Uma iluminação divina se derramou sobre o ensino das Escrituras do Antigo Testamento. Os amplos temas da verdade se destacaram sob nova luz.” — O Desejado de Todas as Nações, pp. 138 e 139.
3B) O que os primeiros discípulos fizeram logo após encontrar Jesus? João 1:41 e 42.
Jo 1:41 e 42 — Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). 42 E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).
“André tentou expressar o júbilo que lhe enchia o coração. Indo em busca de seu irmão Simão, ele exclamou: ‘Achamos o Messias’. Simão não esperou um segundo convite. Ele também tinha ouvido a pregação de João Batista, e se apressou para encontrar o Salvador.” — Ibidem, p. 139.
4. QUEBRANDO O PRECONCEITO | Quarta-feira, 8 de janeiro
4A) Descreva o que aconteceu quando Jesus convidou o próximo discípulo a segui-lO. João 1:43-45.
Jo 1:43-45 — No dia seguinte quis Jesus ir à Galileia, e achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me. 44 E Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. 45 Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.
“Filipe obedeceu à ordem, e logo se tornou obreiro de Cristo. Em seguida, Filipe chamou Natanael.” — O Desejado de Todas as Nações, p. 139.
4B) O que podemos aprender com a forma como Cristo venceu a hesitação de Natanael? João 1:46-49.
Jo 1:46-49 — Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem, e vê. 47 Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo. 48 Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira. 49 Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel.
“Ao olhar para Jesus, Natanael ficou desapontado. Como esse homem, que carregava as marcas do trabalho pesado e da pobreza, poderia ser o Messias? No entanto, Natanael não conseguiu rejeitar Jesus, pois a mensagem de João trouxera certeza ao seu coração.
“Na época em que Filipe o chamou, Natanael havia se retirado a um bosque tranquilo para meditar no anúncio de João e nas referências proféticas a respeito do Messias. Ele orou para que, se aquele homem que João anunciou fosse mesmo o Libertador, que ele recebesse uma revelação, e o Espírito Santo repousou sobre ele com a certeza de que Deus havia visitado Seu povo e levantado um poder salvador para eles. [...]
“Ao que Jesus respondeu: ‘Antes que Filipe te chamasse, te vi Eu, estando tu debaixo da figueira’.
“Era o bastante. O Espírito divino que dera testemunho a Natanael em sua oração solitária debaixo da figueira agora falava com ele pelas palavras de Jesus. Embora em dúvida, e cedendo um pouco ao preconceito, mesmo assim Natanael foi a Cristo com um desejo honesto pela verdade, e agora seu desejo foi saciado. Sua fé superou a daquele que o levara a Jesus. Ele respondeu e disse: ‘Rabi, Tu és o Filho de Deus; Tu és o Rei de Israel’.
“Se Natanael tivesse confiado nos rabinos para orientação, nunca teria encontrado Jesus. Foi só quando ele mesmo viu e julgou, que se tornou um discípulo. Assim acontece com muitos hoje em dia a quem o preconceito impede de alcançar o bem. Como o resultado seria diferente, caso ‘viessem e vissem’!
“Enquanto confiar na orientação da autoridade humana, ninguém chegará a um conhecimento salvador da verdade. Assim como Natanael, nós mesmos precisamos estudar a Palavra de Deus e orar pela iluminação do Espírito Santo. Aquele que viu Natanael debaixo da figueira também nos verá no lugar secreto de oração. Anjos do mundo da luz estão perto das pessoas que buscam a guia divina com humildade.” — Ibidem, pp. 139 e 140.
5. UM CÉU ABERTO | Quinta-feira, 9 de janeiro
5A) O que Cristo prometeu a Natanael — e por quê? João 1:50 e 51.
Jo 1:50 e 51 — Jesus respondeu, e disse-lhe: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás. 51 E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.
“[João 1:50 e 51 é citado aqui.] Aqui, Cristo praticamente diz: ‘Na margem do Jordão, os Céus se abriram, e o Espírito desceu como uma pomba sobre Mim. Essa cena foi apenas um sinal de que Eu sou o Filho de Deus. Se você crer em Mim dessa forma, sua fé será vivificada. Você verá que os Céus ainda estão abertos, e nunca devem se fechar. Eu é que os abri para você’. Os anjos de Deus estão subindo, levando ao Pai, lá no alto, as orações dos necessitados e angustiados, e, em seguida, descendo, trazendo bênçãos e esperança, coragem, auxílio e vida aos seres humanos.” — O Desejado de Todas as Nações, pp. 142 e 143.
5B) O que acontece quando aceitamos a Cristo? João 4:14; Apocalipse 22:17.
Jo 4:14 — Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.
Ap 22:17 — E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.
“Quando alguém receber a verdade em amor, essa pessoa manifestará isso na persuasão dos modos e no tom da voz. Ela revela o que ouviu, viu e tocou da palavra da vida para que outros possam ter comunhão com ele pelo conhecimento de Cristo. Seu testemunho, vindo de lábios tocados com a brasa viva do altar, é verdadeiro para o coração aberto, e opera a santificação do caráter. [...]
“Deus poderia ter alcançado Seu objetivo em salvar pecadores sem a nossa ajuda, mas precisamos participar de Sua obra se quisermos desenvolver um caráter como o de Cristo. Se quisermos participar do regozijo de Jesus — a alegria de ver pessoas redimidas por Seu sacrifício —, devemos participar de Seus trabalhos em favor da redenção delas.” — Ibidem, p. 142.
PARA VOCÊ REFLETIR | Sexta-feira, 10 de janeiro
1. Por que João Batista foi chamado ao deserto?
2. Como devemos aplicar o estilo de vida de João Batista ao nosso?
3. O que podemos aprender com João e André em seu encontro com Jesus?
4. Como podemos ser inspirados pela declaração inicial de Natanael?
5. O que revela se minha fé em Cristo é verdadeira ou não?